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Dulcelina Cascalheira

Dulcelina Cascalheira
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18-06-2015 - 23:30
Convidada pelo Algarve Primeiro a falar de si, Dulcelina Cascalheira faz-nos uma retrospetiva de vida notável e desperta-nos para uma atitude única, para uma riqueza interior singular e para um exemplo que pode despertar um conjunto de emoções…
 
Muitas vezes, temos perto de nós pessoas com histórias de vida fascinantes e que nos podem ajudar no percurso e a interpretar a vida das mais variadas formas. 
 
É o caso de Dulcelina Cascalheira que, gentilmente disponibilizou o seu tempo e experiência, que nos surpreendeu com uma realidade interior que, certamente irá envolver os nossos leitores. 
 
Sou funcionária não docente da Ualg há 27 anos, frequentei uma licenciatura que por várias razões nunca cheguei a finalizar.
 
Não sou algarvia de nascimento mas como já estou cá há muitos anos e tenho 4 filhos algarvios já me sinto algarvia também.
 
Sou uma simples assistente técnica, que secretaria o conselho pedagógico duma faculdade (FCHS), e responsável por um gabinete académico. Visto a camisola, com muito orgulho, da UALg.
 
Tenho 52 anos, sou viúva há 18 meses, tenho o 11º ano, entrei na universidade através dos maiores de 23 anos, mas como já disse, por várias razões, entre as quais razões monetárias, pois já tinha um filho também a frequentar a Universidade, do Algarve, não consegui concluir o curso.
 
Sou natural da cidade da Horta, da ilha do Faial, Açores, mas vim morar com os meus pais para Faro quando tinha apenas 12 anos.
 
Comecei a trabalhar na UALG como telefonista em 1987, quando o campus de Gambelas começou a funcionar. Ao fim de 4 anos, concorri para terceira oficial (na altura era assim que se chamava) e fui trabalhar para a Unidade de Ciências Exatas e Humanas, na altura chefiada pelo Prof. Abílio Marques da Silva, um grande mestre, pois foi uma das pessoas com quem mais aprendi.
 
Nessa altura, já tinha um filho com 7 anos (que neste momento é doutorado em Arqueologia pela UALG) e estava grávida da segunda filha, também licenciada em Ciências da Comunicação pela mesma universidade.
 
Desde 1992, secretario o Conselho pedagógico quer da UCEH, quer da FCHS e, talvez por esse motivo, sempre tive um contacto mais próximo com os alunos (que são a alma de qualquer estabelecimento de Ensino). Ao fim de todos estes anos, continuo a manter contacto com alguns deles, com os quais criei uma amizade e de quem sinto muito orgulho pelo percurso que fizeram.
 
Relativamente aos meus filhos, o Luís tem 15 anos, acabou agora o 10º ano com notas excelentes e é, neste momento, o "homem da casa".
 
A Mariana só tem 12 anos, transitou para o 7º ano, não gosta de matemática, mas prevejo que um dia esteja ligada às artes.
 
O meu filho mais velho, o João, tem 30 anos e a Marta tem 23.
 
Em relação ao apoio que tive nos momentos difíceis por parte das pessoas que comigo trabalham, só posso dizer que foi excecional, quer durante a doença do meu marido, quer após a sua perda.
 
Não é por acaso que trabalho na Faculdade de Ciências HUMANAS e Sociais…
 
Quando disse que “visto a camisola da Ualg” é por tudo isso; é pelo percurso, é pela dedicação, é pelo ambiente entre colegas e com os alunos. É por ter conhecido momentos importantes desta instituição.
 
Recordo os tempos em que não havia estrada de alcatrão para o campus de Gambelas, os autocarros deixavam-nos na estrada do aeroporto e quando chovia tínhamos de levar umas botas calçadas e outras num saco (para depois trocar), porque a lama era tanta que era quase impossível tirá-la das botas.
 
Apesar de tudo, são histórias que recordo com saudades e um sorriso no rosto, principalmente quando me lembro que algumas colegas, de mais idade, à hora da saída, pediam boleia aos carros que iam despejar o lixo, numa lixeira que existia próximo do campus.
 
Existem muitas histórias engraçadas que gostaria de, um dia, poder compilar num livro da minha autoria.
 
Ao longo de todos estes anos de trabalho e de entrega à Ualg, naturalmente que guardo os primeiros alunos (sabia o nome de todos) e o facto de ter presenciado o crescimento da instituição, quer a nível das infraestruturas, quer a nível da evolução como academia de ensino superior.
 
Hoje é com muito orgulho que olho para o passado, para as dificuldades e emoções vividas e, dentro de mim está sempre o desejo de acompanhar o tempo e a evolução desta Universidade da qual me sinto fazer parte desde o primeiro momento em que comecei a trabalhar.
 
 
 
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