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Mudar de vida é…

Mudar de vida é…
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08-04-2016 - 16:03
“Se tu não vives satisfeito/estás sempre a tempo de mudar/não deves viver contrafeito/muda de vida, se há vida em ti a latejar.”
 
António Variações dá o mote numa canção que ultrapassa o tempo e cuja mensagem persiste nas nossas mentes.
 
Mudar de vida parece algo complicado e impossível quando se acredita “no destino” e “naquilo que nos foi imposto por uma qualquer entidade em que se acredita”, mas na prática, não é mais que um passo para a conquista do bem-estar e da felicidade.
 
O primeiro grande desafio para a mudança começa dentro de cada pessoa. A coragem de colocar em causa o que se é, o que se construiu a partir de determinados valores e referências, já que é isso que nos liga a uma determinada forma de estar no mundo. 
 
Seja pela educação, pelos hábitos que se vão adquirindo, seja pela influência social e por tudo o que nos constitui enquanto pessoas, a verdade é que, em poucos anos, temos “uma bagagem enorme” que nos caracteriza, mas que nem sempre nos oferece felicidade. 
 
Tal acontece porque, até aos quarenta anos de idade, sonos muito produto da influência dos outros. Aprendemos com os demais e reproduzimos quase que automaticamente o que vemos.Quando tomamos consciência desse conjunto de características, nem sempre nos identificamos ou sentimos confortáveis com elas e, sentimos necessidade de fazer as nossas próprias opções e de afirmar “a nossa condição de liberdade perante o mundo.”
 
Naturalmente que o processo não é fácil e, se não for planeado, pode não surtir os efeitos desejados. Não se pode mudar de um dia para o outro, muito menos “atirar ao alto” tudo o que se construiu, mas podemos fazer um plano alternativo de vida e segui-lo responsavelmente. Isso é mudança!
 
Sem essa tomada de consciência, não há mudança pois tudo começa “de dentro para fora”. A mudança é interior e requer compreender as motivações que nos colocam num determinado padrão de vida.
 
Feito este processo, mais facilmente se encontram alternativas; formas de conduzir o nosso percurso de acordo com os valores e orientações pessoais que resultaram dessa “limpeza” interior.
 
Mudar de vida não traduz apenas uma alteração no aspecto físico ou uma mudança de casa ou de cidade. Muito menos uma relação que se substitui por outra. Mudar implica transformar a forma de pensar; encontrar outras motivações num mesmo ou noutro contexto de vida.
 
Em termos concretos, é preciso saber aquilo que nos limita a felicidade e procurar uma alternativa. Na maioria dos casos, tem de ocorrer um corte com algo. Se estamos por exemplo habituamos a frequentar um determinado local, faz sentido compreender o que lá procuramos para que possamos abrir a nossa mente para outras aprendizagens e, a partir daí, dar lugar a novas conquistas.
 
Uma mudança de profissão pode ser um primeiro passo para nos encontramos noutra oportunidade e, a partir daí, naturalmente que o nosso cérebro vai ganhando outros despertares. Importa reter também que, muitas vezes são as nossas crenças que não nos deixam avançar na procura de algo novo e criativo que nos permita descobrir novas potencialidades.
 
Depois, é preciso ter em conta que, uma mudança exige esforço e perdas. Se “levamos connosco” tudo aquilo que defendíamos na fase anterior, dificilmente libertamos a nossa mente para a aprendizagem. Vejamos por exemplo uma mudança de país ou de cidade em que nos fazemos transportar pelos mesmos hábitos… Pouco se acrescenta ao nosso objectivo de mudança.
 
O processo é gradual, mas tem fases em que precisamos deixar de agarrar aquilo que nos acorrenta a um determinado modelo, sob pena de não conseguirmos consolidar uma mudança.
 
Claro está que só muda quem não se sente confortável com o seu “formato” de vida e quem ambiciona tentar outra forma de felicidade. Há pessoas que mudam tudo, mas que descuram a importância de alterar a forma de pensar, pelo que, em pouco tempo, permanecem com os problemas anteriores.
 
Terminada a novidade da mudança de casa, de emprego ou de localidade, encontram o mesmo padrão de origem! É quase como se entregássemos a nossa vida aos outros. Alguém faz as mudanças e “eu acompanho!” Ao não fazer parte integrante do processo, pouco se acrescenta à frustração de não conseguir afirmar a individualidade.
 
Temos forçosamente que compreender que, ninguém muda através dos outros, apenas desperta com os seus ensinamentos e propostas, adequa-os a si e segue um novo caminho de aprendizagens.
 
Um processo de mudança interior requer um movimento rápido de mudança e sucessivas apostas numa nova abordagem. Para isso, ajudam os livros, a convivência e toda a informação que vamos recolhendo e seleccionando em função do novo estilo de vida que estamos a adoptar.
 
Quer isto dizer que, a mudança requer uma aprendizagem constante para que não retroceda à forma inicial e para que não tenhamos de viver um novo estilo com “as velhas formas”!
 
Um ponto muito positivo para quem quer mudar de vida é assumir que o cérebro é elástico e flexível, pelo que, rapidamente se adapta a situações novas. Quando a mudança passa por um processo consciente e responsável, acciona-se o “factor motivação” que se alia á necessidade e à persistência e, rapidamente somos capazes de iniciar algo novo.
 
Note-se que, a maior parte das mudanças exigem talento, esforço e capacidade para “dizer não” a muitos hábitos instituídos. Não há mudança sem algum sofrimento, já que tem de ocorrer uma perda, seja de amigos, de locais, de hábitos, entre outros, mas quando temos essa força interior, rapidamente valorizaremos as compensações.
 
Mudar implica a criação de um novo projecto de vida que tem de ser atractivo e inspirador, já que sem vislumbrar benefícios, não se ganha energia para implementar o novo formato e, naturalmente que se deve contar com os imprevistos e os obstáculos, sob pena de recuarmos no primeiro impedimento.
 
Mudar não traduz deixar de sermos quem somos, mas sim acrescentarmos algo ao que somos. Darmo-nos oportunidade de libertar a mente para a aquisição de novos conhecimentos e sensações que nos seriam vedadas sem essa aposta em algo novo.
 
Para facilitar a tarefa, resumimos as conclusões de um estudo publicado no Jornal da Psicologia Social que nos dá conta de orientações essenciais para implementar uma mudança consistente. 
 
Transforme o propósito num projecto. Há várias coisas que pode querer mudar na vida, mas tem de eleger uma. É impossível dar uma reviravolta completa e de uma vez só. Por isso escolha um dos hábitos que quer mudar como primeiro passo. Quando esse estiver ultrapassado, concentre-se no seguinte.
 
Reflita sobre o que quer fazer. “O que quero?”, “porque quero?”, “para que quero mudar?” e “como penso mudar?” são algumas das perguntas que deve fazer a si próprio quando começar um processo de mudança. Assim terá melhor noção das forças, valores e comportamentos a adoptar. Quando se quer mudar, também está a sair da sua zona de conforto. E há que fazê-lo com confiança.
 
Prepare uma agenda. Uma mudança exige investir algum tempo. Verifique que tem disponibilidade temporal para embarcar numa nova aventura ou então o novo objectivo será colocado em segundo plano perante tarefas mais urgentes.
 
Nunca se esqueça do que está a fazer. Precisa de tempo, sim, mas também de colocar a mente concentrada na nova meta. É fácil esquecer aquilo que foge à norma, por isso habitue-se a recordar os seus objectivos.
 
Tenha ao seu redor tudo o que precisar. Está a fazer dieta e precisa de a levar até ao fim? Compre todos os alimentos que necessita para não fugir do caminho. Está a aprender uma nova língua? Adquira livros e dicionários e tenha-os sempre à mão. Assim não terá desculpa: está tudo à mão de semear. Afinal, o interesse é seu e deve ter esses cuidados prévios para alcançar o sucesso.
 
Não perca tempo. Não vale a pena começar a mudança na segunda-feira, no primeiro dia do ano ou no dia em que celebrar o seu aniversário: o tempo é agora. Seja qual for o seu novo objectivo, dê os primeiros passos de imediato. A procrastinação não é uma boa aliada nestes casos.
 
Não tenha medo da emoção. Pode ser útil na hora de completar uma meta. Primeiro porque aviva as memórias e provoca bem- estar, e depois porque “fideliza o hábito” em qualquer ambiente em que esteja.
 
Ignore a voz do cansaço. Há que ser persistente e recuperar energias ao pensar nos benefícios do cumprimento do seu novo objectivo. A zona de conforto vai mesmo ter de ficar para trás. O futuro é para a frente. Por isso não pare de andar.
 
Seja disciplinado. A meta não é uma brincadeira, portanto não pode ser encarada com leviandade: é uma coisa séria que pode (e vai) mudar a sua vida para sempre. Por isso é que os novos objectivos têm de estar no topo da sua lista de prioridades.
 
Não é só um hábito: é uma filosofia de vida. Os objectivos parecem mais alcançáveis se os incorporar na forma como olha para a vida. É uma questão de serenidade e tranquilidade. E pode falhar, não existe algo errado nisso. Se hoje não correu como tinha pensado fazer, faça-o de novo amanhã.
 
E não se esqueça de que, com força de vontade, com determinação e algumas lágrimas pelo caminho, o processo de mudança vai ganhando expressão e dando um novo sentido à sua vida. Quando menos se aperceber, já está num novo desafio, a colher os resultados e, a preparar um conjunto de novos objectivos! 
 
 
 
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