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Culpabiliza os outros pelo que lhe acontece?

Culpabiliza os outros pelo que lhe acontece?
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05-07-2015 - 23:08
É uma pessoa desconfiada em relação aos outros? Então este texto pode ajudá-lo!
 
Tendo por base uma publicação da Medipédia, a tendência para atribuir culpas aos outros resulta de Perturbações paranóicas. 
 
Na prática, trata-se de um problema que resulta de pensamentos delirantes, geralmente persecutórios, que levam o paciente a adoptar uma atitude de permanente desconfiança em relação aos que o rodeiam.
 
A paranóia pode ser definida como uma tendência para adoptar um comportamento de permanente desconfiança em relação a todos os que o rodeiam; daí que as perturbações paranóicas designem uma série de alterações psiquiátricas produzidas quando esta tendência se revela muito evidente e exagerada.
 
Segundo a mesma publicação, as perturbações paranóicas caracterizam-se pelo desenvolvimento de equívocos ou de evidentes delírios perante determinados factos e circunstâncias, aos quais o paciente dá uma importância excessiva e interpreta de forma errada. 
 
O protagonista destes erros de interpretação, ou delírios, é sempre o próprio paciente, nos quais se sente absolutamente convencido de que as pessoas que o rodeiam ou mesmo as próprias circunstâncias estão contra ele, tendo constantemente a sensação de ser ameaçado ou perseguido por pessoas que o querem prejudicar, acreditando de forma errada que sofre de uma grave doença e ninguém gosta dele ou considerando, sem fundamento algum, que a sua parceira o engana.
 
Ao contrário do que acontece com os delírios esquizofrénicos, que apesar de não se basearem em factos reais envolvem muitos aspectos da vida quotidiana e são extremamente incoerentes, os delírios das perturbações paranóicas costumam estar relacionados com a realidade, nomeadamente com um único tema específico, no qual o paciente defende as suas interpretações com argumentos aparentemente credíveis, já que os paranóicos costumam conservar a maioria das suas capacidades intelectuais.
 
Adianta também a Medipédia que, “esta situação faz com que as pessoas que o rodeiam, nomeadamente quem vive com o paciente, tenham certas dificuldades em detectar a existência do problema, por vezes relacionada com os delírios do paciente.”
 
Na maioria dos casos, as perturbações paranóicas afectam pessoas com uma personalidade paranóica, caracterizada por uma tendência para a desconfiança. Por outro lado, muitas vezes, estes problemas são desencadeados por situações críticas, como a morte de um familiar ou amigo ou ainda um evidente isolamento provocado por surdez ou pela emigração para uma sociedade culturalmente muito diferente. Todavia, ainda não foi possível esclarecer os mecanismos que estão na origem destes problemas, avançam os mesmos especialistas.
 
Se muitas vezes o próprio não tem capacidade de se aperceber e de pedir ajuda para melhorar a qa qualidade de vida, é quem o rodeia que deve estar atento aos sintomas. Assim, “à excepção da personalidade paranóica, que se for intensa também pode ser considerada uma alteração psicológica, existem dois tipos de perturbações paranóicas: reacção paranóica e desenvolvimento paranóico.”
 
No que se refere à reacção paranóica, importa saber que a mesma se caracteriza por um súbito aparecimento de delírios interpretativos, desencadeados por uma circunstância ou acontecimento ocorrido nos dias ou semanas anteriores. 
 
Os factores que podem desencadear estas situações são muito variáveis. Em alguns casos, pode estar relacionada com a perda real - ou imaginada e receada com angústia - de um amigo ou familiar ou de um emprego. 
 
Noutros casos, pode ser desencadeada por circunstâncias que, de alguma maneira, obriguem o paciente a colocar-se numa situação passiva em que necessita do apoio de todos os que lhe são próximos, como acontece, por exemplo, ao se submeter a intervenções cirúrgicas, após um acidente de viação ou ao emigrar para países com uma cultura muito diferente da sua.
 
Segundo a Medipédia, a evolução e prognóstico das reacções paranóicas costumam ser favoráveis, já que na maioria dos casos os delírios interpretativos desaparecem ao fim de algumas semanas ou meses, sobretudo quando se procede ao tratamento adequado.
 
Relativamente ao desenvolvimento paranóico, “como os factores desencadeadores do desenvolvimento paranóico não costumam ser identificados, os delírios interpretativos vão sendo progressivamente elaborados durante meses ou anos. Para além disso, nestes casos, os delírios têm um conteúdo aparentemente mais coerente e estruturado, tornando-se bastante credíveis, pois vão sendo alimentados por novas ideias erradas, evoluindo através de períodos de exacerbação alternados com outros de relativa acalmia. O argumento dos delírios paranóicos é variável: perseguição, ciúme, grandeza, erotismo, ruína, doenças inventadas...”
 
Uma característica evidente “é o excessivo egocentrismo do paciente no seu delírio, que pode ser interpretado como mecanismo para ocultar um grande complexo de inferioridade.”
 
Uma boa notícia para os pacientes e cuidadores é que existe tratamento. Neste sentido, a terapia consiste na administração de antipsicóticos e tranquilizantes, que deve ser complementado com a realização de uma psicoterapia adequada às necessidades específicas de cada caso. Em caso de reacção paranóica, em crises de exacerbação do desenvolvimento paranóico e quando se detecta um risco significativo de eventuais agressões graves aos outros ou de tentativa de suicídio, deve-se proceder ao internamento do paciente num centro psiquiátrico.
 
É importante ter em conta que, o delírio de perseguição é uma condição em que o paciente acredita que é constantemente ameaçado e perseguido e que os seus inimigos elaboram planos de grande envergadura para o dominarem ou eliminarem.
 
No caso do  delírio de ciúme, o indivíduo tem a obsessão de que a sua parceira o engana e desenvolve todo o tipo de estratagemas para o comprovar.
 
De incluir também a megalomania ou delírio de grandeza, situação em que o paciente acredita que é uma pessoa muito importante, podendo acreditar que é uma personagem famosa como, por exemplo, Napoleão, e tenta arduamente convencer os outros de que o é realmente.
 
Os especialistas da Medipédia acrescentam ainda os seguintes pontos a ter em conta:
 
Delírio de ruína: o paciente crê firmemente que vive na miséria, pelo que está constantemente a lamentar-se.
 
Delírio erótico: o paciente imagina que é desejado e assediado sexualmente, sobretudo por pessoas que considera importantes, demonstrando-o através de todos os meios.
 
Delírio hipocondríaco: o indivíduo convence-se de que sofre de uma ou várias doenças graves, quase sempre fatais, apesar de todas as evidências em contrário.
 
Para finalizar, é preciso reter que, “como a personalidade é o conjunto de atitudes psicossociais e de comportamentos que expressam as características de um indivíduo, a personalidade constitui, na maioria dos casos, um factor de predisposição para uma doença psicológica ou mental, já que os próprios traços da personalidade de cada indivíduo podem ser de tal forma acentuados em circunstâncias especiais ou difíceis que podem evoluir para uma doença, como acontece, por exemplo, no caso da personalidade paranóica - quando os traços que a caracterizam são muito intensos, pode-se transformar num problema psicológico.” 
 
O principal traço da personalidade paranóica é o aparente excesso de auto-estima, em que o indivíduo tem tendência para exagerar quando é bem sucedido ou inventá-las, de modo a manter a sua imagem de grandeza. 
 
Outros traços da personalidade paranóica são a desconfiança e a falta de flexibilidade, pois os indivíduos com personalidade paranóica têm tendência para desconfiar e culpabilizar os outros, sendo muito competitivas, não aceitando críticas e defendendo as suas convicções e ideias pré-concebidas de forma veemente, apesar de conseguirem ocultar a sua agressividade quando querem, agindo com cortesia. 
 
O egocentrismo, desconfiança e rigidez fazem com que tenham tendência para interpretar erradamente os factos, provocarem conflitos afectivos, sociais e profissionais, terem comportamentos de algum fanatismo e passarem a um progressivo isolamento que acentua os traços doentios da personalidade, esclarece a mesma fonte.
 
 
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