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Será que anda a dormir demais?

Será que anda a dormir demais?
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29-03-2015 - 23:54
Muito se tem falado acerca da importância de desfrutar de um sono tranquilo e reparador e, poucas vezes se tem mencionado o problema do excesso de sono e de vontade de dormir mais que a média diária recomendada.
 
Como os extremos raramente são a melhor solução, importa perceber até que ponto dormir demasiado pode ser tão ou mais prejudicial para a saúde do que dormir de menos.
 
Este foi um propósito de um novo trabalho de investigação que procurou reunir a informação já publicada e acrescentar novos fundamentos.
 
Um estudo recente afirma que, dormir demasiado se torna mais prejudicial para a saúde que o inverso, isto devido à possibilidade de se camuflarem patologias potencialmente mortais.
 
O estudo realizado por um investigador da Universidade de Warwick na Grã-Bretanha, diz que entre os grupos de risco que dormem menos de seis horas por noite, ou mais de oito horas, é a saúde dos que dormem mais que sofre.
 
Frank Cappuccio, professor de medicina cardiovascular e epidemiologia na Universidade de Warwick, afirma que, quando se fala em sono, o ideal é dormir entre seis e oito horas. 
 
Por norma, fala-se mais nos riscos associados a quem não dorme o suficiente, entre os quais se contam irritabilidade, cansaço, maior tendência para a obesidade, tensões altas e maior risco de doenças cardiovasculares.
 
Segundo as conclusões deste trabalho de investigação reveladas pela BBC, o professor responsável dividiu os participantes no estudo em três grupos. 
 
No primeiro ficaram as pessoas que disseram dormir menos de seis horas por noite. No segundo, as pessoas que estão dentro do padrão considerado normal, e que dormem entre seis e oito horas. 
 
No terceiro grupo foram colocadas as pessoas que disseram dormir mais do que oito horas por noite.
 
E, apesar de se falar mais nos riscos associados a quem dorme de menos, os estudos feitos ao longo dos últimos 10 anos mostram que a mortalidade neste grupo se situa em mais 12% do que o padrão normal. Por oposição, a percentagem de mortes no terceiro grupo é de mais 30%.
 
Franco Cappuccio teve em conta outros fatores, como os casos em que dormir demasiado é uma consequência de sintomas de depressão, ou de tomar comprimidos para dormir. Mesmo feita essa correção, os números de mortalidade continuam a ser superiores para quem dorme nove ou mais horas por noite do que para quem dorme cinco ou menos.
 
De acordo com a mesma fonte que divulga o estudo, as pessoas inseridas no terceiro grupo podem padecer de um problema de saúde subjacente que ainda não se manifestou através de outros sintomas que não o dormir demasiado.
 
Ou seja, não é o excesso de horas de sono que está a causar o risco de mortalidade, mas esse fato pode estar a ocultar uma doença.
 
Como em ciência todas as teorias são contestadas, há estudos que demonstram que passar demasiadas horas a dormir aumenta a sensação de depressão, maior inflamação e dores nas costas, problemas associados com a inatividade. 
 
Este estudo acredita que os sintomas podem ir mais longe e que podem dar pistas de doenças desconhecidas.
 
A partir desta teoria, acredita-se que se pode aproximar o conhecimento da importância de dormir as horas necessárias para o equilíbrio humano, sendo que, “os desvios” dessa norma “padrão”, podem dar sinais importantes para tratar ou prevenir doenças.
 
 
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