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Em tempo de Verão, saiba mais sobre a Depressão

Em tempo de Verão, saiba mais sobre a Depressão
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27-07-2015 - 10:15
Saiba que a depressão pode afectar pessoas de todas as idades; desde a infância até à terceira idade e, se não for tratada, poderá conduzir ao suicídio.
 
Muitas vezes quase esquecida nas nossas sociedades e ainda por muitos, interpretada como problemas nervosos, com instabilidades cujas causas não se conhecem, a depressão é real e constitui a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as principais doenças e problemas de saúde conhecidos.
 
Muito se pode dizer aos amigos, familiares e cuidadores, já que nem sem sempre se sabe qual a melhor atitude a tomar e é penoso observar o sofrimento daquela pessoa que se ama, no entanto, segundo os especialistas, é preciso ter em conta que, há frases que nunca se deveriam proferir a uma pessoa que sofre de Depressão.
 
Tendo em conta que a pessoa deprimida se sente, por norma, desesperada por não conseguir ultrapassar o seu estado depressivo, esta é uma pergunta que não cai bem. 
 
Pior do que isso é perguntar porque é que, simplesmente, o paciente não consegue ser feliz. Lembre-se: a própria pessoa também não tem resposta para esta questão. E uma mudança do seu estado de saúde não é algo repentino, mas um processo moroso.
 
Mantém-te longe dos medicamentos e terapias é um conselho que muitos julgam ser o mais indicado, mas a verdade é que o acompanhamento médico, quer por um psicólogo quer por um psiquiatra é importante para lutar contra a doença, evitando que se agrave. É certo que os remédios podem assustar alguns pacientes, mas está provado que 80% regista melhorias depois da terapia.
 
Não estás assim tão mal é outro comentário que não pode, de modo algum, fazer na presença de alguém que sofre de depressão. Viver numa zona de conflito poderia ser pior, é certo, mas os problemas da pessoa são suficientemente aflitivos. Não piore a situação.
 
Por fim, Jean Kim aconselha a que não se peça ao amigo ou familiar para parar de ser negativista. As pessoas com depressão já se sentem sós e tristes o suficiente. Criticar o seu estado depressão só aumenta o isolamento.
 
Só para se perceber a dimensão da depressão, saiba que, uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre de depressão, já sofreu ou poderá vir a sofrer desta patologia. E que, um em cada cinco pacientes que se deslocaram a uma consulta médica se sentiram deprimidos. 
 
Para finalizar, a depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço injustificado. 
 
O facto de ter sentimentos depressivos é comum, pelo que não se deverá sentir diminuído ou a perder algumas das suas resistências, contudo necessita de uma intervenção caso verifique que esses sintomas estão a tornar-se recorrentes, sobretudo após situações que o afectaram negativamente e que perduram duas semanas consecutivas. 
 
Saiba que a depressão pode afectar pessoas de todas as idades; desde a infância até à terceira idade e, se não for tratada, poderá conduzir ao suicídio que é a consequência muito frequente das depressões graves. 
 
A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado. 
 
A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres. 
 
Principais factores de risco: 
 
-Pessoas com episódios de depressão no passado; 
-Pessoas com história familiar de depressão; 
-Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa; 
-Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo; 
-Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças; 
-Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer); 
-Pessoas com tendência para ansiedade e pânico; 
-Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress; 
-Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool; 
-Pessoas idosas. 
 
Prevenir a depressão: 
 
Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas. 
 
Se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico, não hesite em procurar ajuda médica especializada, pois muitas vezes são os primeiros sintomas de uma depressão. 
 
Se apresenta queixas físicas sem que os exames de diagnóstico encontrem uma explicação então aborde o assunto com o seu médico assistente. 
Sintomas da depressão: 
 
-A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico. 
 
-Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite); 
-Perturbações do sono (sonolência ou insónia); 
-Fadiga, cansaço e perda de energia; 
-Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade; 
-Falta ou alterações da concentração; 
-Preocupação com o sentido da vida e com a morte; 
-Desinteresse, apatia e tristeza; 
-Alterações do desejo sexual; 
Irritabilidade; 
-Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo. 
 
 
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