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Desenho: uma forma de expressão essencial ao desenvolvimento

Desenho: uma forma de expressão essencial ao desenvolvimento
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22-10-2014 - 22:06
Muitas vezes considerado como «meros riscos e rabiscos» o desenho assume elevada importância no desenvolvimento infantil, pelo que deve ser incentivado e proporcionado.
 
São cada vez mais os especialistas que defendem a importância do acto de desenhar como um ponto essencial para todo o percurso da criança, seja para brincar, para expressar sentimentos, para comunicar, para surpreender e, acima de tudo, para desenvolver habilidades e inteligência.
 
Tendo por base um apontamento na revista Crescer no Pinterest, o desenho está presente na vida dos mais novos, seja para brincar ou para fazer uma tarefa escolar. O grafismo na infância está presente desde muito cedo, basta que a criança consiga empunhar um lápis de cera para que comece a dar largas à imaginação e a expressar um conjunto de emoções.
 
«De repente, o papel branco ganha rabiscos, formas e cores. A mão, ainda tão pequena, faz  os desenhos mais originais e criativos que algum pai ou mãe já viu na vida:Mãe, olha, fiz um crocodilo!»
 
Naturalmente a tendência de alguns pais é logo perguntar onde é que a criança vê o animal, mas, calma! Para que a criança possa dar formas cada vez mais aperfeiçoadas aos seus desenhos, precisa de praticar e de passar por inúmeras provas e opiniões dos pais, pelo que, a paciência e o incentivo são as palavras de ordem de todo o processo.
 
Todas as crianças gostam de desenhar e, apesar de parecer apenas uma brincadeira, isso faz parte do desenvolvimento do seu filho. Tanto é que uma pesquisa feita pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Kings College London, no Reino Unido, mostrou que o desenho pode ser um indicador da inteligência de cada um no futuro.
 
Para chegar a esse resultado, os investigadores analisaram 15.504 crianças de 4 anos. Os pais pediram que elas fizessem um desenho, ao qual foi atribuída uma nota numa escala de 0 a 12. Essa pontuação levou em conta se a criança desenhava o corpo humano completo, ou seja, com cabeça, tronco, pernas e braços.
 
Dez anos mais tarde, quando os «desenhadores» já tinham 14 anos, foram submetidos a mais um teste, neste caso, uma prova de inteligência que revelou: «quem teve notas mais altas nos desenhos feitos aos 4 anos, também foi melhor nas avaliações de inteligência».
 
Segundo a investigadora Rosalind Arden, que liderou o estudo, «os pais não precisam de se preocupar se a criança não desenha bem, já que existem outros fatores fundamentais, como a genética e o ambiente, para o desenvolvimento da inteligência. O mais importante é oferecer todos os recursos para que a criança desenhe à vontade e, o que quiser. O desenho tem de ser livre e baseado naquilo que a criança sente vontade de produzir».
 
O que se aprende através do desenho
 
Enquanto desenha, o seu filho adquire muitas aprendizagens. O primeiro ponto é controlar o lápis de cera, de cor ou a caneta. Usar o dedo indicador e o polegar, num movimento de pinça. Este é o resultado do desenvolvimento da coordenação motora fina ou motricidade fina que, é a capacidade para executar movimentos finos com controlo e destreza (por exemplo, usar uma tesoura ou um lápis).
 
Esta capacidade traduz-se na escrita, no desenvolvimento harmónico da parte grafo-motora. 
 
Esta habilidade assume elevada importância uma vez que, a motricidade fina é uma das competências chave a ser desenvolvida desde a tenra idade.
 
O desenvolvimento desta competência possibilita, à posteriori, bons resultados na escrita e na matemática.
 
Ao escolher o que desenhar, mesmo que os traços sejam entendidos apenas por ela, a criança está a expressar os seus pensamentos. Desenhar também é uma forma de comunicação. “É uma maneira de demonstrar a percepção do mundo à sua volta e de uma situação que a criança está a viver”, diz a educadora Lisie De Lucca, coordenadora de cultura do Colégio Porto Seguro, em São Paulo.
 
É de ter em conta que, o acto de desenhar é diferente do desenvolvimento motor, por exemplo, em que os passos se tornam cada vez mais firmes com o passar do tempo. O desenho não apresenta um crescimento linear, ou seja, o seu filho pode voltar a fazer garatujas (traços iniciais) mesmo que já tenha aprendido a desenhar algumas formas. Não há problema algum nisso. “É importante que os pais não tentem direcionar os traços para o ‘sentido certo’ ou ‘mais bonito’”, alerta a educadora Suzy Vieira de Souza, coordenadora de Educação Infantil do Colégio AB Sabin (SP).
 
Os especialistas alertam: « Muitas crianças chegam ao 1º ciclo com a expressividade bloqueada justamente por causa desse corte que tiveram na infância».
 
Além disso, é comum ver pais e mães preocupados com o desenho do filho, fazendo quase uma leitura psicológica.
 
É de realçar que, qualquer tipo de avaliação psicológica, mesmo elaborada a partir do desenho das crianças, deve ser efectuada por um psicólogo e no seu devido consultório; de forma formal para evitar problemas que não existem, ou direccionar soluções e tratamentos adequados.
 
Como incentivar
 
Ofereça materiais diversos: papéis coloridos e de diferentes tamanhos e texturas, lápis de cera, lápis de cor, canetas, tintas e pincéis. É importante que a criança tenha acesso a variados materiais para desenhar, criar e se expressar. Cada um vai proporcionar um desenho diferente. Quanto maior a variedade, mais experiências.
 
Um outro dado importante é, permitir que a criança contacte com diferentes realidades para que as possa representar, à sua maneira, nos desenhos. 
 
Assim, sair com os mais novos, estar em contacto com a natureza, explicar o que se vê em redor, mostrar novas formas e cores, são excelentes incentivos para que os mais pequenos gostem de apreciar o mundo à sua volta, queiram explorar algo novo e, ao mesmo tempo, proporciona o contacto com novas formas de criatividade para os seus trabalhos e desenhos.
 
Nos dias de chuva, em que não é tão fácil fazer visitas a locais próprios como museus, galerias de arte, jardins e outros espaços ao ar livre, os pais devem contar histórias, mostrar fotografias de família e de locais que se guardam no baú para despertar outras formas de expressão nas crianças.
 
Já sabe, ofereça paisagens e conteúdos e… uma folha branca e materiais para que o seu filho dê largas à imaginação!
 
AP
 
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