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Remexido

Remexido
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19-08-2013 - 16:53
Este é mais um nome conhecido no Algarve que remonta ao séc. XVIII, altura em que nasceu José Joaquim de Sousa Reis, “ o Remexido”.
 
 
Natural de Estombar e nascido a 19 de Outubro de 1797, o remexido faleceu em Faro a 2 de Agosto de 1838. 
O remexido foi um guerrilheiro que ficou célebre devido ao seu casamento, momento que o fez “remexer” e dar um novo sentido à sua história. 
 
Neste sentido, José Joaquim de Sousa Reis, casou em S. Bartolomeu de Messines e teve de lutar contra o tutor que o queria impedir de contrair matrimónio. 
 
Era um homem de posses, capitão de ordenanças, além de exercer a função de recebedor do concelho. Servindo D. Miguel, e lado a lado com o brigadeiro Cabreira, derrotou o famoso Sá da Bandeira na batalha de Sant’ Ana. Refira-se que, nesta época, decorria a guerra civil, entre liberais e miguelistas. 
 
Quando o primeiro duque da Terceira invadiu o Algarve, no decurso da Guerra Civil portuguesa, o Remexido escondeu-se na serra algarvia, onde, recorrendo a uma táctica de guerrilha e apoiado por serranos, venceu sistematicamente as tropas governamentais. 
 
A partir daí, diversos crimes foram cometidos em seu nome e rapidamente se tornou uma lenda de temor que se espalhou até ao Alentejo. Contudo, estudos recentes parecem ilibá-lo de tais crimes e acções ignominiosas, isto porque, no final da guerra, em lugar de lhe concederem o perdão a que, nos termos da Convenção de Évora-Monte, tinha direito, as novas autoridades liberais queimaram-lhe a casa, açoitaram-lhe publicamente a mulher com a palmatoria (castigo comum na época atribuído às prostitutas) por não revelar onde ele se encontrava escondido. Por fim, mataram-lhe um filho de 14 anos. 
 
Revoltado contra tal crueldade, o remexido vingou-se como podia e jamais se entregou, mantendo a sua acção de guerrilha ainda durante vários anos. 
 
Procurava castigar os que os perseguiam, mas perdoava aos soldados que lhe caíam nas mãos, porque desempenhavam um serviço que eram obrigados a fazer. 
 
Foi capturado, após um longo período de fugas e crimes, levado a Conselho de Guerra e fuzilado em Faro. Foi julgado por um Conselho pouco simpatizante da "causa miguelista", e mesmo tendo-lhe a rainha D. Maria II concedido o perdão, tal ordem não foi cumprida e fuzilaram-no por interesses políticos e pessoais. 
 
(Actualização:19.04.12)
 
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