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“Nada acontece por acaso”

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29-10-2013 - 16:44
Num tempo de vida em tudo parece tão racional e matematicamente explicável, eis que se levanta uma questão sem resposta, mas cujas interpretações nos podem ajudar a encarar a vida de uma forma mais positiva, alegre e onde sejamos capazes de descobrir outros valores humanos.
 
Acredite-se ou não, nada acontece por acaso. Consigamos ou não justificar algumas acções pessoais ou dos outros, a realidade é que existe sempre algo importante por detrás das situações mais simples, contudo, não poderíamos dar uma interpretação a tudo, sob pena de não nos restar tempo para viver! 
 
Ainda assim, a nossa intuição que, muitas vezes é a melhor e a maior fonte de sabedoria que temos, sabe seleccionar aquilo que nos faz falta em cada momento, pelo que, é seguir o que sentimos e acreditar que, as grandes descobertas, surgem das explicações mais simples!
 
Esta visão do mundo que vale o que vale, pode ajudar-nos a lidar melhor com a frustração e com o inexplicável, sem que entremos no fundamentalismo de deixar de lutar porque o destino assim o determinou, ou à espera que alguém nos venha mudar a realidade em que entramos.
 
A questão deve ser colocada num molde bem mais simplificado a acessível a todos: uma manhã, não nos apeteceu sair sem um motivo aparente, mas “havia algo que nos empurrava” para ficar em casa. 
 
Algumas horas mais tarde, recebemos uma visita de alguém. Até aqui, não existe nada de extraordinário, a não ser uma eventual mensagem que essa pessoa nos poderia oferecer, ou um simples exemplo de vida que nos fez despertar para outra situação, ou ainda a frustração de ter ficado em casa para nada! 
 
Esta última ajuda-nos a ganhar força para lutar, pois se pensarmos na estupidez que é nada fazer, depressa tomamos um duche e procuramos ocupar o nosso dia de uma forma construtiva.
 
O mesmo exemplo aplica-se à necessidade de ver um programa de TV que normalmente não se acompanha e que, na sua mensagem ou conteúdo, estava uma indicação que nos fez mudar um pensamento ou uma forma de encarar a nossa própria realidade.
 
O mesmo se passa com um conhecido que se encontra na rua ao fim de algum tempo de afastamento, e que nos mostra algo novo, ou mesmo um estranho que “nos entrega” uma mensagem inesperada e tão importante.
 
É quase certo que, não existe uma pessoa neste mundo que não tenha vivido uma situação em que “por mero acaso” chegou a uma conclusão através de outra pessoa.
 
Quem não vivenciou uma troca de experiências com uma mãe, com um colega, com um familiar que, do vazio se tornou numa ideia-chave para um momento ou uma decisão?
 
Quer isto dizer que, para além do que aprendemos na nossa realidade, do que registamos, anotamos com uma intenção de aprender, existe um domínio importantíssimo que, embora mais descurado, é uma fonte de sabedoria e a melhor expressão de que somos nós a pensar sobre a nossa própria vida, pois este tipo de estímulo ultrapassa a opinião do outro, as convenções sociais e permite-nos encontrar o “Eu”, a pessoa que realmente somos.
 
É nestes momentos em que desistimos ou paramos uma situação, que encontramos a nossa realidade.
 
Logo ficamos mais próximos dos nossos reais sentimentos e com uma maior capacidade de decisão na primeira pessoa.
 
Vejamos que, uma boa parte das nossas decisões, acabam por ser um produto daquilo que ouvimos, que nos aconselham, os exemplos conhecidos nas publicações que lemos, etc., mas aquilo que recebemos “por acaso” é muito mais do que isso.
 
É de uma forma inesperada que despertamos para algo que, muitas vezes, corta com os tabus, as convenções e nos permite fazer uma avaliação isenta.
 
Na realidade, grande parte dos nossos problemas, está associada ao preconceito, ao medo e à incapacidade de pensar por nós mesmos e pela necessidade de”termos de seguir” o que os outros fazem, sem que nos interroguemos se é o que queremos.
 
Quantas vezes, é numa mera observação que fazemos, que estamos a receber uma solução para um problema?
 
O intuito deste texto é somente um, “alertar” para a imensidão humana que nos constitui e tentar aplicar essa realidade “camuflada” para encontrar alternativas para os problemas, pois num simples despertar, muitas vezes percebemos algo que nos angustia e que até tem uma superação fácil.
 
Os exemplos dos outros, os mais ou menos positivos, aquelas pessoas que parece que não têm nada para nos transmitir, são na maioria das vezes, a maior fonte de conhecimento; a forma mais simples de encarar e de resolver algo que nos inquieta e, quantas vezes as desvalorizamos?
 
O acaso refere-se ao tempo necessário até que recebamos a mensagem de que necessitamos, pelo que, a tendência, é ter uma duração limitada, o que distingue essa relação das outras.
 
Podemos encontrar a mesma pessoa na rua três ou quatro vezes, retirar a lição de que necessitamos e não voltar a ter esse encontro, mas o essencial da acção já aconteceu.
 
Uma amiga dizia que, entrou num projecto em África porque estava sozinha e deprimida. Integrou um grupo de várias pessoas e, quando se deu conta, conheceu o pai dos filhos, encontrou um emprego e um modelo de vida que julgava não estar “talhado” para si… 
 
O facto de ter aceite um novo desafio sem perspectivar algo, permitiu-lhe estar disponível para encontrar a sua verdadeira identidade e desejos.
 
Da sua experiência, conta que, com a vida agitada e exigente que levava, não conseguia parar para pensar nas suas carências e desejos. Ao ler aquele anúncio numa fase em que estava desempregada, aceitou o desafio simplesmente para se sentir útil a fazer algo.
 
No fundo, o que parece sabido e esclarecido, não corresponde à verdade. Há sempre alguém que nos desperta (muitas vezes sem saber) para uma nova dimensão, para outra oportunidade e uma nova forma de nos conhecermos melhor.
 
Há quem afirme que, tudo na nossa vida tem um propósito definido e que, quando encontramos essas pessoas, é porque a própria vida assim o determinou para que conseguíssemos alcançar os nossos objectivos no mundo.
 
Ninguém pode provar esta afirmação, mas todos podemos andar mais atentos ás mensagens que a vida tem para nos dar.
 
 Já agora, não foi por acaso que leu este texto; foi porque estava à procura de uma ideia nova para uma fase de saturação de algo… ou pela procura de um conforto para uma crença que guarda e não assume…
 
Ou ainda porque está com problemas e não sabe o que fazer. Não se preocupe que todos fazemos o mesmo: só paramos para analisar a nossa vida quando algo está errado e, tem lógica, se está bem, para quê mudar?!
 
 
 
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