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Educar com amor e sorrisos

Educar com amor e sorrisos
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13-01-2016 - 11:10
A primeira pergunta que nos surge é: “será possível o amor e o sorriso assumirem um papel fundamental na educação das crianças?
 
Para a equipa de psicólogos do site “A mente é maravilhosa”, o amor, a atenção, a compreensão e a brincadeira são a base para uma educação equilibrada e saudável.
 
“As nossas sociedades enfrentam actualmente um conjunto de problemas que se reflectem nas crianças. O primeiro ponto negativo é a falta de tempo, a ausência de espaço para conversar, para brincar, para debater assuntos, para esclarecer dúvidas e daí por diante.”
 
Os pais têm vidas muito preenchidas e acabam por não se conseguir organizar em função das necessidades dos filhos, mas é urgente que o façam! É tudo uma questão de prioridades. É possível ter tudo na medida certa, alertam os especialistas.
 
Na realidade, nas últimas décadas temos assistido a um profundo processo de mudança de mentalidades. “Todos os pais já perceberam que, não se educa na base do autoritarismo, que a imposição só por si também não faz sentido e que as regras continuam a ser uma ferramenta essencial para o desenvolvimento humano. O problema é articular todos estes requisitos de uma forma interessante e produtiva.”
 
São muitos os estudos publicados que dão conta não só dessas mudanças, como de alternativas para que as mesmas se consolidem da melhor forma e, “no fundo a tarefa não é complexa. É tudo uma questão de se compreender a educação como um todo. Os pais são a principal referência das crianças desde o seu primeiro contacto com o mundo. Neste sentido, os seus exemplos, exigências, incentivos, afectos, diálogos e brincadeiras assumem os alicerces fundamentais para uma educação eficiente.”
 
Para estes psicólogos é importante ter em conta que, “não podemos ter medo de ser afetuosos, mesmo que não tenhamos recebido essa energia dos nossos pais. Não devemos temer a diferença quando participamos numa sociedade em transformação constante e, devemos ser honestos e verdadeiros com os nossos filhos, já que dessa relação depende o sucesso de tudo na vida.”
 
A mesma equipa de especialistas em comportamento humano sublinha que, “a educação emocional das nossas crianças altera a química dos seus cérebros e naturalmente controla a sua biologia, o que traduz melhor comportamento e mais sucesso nas diversas actividades em que participam.”
 
O mesmo se reflecte na escola. “Uma criança educada em casa sob uma base emocional, naturalmente terá muito mais facilidade em se relacionar com os outros, sejam os adultos ou colegas da mesma idade e compreender a importância de assumir um determinado comportamento.”
 
Pelo contrário, “uma criança educada num ambiente violento, sem espaço para conversar com os pais, para estar em família, para contactar com a realidade de outros humanos, terá muito mais problemas de socialização e adaptação.”
 
Nunca se pode perder de vista que “os pais são a referência para o bem e para o mal; ‘o passaporte’ que projecta os filhos para a sociedade. Quanto melhor decorrer essa relação, mais fácil será o seu percurso com os demais.”
 
É inegável que as crianças recebem estímulos negativos de muitos lados, muitas vezes até na escola, no entanto, a sua base de formação saída de casa, vai facilitar o processo e proteger os mais novos de muitas dessas influências. No fundo, “é preciso que os pais se suportem de um conjunto de requisitos que lhes facilitam a vida e a tarefa de educadores.”
 
Para os investigadores, o primeiro requisito é aprender a valorizar o mais simples e mais eficaz, já que é das emoções que se retira a felicidade. Nesse sentido, “um sorriso constitui um verdadeiro guarda-chuva quando de proteção se fala.”
 
Os pais que habituam os filhos a sorrir, “percebem que a vida se torna muito mais facilitada. Um sorriso gera energia positiva para tudo. Pais sorridentes, promovem filhos alegres, confiantes e capazes de resistir aos mais variados problemas que enfrentam no seu quotidiano.
 
“A serotonina é o principal agente que interfere na regulação do humor, pelo que, podemos ajudar o nosso cérebro a produzi-la de uma maneira natural. Para regular esses níveis no nosso organismo, basta manter uma dieta saudável, dormir uma quantidade adequada de horas todas as noites, fazer exercícios regularmente e sorrir! Expressar sentimentos e movimentar um conjunto de músculos faciais que emitem informações preciosas para todo o corpo.”
 
Quer isto dizer que, ter saúde emocional depende de hábitos tão elementares como cuidar diariamente do nosso corpo e da felicidade, não ter medo de expressar alegria e de sorrir livremente!
 
Sorrir protege-nos contra o stress e as cargas negativas que giram à nossa volta durante o dia-a-dia.
 
As crianças beneficiam desse ambiente enquanto que aprendem a construir também um modelo de vida mais positivo e feliz, é a mensagem dos especialistas do site “A mente é maravilhosa.”
 
Para os mesmos entendidos, “um simples sorriso faz com que as crianças ganhem mais auto-estima e auto-confiança, sem esquecer que começam a acreditar que é sempre possível dar a volta a uma situação negativa.”
 
É com um sorriso que se brinca e se estimula a aprendizagem do mundo e se desafia os imprevistos e os obstáculos, assumem os mesmos psicólogos.
 
Brincar permite desenvolver habilidades, confrontar medos e ultrapassar um conjunto de problemas, uma vez que, os pais aproveitam esses momentos para conversar, para partilhar e colocar em evidência aspectos quotidianos. 
 
Através da brincadeira é possível esclarecer, imaginar, contornar e afirmar tudo aquilo que os pais quiserem. Para ultrapassar uma situação de medo, basta criar um cenário com bonecos que a criança percebe que não há nada de assustador no momento. Este é um dos muitos exemplos que se podem adoptar nas brincadeiras e que fazem toda a diferença em termos comportamentais e de aprendizagem.
 
“Aproveitar a disponibilidade dos mais novos enquanto brincam, é um aspecto fundamental para introduzir um conjunto de conteúdos que de outra forma seria mais difícil. A criança manifesta interesse e acaba por assimilar as regras de um jogo que se podem transportar para a realidade.
 
Através da brincadeira também se podem corrigir hábitos e caraterísticas, bem como elogiar comportamentos que se vão aperfeiçoando no quotidiano. “Não se pode descurar a importância desse espaço e tempo de trocas entre pais e filhos.”
De acordo com “A mente é maravilhosa”, existem três pontos que todos os pais devem saber quando assumem essa condição:
 
1. É essencial oferecer um lar aos filhos. Com mais ou menos luxo, com mais ou menos brinquedos, as crianças precisam de um ambiente familiar para se desenvolverem de forma saudável. É essencial uma estrutura familiar, de trocas afectivas. É crucial que a criança se sinta amada, protegida e que os pais lhe exigem regras e um conjunto de valores através doe exemplo que lhes transmitem.” É igualmente essencial que esse lar disponha de higiene, hábitos diários, horários também para o descanso e que seja encarado por todos os elementos, como o lugar onde reside a família, a sua referência, o seu porto-seguro.
 
2. As crianças merecem que se explique, que se repreenda, que se ensine, exija, mas de forma carinhosa.
 
Existe uma enorme diferença entre reprimir e ensinar. O erro deve ser explicado de forma a que a criança perceba que está a ser corrigida pelo que fez e não pelo que é. “A asneira não pode ser mais importante que o afecto dos pais, por isso, a criança tem de compreender que errou, que vai corrigir e que os pais continuam a gostar dela na mesma.” Há formas de se demonstrar essa diferença: “Não gostei disto que fizeste. 
 
Vais ter de arrumar tudo.” “Para a próxima tem mais cuidado a fazer isso. Se precisares de ajuda, pede, mas não faças isso assim!” Com um tom afirmativo, corrige-se sem ofender ou humilhar a criança tal como acontece nestes casos: “És mesmo malvado! Só fazes asneiras, pá!” “fazes sempre a mesma coisa, és mesmo parvo!” 
 
Desta forma, não há criança que compreenda o erro, mas sim que desiludiu os pais, pelo que é preciso ter algum cuidado na qualidade da mensagem que se transmite.
 
Ao mesmo tempo, não corrigir também é uma prática ofensiva de quem não atribui importância à própria criança que vai passar a fazer de tudo para chamar a atenção dos pais e, mais tarde de todos.
 
3. Os pais são o grande exemplo para os filhos, as pessoas com quem eles gostam de aprender, de brincar e de conversar. A qualidade dessa relação familiar vai determinar o sucesso das relações que vai desenvolver com os outros.
 
A criança gosta de agradar os pais, de se sentir acarinhada, protegida, incentivada e de sentir que os pais lhe desejam o melhor. Esse é o ponto de partida para um desenvolvimento sadio, para a manutenção de uma relação que se quer para a vida e que começa desde o primeiro contacto entre pais e filhos.
 
As crianças precisam de tempo, de presença e interesse genuíno pelas suas conquistas e desafios. Essa necessidade de tempo vai conhecendo novos contornos ao longo das diversas etapas de desenvolvimento, por isso, vale a pena marcar a posição de pais em cada uma delas. Os filhos devem ser ajudados naquilo em que precisam, e independentes em tudo o que são capazes de realizar. A orientação dos pais é fundamental para aperfeiçoar.
 
 
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