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Doença Celíaca

Doença Celíaca
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11-12-2014 - 15:59
A Doença Celíaca é também designada por enteropatia glúten-induzida e, é uma patologia auto-imune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças, com maior predisposição genética e associada à ingestão de alimentos que contêm glúten.
 
Sintomas: 
 
Esta doença causa atrofia das pilosidades da mucosa do intestino delgado, causando um prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água. 
 
Como consequência, o paciente sente diarréia, dificuldades no desenvolvimento no caso das crianças, e fadiga. Ao mesmo tempo, o paciente pode sentir um mau-estar generalizado causado pela perda de energia decorrente das diarreias. 
 
No entanto, os sintomas podem ocorrer somente aquando a doença já se encontra num estado mais avançado, podendo surpreender o paciente com o seu diagnóstico, já que tudo depende das defesas do próprio organismo e da sua capacidade de reação face ao problema. 
 
Ocorrência da doença: 
 
Esta doença é muito comum e sabe-se que afeta aproximadamente 1% da população, sobretudo a indo-europeia. 
 
A maioria dos pacientes situa-se no género feminino e sabe-se que, por vezes, os sintomas são mínimos, o que faz com que se tenha dificuldade em diagnosticar a doença, muito embora já seja bem conhecida pelos especialistas e esteja suficientemente estudada e apuradas as suas causas e tratamentos. 
 
Contudo, a dificuldade prende-se com a maior ou menos presença de sintomas que podem facilitar o diagnóstico ou dificultar aquando estes não acontecem precocemente. 
 
Sinais da doença Celíaca: 
 
Os sinais clássicos da doença celíaca incluem diarreia, perda de peso (ou falta de crescimento nas crianças) e fadiga. Apesar de se tratar de uma patologia dos intestinos, nem sempre estes são o primeiro órgão do corpo a apresentar os sinais de desconforto e de se tratar de um problema. 
 
Alguns pacientes são diagnosticados com sintomas relacionados à absorção reduzida de nutrientes ou com vários outros sintomas que, embora estatisticamente relacionados, não possuem uma clara relação com o mau funcionamento dos intestinos. 
 
Este fato, dificulta o diagnóstico e pode induzir outras patologias numa fase inicial, ficando o paciente sujeito a muitos exames e a despistagens de outros problemas. 
 
Sintomas gastrointestinais: 
 
A diarreia, por ser um fator presente, apresenta caraterísticas específicas desta doença, pelo que é fundamental analisar a coloração pálida, o volume e odor intenso. 
 
Podem estar associados sintomas como a dor abdominal e cãibra, a distensão abdominal e úlceras na boca. Assim que os intestinos se tornam mais lesados, um grau de intolerância à latose pode desenvolver-se e fazer desencadear os primeiros sinais de alarme. 
 
Geralmente estes sintomas são atribuídos à síndrome do intestino irritável, somente sendo reconhecida posteriormente a doença celíaca com a intervenção de resultados de diagnóstico mais específicos. 
 
Riscos da doença: 
 
A doença celíaca pode conduzir a um aumento do risco de adenocarcinoma e linfoma do intestino delgado, que se pode manter nos padrões normais com uma dieta adequada. 
 
A doença quando presente por muito tempo pode levar a outras complicações, como a jejunite ulcerativa (formação ulcerativa do intestino delgado) e um estreitamento do intestino como resultado das cicatrizações. 
 
Também a má absorção do intestino provoca uma significativa redução de nutrientes, 
minerais e de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Também as dificuldades em absorver carboidratos e gorduras pode causar perda de peso (ou dificuldades de desenvolvimento nas crianças) e fadiga ou falta de energia. 
 
Pode ser desenvolvida anemia de diversas formas: a má-absorção de ferro pode causar anemia ferropriva e a má-absorção de ácido fólico e vitamina B12 pode dar origem a uma anemia megaloblástica. 
 
A má-absorção de cálcio e vitamina D (e o hiperparatireoidismo secundário compensatório) pode causar osteopenia (conteúdo mineral do osso diminuído) ou osteoporose (fraqueza óssea e risco de fraturas aumentado). 
 
A doença celíaca também é associada a um supercrescimento bateriano do intestino delgado, o que pode piorar a má-absorção ou causar má-absorção após o tratamento. Fato que implica um acompanhamento médico adequado de forma a proceder ás devidas alterações de compostos terapêuticos. 
 
Diagnóstico: 
 
A Endoscopia de um duodeno com atrofia de pregas, bem como outros exames complementares devem ser realizados, tais como as análises ao sangue para uma contagem sanguínea completa e medição dos níveis de eletrólitos, cálcio, função renal, enzimas do fígado, vitamina B12 e ácido fólico. 
 
Os exames de coagulação (tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcial ativada) podem ser úteis para identificar deficiência de vitamina K, o que torna os pacientes mais suscetíveis a sofrer hemorragias. Estes exames devem ser repetidos durante o acompanhamento da doença, assim como medição dos níveis de anticorpos anti-tTG titres. 
 
Tratamento: 
 
O primeiro passo para o tratamento é que este seja recomendado pelo profissional de saúde que acompanha o doente. Segue-se uma dieta criteriosamente ausente de glúten que deverá perdurar ao longo da vida do paciente, já que a larga maioria dos pacientes que cumpre esta condição com rigor, apresenta melhorias em duas semanas. 
 
Como não existem medicamentos que previnam os danos, nem que previnam o corpo de atacar os intestinos quando o glúten estiver presente, somente esta restrição alimentar permite que os intestinos se curem, com a regressão completa da lesão intestinal e resolução de todos os sintomas na maior parte dos casos. Dependendo de quão cedo a dieta começar, ela também pode eliminar o maior risco de osteoporose e de cancro do intestino. 
 
O acompanhamento de um nutricionista é geralmente requisitado para garantir que o paciente esteja consciente de quais os alimentos que possuem glúten, quais os alimentos que são seguros e como ter uma dieta equilibrada apesar das suas limitações. 
 
Mesmo conscientes dos naturais transtornos em cumprir esta dieta, é fundamental referir a sua importância e a consciência do paciente de que, somente esta será uma garantia para o alívio destes sintomas e prejuízos. 
 
Já existem no mercado marcas comerciais que disponibilizam produtos ausentes de glúten, pelo que a sua aquisição pode fazer uma grande diferença no aumento da qualidade de vida e da saúde do doente. 
 
Sublinhe-se que este artigo é meramente informativo e um alerta para que consulte o seu médico e cumpra as suas recomendações.
 
AP
 
 
 
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