siga-nos | seja fã
PUB
 

É possível ser feliz sozinho?

É possível ser feliz sozinho?
Imprimir Partilhar por email
03-07-2016 - 22:25
A solidão é cada vez mais um tema dominante nas nossas sociedades, sobretudo no grupo dos idosos.
 
Estima-se que, um terço da população sofra de solidão, mas há quem afirme que é possível ser feliz sozinho; “é preciso é que se encontre um motivo para o ser/estar”.
 
Na realidade, é possível sentir solidão mesmo quando se está acompanhado, tal como não é menos verdade que se pode estar preenchido e viver sozinho. 
 
Para muitos especialistas é tudo uma questão de aceitação e de compreensão das opções, já que tanto estar só como acompanhado, depende de cada pessoa e da sua cultura.
 
Há quem goste de viver sozinho e procurar pessoas quando sente essa necessidade, acabando por desfrutar em pleno desses momentos, tal como há quem desvalorize a presença daqueles que se esforçam por manter a sua companhia, “por se sentir sempre insatisfeito com as pessoas à sua volta”.
 
O processo é complexo e requer uma análise profunda de cada caso, no entanto, é possível ser feliz sozinho, desde que se goste de estar consigo mesmo.
 
Criou-se a ideia de que, o ser humano só vive feliz se estiver acompanhado; se constituir família, no entanto, há quem desvalorize esse aspecto dando conta da possibilidade de encontrar alternativas a esse modo de vida ancestral.
 
É aceite por todos que, o ser humano não consegue ser feliz sem que se relacione com outras pessoas, o que não traduz necessariamente que tenha de partilhar a vida quotidiana com alguém.
 
De acordo com John T. Cacioppo, autor de 'Loneliness' ('Solidão', em português), diversos estudos internacionais apontam que uma em cada três pessoas se sente sozinha. 
 
O número é alto e o assunto ainda constitui um tabu, aspecto que o torna difícil de ser debatido e até resolvido.
 
O primeiro passo é ter em conta se a solidão existe na realidade ou se é imaginária, pois muitas pessoas que se queixam de estarem sozinhas, vivem rodeadas de outras, sem que lhes atribuam qualquer significado.
 
Depois, temos os casos de solidão real devido ao isolamento, à morte do cônjuge, à partida dos familiares para o estrangeiro, o facto de se residir num local distante dos aglomerados populacionais e daí por diante.
 
Não menos importante é referir o caso de doença mental que, naturalmente cria problemas de socialização e de relacionamento com os outros.
 
Para o terapeuta comportamental Ghoeber Morales, a solidão deve ser entendida “e compreender até que ponto a mesma resulta das expectativas que construímos em relação aos outros”.
 
Em primeiro lugar, é preciso saber viver bem e feliz sozinho, sem depender ou depositar a felicidade noutra pessoa. “Grosso modo, podemos pensar em duas visões diferentes de formas de se relacionar: uma visão complementar e outra suplementar”.
 
O mesmo psicólogo explica que a primeira está relacionada com o ideal romântico da cultura ocidental. “A ideia é a da ‘metade da laranja’, em que uma pessoa só se completará e será plenamente feliz quando encontrar alguém para ocupar esse vazio”.
 
No caso da visão suplementar, o indivíduo sente-se bem consigo mesmo, independentemente da presença de um parceiro. “Nesse caso, a felicidade não é depositada no outro, mas a companhia de alguém especial pode fazer com que se sinta mais feliz”, resume.
 
Para Morales, é possível aprender a relacionar-se consigo mesmo. O especialista recomenda que, sejam escolhidas actividades que proporcionam prazer sem precisar de companhia, como ir ao cinema sozinho, fazer compras e caminhar num local agradável.
 
“São pequenos passos que aumentam as probabilidades de não se sentir tão isolado e começar a gostar de estar consigo mesmo. Afinal, encontrar prazer na sua própria companhia pode ser um desafio”, avisa. 
 
O mesmo especialista alerta para a importância de mudar os hábitos aos poucos. “Passar umas horas sozinho num sábado, por exemplo, acarreta menos risco de lhe provocar frustração do que uma viagem que dura uma semana inteira e fará com que se sinta aborrecido com a sua própria companhia”.
 
É fundamental valorizar a presença dos outros em determinados momentos e desfrutar do facto de estar sozinho para outras actividades, já que assim será mais fácil separar o amor-próprio dos sentimentos que se destinam aos outros.
 
Muitos especialistas acreditam que, uma forma de vida mais descontraída e menos dependente dos outros, dá naturalmente lugar a relações mais saudáveis e interessantes, bem como, a momentos muito particulares quando se está só.
 
No fundo, a principal causa da solidão é mesmo pensar “que se queria estar com aquela pessoa para uma determinada actividade”. Se o sujeito se centrar no seu próprio prazer, acaba por aproveitar a situação e, quando está acompanhado, acaba por fazer um termo de comparação e valorizar mais a presença dos outros.
 
Os entendidos acreditam para alguém conseguirá ser feliz sozinho quando deixar de se lamentar por não estar acompanhado e conseguir tirar partido das emoções que, afinal “vêm de dentro e não de fora”.
 
Em suma, crescemos a partir das relações com os outros, mas precisamos de encontrar o bem-estar dentro de nós mesmos para voltarmos (ou não) a ser felizes com alguém.
 
 
COMENTÁRIOS
 
MAIS NOTÍCIAS
-

Melhore a sua personalidade e agarre a vida com confiança!



-

A dieta “infalível” para este verão!



-

Precisa de um “jeitinho”? Conheça outros hábitos (muito) portugueses!



-

Para avançar, é preciso “virar a página”!



-

Aprenda “a ser importante” para os outros



PUB
 
MAIS LIDA ONTEM
Algarve vê novo hospital por um "canudo"

Algarve vê novo hospital por um "canudo"

ver mais
 
 
  
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
São Brás de Alportel adere à Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites

São Brás de Alportel adere à Semana Europeia do Teste VIH-Hepatites

ver mais
 
“Dias da Inovação e Partilha Pedagógica” na UAlg

“Dias da Inovação e Partilha Pedagógica” na UAlg

ver mais
 
CCDR Algarve promove dois eventos para "descobrir" o seu talento

CCDR Algarve promove dois eventos para "descobrir" o seu talento

ver mais
 
 
 
 
Allô Pizza Escola de Condução C.C.S Loja das Taças Restaurante Os Arcos
» Sociedade» Fichas de Leitura» Desporto» Click Saúde
» Economia» Figuras da nossa Terra» Política» CX de Correio