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Iridologia

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17-08-2013 - 16:22
Uma técnica de diagnóstico ligada à medicina natural que, de forma alguma tem como pretexto substituir a medicina convencional, mas que pode constituir uma alternativa para se compreender alguns problemas corporais e, eventualmente prevenir algumas doenças ou tratá-las atempadamente. Este é um dos pressupostos da iridologia.
 
No enquadramento da medicina natural e alternativa, a iridologia é uma forma de diagnóstico realizada através da observação da íris, uma das estruturas mais complexas do corpo humano. 
 
Descrição: 
 
Segundo os especialistas, há relatos da existência desta prática já na antiga China e Grécia, tendo sido divulgada e aperfeiçoada com mais afinco desde o século XVII. Esta técnica assenta na teoria de que os olhos são a janela do corpo e que através deles se podem detectar alguns problemas de saúde, sejam eles físicos ou emocionais que igualmente constituem alvo de interesse para a iridologia. 
 
Fundamentos: 
 
Esta teoria baseia-se no princípio de que através da análise da íris, é possível fazer um check-up do estado de saúde, descobrindo eventuais desequilíbrios. 
 
A base de fundamento baseia-se mo pressuposto de que, o corpo transmite à íris, através de sinais, marcas, alterações de cor e de padrões, um quadro clínico físico e/ou emocional da pessoa em questão. 
 
No fundo a iridologia reflecte uma técnica holística que permite “olhar para dentro do corpo” e verificar o funcionamento do organismo, descobrir quais as zonas mais fortes e quais aquelas que estão sobrecarregadas com toxinas. 
 
No entanto, nunca é demais recordar que, a análise iridológica não determina se uma pessoa sofre de determinada doença intestinal, por exemplo, mas alerta para a existência de alguma instabilidade ou inflação nesse órgão. 
 
Este método é entendido como um meio de diagnóstico precoce, prevenção ou de despiste de alguns problemas, revelando a origem do mal-estar físico, psíquico ou emocional. 
 
O diagnóstico: 
 
Para que se perceba mais detalhadamente esta técnica, importa referir que, na consulta de iridologia, e para além das habituais perguntas relativamente ao actual estado de saúde e queixas relevantes, também aspectos como a profissão, o ritmo de trabalho, a dieta, o funcionamento intestinal, a qualidade do sono, a rotina de exercício físico, ou a ocupação de tempos livres, relacionamentos, o iridologista utiliza equipamentos tão diversos como lanternas, lentes de aumento, câmaras ou lâmpadas de fenda para efectuar um exame detalhado da íris. 
 
É através da observação de desenhos, raios, buracos, pontos ou mudanças de cores, que o iridologista compara essas zonas da íris com gráficos-padrão, que mostram a sua zona correspondente no corpo humano. É a partir desta observação que são fornecidas pistas relativamente a zonas do corpo mais vulneráveis e que possam acarretar problemas no futuro ou já estar a desenvolver-se silenciosamente e que possam ser tratadas antecipadamente. 
 
De um geral, as “tabelas ou mapas da íris” dividem-na em cerca de 90 zonas distintas. 
 
Porque já é célebre a ideia de que os “olhos são o espelho da alma” e, no caso da iridologia, não só se aplica (nomeadamente no diagnóstico de perturbações emocionais), como vai mais além, uma vez que as alterações reflectidas na íris são ainda um espelho das perturbações físicas de determinado órgão ou sistema, vale a pena fazer um exame e saber mais acerca desta técnica que pode fornecer orientações importantes, mas sempre complementares à medicina convencional, afinal os fundamentos da medicina assentam mesmo no máximo de conhecimento disponível para melhorar a qualidade de vida do paciente e não na concorrência ou na escolha da melhor técnica, já que todas são importantes à sua maneira. 
 
Uma visita ao iridologista não invalida de forma alguma a consulta ao médico e a continuidade de um tratamento em curso, mas sim o fornecimento de dados que podem ajudar o clínico a fazer um trabalho mais direccionado e acertado para cada paciente. 
 
Neste contexto, defende-se que as medicinas devem trabalhar em colaboração de forma a que se possa tirar partido do conhecimento humano e das técnicas conhecidas. 
 
Etapas do diagnóstico a partir da íris: 
 
1ª parte: 
 
O diagnóstico começa pela observação da iria e para comparação com a tabela-padrão que fornece as necessárias interpretações. 
 
Essa análise visual pode dar lugar a informações como: uma “inflamação aguda” ou “inflamação crónica”, o que significa que o órgão correspondente necessita de ser vigiado ou mesmo tratado. 
 
Outros diagnósticos incluem os "anéis de contracção", "klumpenzellen", a identificação de deficiências nutricionais e/ou minerais, se o sangue está limpo ou intoxicado, se existe algum tipo de contaminação, qual a emoção ligada a esse mal-estar e o que necessita para ser eliminado… são, no fundo, um conjunto de sinais que, se não forem tratados atempadamente, podem desencadear vários tipos de doenças. 
 
2ª parte: 
 
Para além de uma detecção precoce de eventuais aspectos físicos, a iridologia vai mais longe: os especialistas desta terapia alternativa afirmam que a observação da íris permite ainda determinar os processos de aprendizagem de cada pessoa, a forma como se expressa, como se relaciona com aqueles que a rodeiam, os seus pontos de stress, se é introvertida ou extrovertida, que tipo de profissional é, se sofreu algum trauma e em que idade, o que no seu todo, permite um tratamento eficaz de distúrbios emocionais e psicológicos. 
 
Resultados: 
 
A título de curiosidade, o valor de um exame iridológico ronda os €50 e, nunca é demais reforçar que, enquanto técnica não-invasiva e indolor (o paciente apenas terá de suportar a intensidade da luz dos diferentes equipamentos), é muitas vezes recomendado em conjunto com outros exames ou terapêuticas, sendo uma “segunda opinião” plausível, para acrescentar a consultas médicas e métodos diagnósticos convencionais. 
Neste contexto, uma consulta de iridologia é, o primeiro passo para a prescrição de hábitos de vida saudáveis e tratamentos adequados, como a homeopatia, a acupunctura, a aromaterapia ou o aconselhamento psicológico, entre outros que vão ser equacionados mediante as necessidades do paciente. 
 
O reconhecimento desta técnica: 
 
Nunca é demais reforçar que se trata de uma técnica conhecida e reconhecida em vários países, tendo sempre de ser aplicada por especialistas na matéria, pois é essa a base de qualquer trabalho. 
 
Ao mesmo tempo, é fundamental que nunca se descure a medicina convencional, uma vez que é na soma de várias explicações e terapias que, muitas vezes se resolvem problemas de saúde aparentemente sem solução. Contudo, não se pode descurar as várias opiniões e a adequação de cada terapia ao caso específico do paciente. 
 
Claro que, muitos especialistas não aprovam a medicina natural, enquanto que há muitos outros que consideram um complemento importante, o que deve ser respeitado e catada a opinião do médico. 
 
Perante esta realidade, e de acordo com os registos escritos, acredita-se que esta técnica possui milhares de anos, uma vez que, antes de Cristo, já os chineses e os tibetanos relacionavam as alterações e as marcas dos olhos com as perturbações ou anomalias dos órgãos internos. 
 
Os filósofos da antiga Grécia, incluindo o pai da medicina moderna Hipócrates, atestaram esta sabedoria milenar em vários trabalhos escritos que foram encontrados, juntamente com outros, no famoso centro de estudos de medicina do século IX, a Escola de Salerno. 
 
No mesmo enquadramento, sabe-se que a primeira obra publicada com informação sobre a iridologia e os seus princípios surgiu em 1665, pela mão de Phillipus Meyeus que lhe atribuiu o título “Chiromatica Medica”. 
 
Em 1695, a iridologia teve direito a um livro inteiro, com a publicação de “Os olhos e os seus sinais”, de Cristian Haertls. 
 
Ainda assim, a palavra “Augendiagnostik”, que significa precisamente "diagnóstico do olho", surgiu somente no século XIX, pelas mãos do médico húngaro Ignatz von Péczely, que em criança, tratou de uma coruja com uma pata partida. 
 
A partir dessa experiência descobriu um sinal ou uma espécie de linha na íris da coruja, que foi desaparecendo à medida em que a sua pata se curava. Uma “coincidência” que o médico húngaro aplicou no seu quotidiano profissional e que o levou a elaborar o primeiro mapa iridológico. 
 
Foi a partir deste marco muito contestado por alguns investigadores que esta técnica ganhou expressão em praticamente todo o globo tendo vindo a desenvolver-se e a ganhar cada vez mais adeptos dos seus fundamentos. 
 
Pode-se mesmo dizer que, há um conjunto de pessoas que se baseiam em todas as técnicas disponibilizadas de forma a conseguirem reunir respostas atempadas e eficazes para os seus problemas de saúde. 
 
Assim, é através desta conjugação de conhecimentos que se deve processar a conquista de um diagnóstico e encontrar a melhor forma de terapia e de tratamento a desenvolver, sem esquecer a importância de, em qualquer situação colocar em causa e procurar outro parecer clínico.
 
 
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