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“A procura do príncipe encantado”

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24-02-2014 - 15:40
São muitas as mulheres que desistiram de casar ou de constituir vida em conjunto devido ao facto de não aceitarem “os pretendentes” que a vida lhes foi mostrando.
 
Esta é uma realidade que parece ganhar expressão no nosso país, o que dá lugar a um número significativo de “solteironas” que optaram por assim permanecer até à chegada do homem ideal que se foi adiando sem que tivessem noção do tempo.
 
Esta situação, cujas consequências dão lugar a pessoas cada vez mais solitárias, a uma diminuição da natalidade, e ao aumento de famílias unipessoais, pode ser, na opinião de muitos especialistas um reflexo das mudanças culturais sentidas nas últimas décadas.
 
Uma explicação para a recusa do casamento, pode assentar do facto de, muitas mulheres terem crescido com o sofrimento das mães e das avós que, não tendo opção de escolha, acabaram por se casar com a pessoa que”lhes foi imposta” pelo sistema e não por amor.
 
Uma outra interpretação para o fenómeno, prende-se com a profissão; a oportunidade de provar à sociedade que, a mulher é muito mais que uma mera dona de casa e que tem direito a vencer na vida.
 
Quando chega aos seus objectivos, muitas vezes já é tarde para se sentir interessada no casamento ou, não encontra uma pessoa capaz de a valorizar e de aceitar o seu percurso e opções, sem esquecer que, há mulheres que ganham muito mais que os homens e que não aceitam ter de sustentar uma relação desigual.
 
O retrato desta nova sociedade é uma opção que nem sempre é pessoal, mas sim da herança cultural, dizem os entendidos, pois a mulher acaba por não encontrar motivos para se ligar emocionalmente a alguém. Começa por colocar “defeitos” nos potenciais candidatos a companheiro e a perder gradualmente o interesse por constituir uma vida conjugal.
 
Depois compara o percurso de outras mulheres mal-sucedidas porque tende a afastar-se das que casaram e que lhe mostram outra perspectiva da realidade e, como resultado, existe uma faixa significativa de mulheres entre os 30 e os 40 anos, para quem o casamento é algo obsoleto.
 
Se no passado esse facto era apontado negativamente, no presente é mais uma opção de quem não encontrou o “príncipe encantado”, o homem das histórias de criança e adolescência que, era distinto dos seus pais, que era especial e que contrastava com tudo o que se conhecia.
 
Nesta dimensão, existe um novo paradigma por resolver, pois o homem ideal, definitivamente não existe. Ou se encontra uma capacidade para aceitar o outro e para desenvolver uma relação, ou a última escolha terá de ser a vida solitária. 
 
Depois, o homem também desperta pouco interesse por mulheres bem sucedidas, pois ou a construção é vivida em conjunto, ou o casamento passa a ser o palco para uma batalha constante, o que ainda afasta mais a ideia do príncipe dos contos de fadas que só apresentava cordialidades e que aceitava incondicionalmente a companheira, que era fiel, bonito e adorado por toda a comunidade.
 
Tal como a mulher não é dotada de todas essas qualidades, igualmente o homem não consegue alcançar esse universo idealizado que se reproduziu nos livros e nos ecrãs.
 
Muitos entendidos em comportamento humano, afirmam que ninguém é completamente feliz sozinho, uma vez que, o ser humano nasceu para viver ligado a outras pessoas que, podem ser ou não do mesmo sexo, mas que sejam uma fonte de energia, motivação e inspiração, pelo que a ideia do príncipe encantado pode muito bem ser substituída pela entrega afectiva a alguém que não necessariamente uma pessoa do sexo oposto, o problema é que muitas pessoas já perderam essa capacidade de incluir alguém nas suas vidas e no seu coração.
 
Tal como existem mulheres solteiras por falta de empatia com alguém, o mesmo se passa com o homem que, por complexos de inferioridade, timidez ou outro tipo de razões, acaba por desenvolver a sua vida sozinho.
 
Este é um novo desafio de estudo, numa sociedade muito habituada a querer juntar aqueles que se considera especiais e que merecem desfrutar uma vida com outra pessoa, mas a quem só lhes foram transmitidos “padrões” de vida negativos e depreciativos do que é o amor e a riqueza de aprender a dividir qualidades e defeitos com outra pessoa na intimidade, porque fora das quatro paredes tudo é sempre mais fácil.
 
 Numa relação ocasional, num encontro de amigos, tudo se encaixa na perfeição, o desafio é mesmo dividir a personalidade, o espaço, o tempo, os objectivos, as expectativas e daí por diante.
 
Quando se chega à conclusão de que não vale a pena tentar, é mesmo porque se construiu uma identidade distante da união e já é muito complicada a tarefa de inverter, pois a pessoa nega com todas as suas forças o envolvimento e os sentimentos e, acaba por, encontrar sempre os seus próprios motivos para rejeitar o amor.
 
Este tipo de pessoas acaba por sentir uma profunda sensação de vazio emocional que aprende diariamente a compensar com as amizades, com o trabalho, compras e, muitas vezes, analisando a vida dos outros, dando especial valor aos problemas, pois só assim se sente bem por não “ter entrado numa relação sem ter encontrado o seu príncipe encantado”.
 
 
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