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Brito Cabreira

Brito Cabreira
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22-09-2013 - 10:50
Na sequência de figuras notáveis da nossa região, faz sentido enaltecer Sebastião Diogo Valente de Brito Cabreira, natural de Faro e com um percurso que merece ser recordado para que possa ser valorizado.
 
 
Brito Cabreira como é mais conhecido na história de Portugal e no Algarve, nasceu a 6 de Janeiro de 1763 e faleceu a 2 de Junho de 1833. 
 
Brito Cabreira foi Fidalgo cavaleiro da Casa Real, em sucessão a seus maiores. Bacharel formado em Matemática pela Universidade de Coimbra e, ao mesmo tempo, foi general da brigada de artilharia, governador das armas do Algarve, e depois das dos Açores. Integrou a lista de comendadores das ordens de Torre e Espada, e de S. Bento de Avis. 
 
Filho de José Cabreira de Brito e Alvellos Drago Valente de Faria Pereira, fidalgo da Casa Real, sargento-mor da comarca de Faro, e de sua mulher, D. Isabel das Urdes Baretto, filha de Duarte Baretto, doutor em medicina pela Universidade de Coimbra, e médico honorário da Casa Real, e de D. Maria Teresa Urdes, filha dum tenente-coronel inglês do mesmo apelido. 
 
Acerca do seu percurso, é de destacar que Sebastião Cabreira se alistou no exército em 1777, passando a ser cadete de artilharia. 
 
Foi um nome distinto na sua época sobretudo porque estudou Matemática na Universidade, sendo automaticamente promovido a tenente no regimento de artilharia do Algarve que servia. 
 
Foi nessa condição que entrou nas guerras do Rossilhão e da Catalunha, e depois na de 1801, em que foi comandante de artilharia do exército da Beira Baixa. 
 
O seu nome ficou igualmente associado à revolta que ocorreu em Faro em 1808 contra os franceses, momento em que participou muito activamente. 
 
Mais tarde foi nomeado membro da junta provisória que se formou no Algarve, e elevado a tenente-coronel de artilharia n.º 2, distinguindo-se sempre nos sucessos políticos até à derrota dos franceses. 
 
Em 1817 teve o posto de, coronel para o regimento n.º 4, estacionado no Porto, encontrando-se nesta situação, quando se deu a revolta de 24 de Agosto de 1820. 
 
Este nome distinto da História de Portugal foi nomeado vice-presidente do governo provisório, que então se formou naquela cidade, marchou para Lisboa à frente do exercito, e depois da reunião das duas juntas do Porto e da capital, foi escolhido para presidente da junta preparatória das Cortes. 
 
Em 1821 e, já com o posto de brigadeiro, foi encarregado do comando militar da costa desde o Cabo da Roca até à foz do rio Mondego, tendo depois a nomeação de governador das armas do Algarve. 
 
Após a queda da Constituição ficou exonerado deste cargo, e sendo demitido em 1824, saiu do reino, onde voltou somente, depois do juramento da Carta Constitucional. 
 
Foi então reintegrado no posto de brigadeiro, mas emigrou para Inglaterra, logo que o infante D. Miguel chegou a Lisboa, e oferecendo-se para servir na ilha da Madeira como soldado, seguiu a bordo da fragata brasileira Isabel, com o seu irmão Diocleciano Leão Cabreira, depois barão de Faro. 
 
Esse navio de guerra, segundo as instruções do marquês de Palmela, deixou na ilha Terceira o general Diocleciano Cabreira encarregado do governo das armas, e Sebastião foi-se depois reunir, por ter reconhecido a impossibilidade de desembarcar no Funchal. 
 
De destacar ainda que, Brito Cabreira assistiu à batalha de 11 de Agosto, foi nomeado em 1831 comandante geral de artilharia, ficando por vezes incumbido do governo das armas da ilha Terceira durante a ausência do general chefe. 
 
Regressou para o continente em 1832 acompanhando D. Pedro IV, como comandante geral de artilharia do exercito libertador, e logo depois do reconhecimento de Valongo e do combate de Ponte Ferreira, foi nomeado governador interino das armas do Porto e da província do Minho. 
 
Brito Cabreira distinguiu-se especialmente no dia 29 de Setembro, em que, vendo o inimigo senhor das trincheiras, puxou da espada, e dirigindo uma breve mas enérgica alocução aos soldados, que já estavam desanimados, colocou-se à sua frente, e levou as tropas miguelistas de vencida, afastando-as para longe das posições que tinham conquistado. 
 
Com este rasgo brioso alcançou a comenda da Torre e Espada. Sebastião Cabreira continuou dando sempre provas de grande valor em todos os ataques que se seguiram. 
 
Foi D.Pedro IV quem o agraciou com o titulo de visconde da Guarda, cujo decreto não chegou a publicar-se na folha oficial, uma vez que Brito Cabreira entretanto faleceu na cidade do Porto. 
 
Casado com D. Maria Alves Pinheiro Correia de Lacerda Green, Sebastião Cabreira foi pai do falecido barão de Nossa Senhora da Vitória da Batalha e deixou uma obra e percurso notáveis seja na história da região que o viu nascer, seja no panorama nacional onde defendeu a pátria acima de qualquer outra exigência. 
 
(Actualização:24-02-11)
 
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