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Sílvia Silva

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05-08-2015 - 12:02
Seria possível definir Sílvia Silva numa só palavra? –Claro que sim: talento! Mas seria pouco para ilustrar uma criatividade infinita, um empenho incansável e ainda mais para classificar a sua arte…
 
Desta vez, apresentamos uma jovem que, não sendo natural de Olhão, já faz parte da cidade há mais de três décadas e tem pautado o seu percurso com a música.
 
Se muitos a conhecem dos seus tempos de professora de acordeão, muitos mais a identificam claramente como um membro notável do Rancho Folclórico, agora certamente  o que a maioria não sabe é do que se esconde por detrás de uma criatividade fabulosa que “dá doces formas à sua vida” e à de alguns amigos mais próximos.
 
Comecemos por conhecer um pouco mais acerca de uma mulher que, não esconde o seu empenho e entusiasmo em tudo aquilo que faz.
 
“Comecei a tocar acordeão incentivada pelos meus pais e acabei por gostar dos sons que era capaz de produzir com aquele instrumento musical". 
 
Os resultados eram muito positivos e progressivos e, “recebi o incentivo de um professor que me apoiou nessa escolha.”
 
A prova de que Sílvia tinha vocação para a música surgiu com os convites para atuações, “comecei a tocar nas danças tradicionais de Pechão, passando por Quelfes e só depois enveredei para o folclore. Nessa área passei pelos grupos da Conceição de Faro e Montenegro, incluindo participações noutros grupos amigos, quando era necessário e me fosse possível.”
 
Sempre com a música no centro dos tempos livres, Sílvia também passou pela tradição das Charolas na Conceição de Faro “ainda participo como elemento do grupo União Bordeirense.”
 
Ao mesmo tempo, recorda “a passagem pelas marchas populares, animação em hotéis, jantares, excursões, entre outros.”
 
Em termos pessoais, nasceu em França, veio para Portugal com nove anos e rapidamente se adaptou à cultura que já era a dos seus pais e restante família. 
 
Era boa aluna e o empenho e criatividade já eram sublinhados por muitos professores. Casou com 28 anos, foi mãe pela primeira vez aos 30 e foi quando deu à luz o segundo filho que a sua vida se preparava para lhe abrir as portas a um novo desafio.
 
Sílvia Silva já sabia que era capaz de agarrar em material de desenho e explorar a criatividade, de dar forma aos materiais e daí por diante, mas talvez não soubesse o quanto era dotada de uma arte singular para a pastelaria, "a arte de fazer estes bolos não surgiu propriamente após saber da alergia do meu filho mais novo à proteina do leite de vaca, pois foi-lhe diagnosticada no 1º mês de idade, mas sim após os primeiros aniversários, (sendo talvez pelo seu 3º anito) que parei para pensar o quanto era injusto ele ser o rei da festa e nem sequer poder comer o próprio bolo de aniversário.”
 
Com a energia de quem é capaz de colocar “mãos à obra” quando é necessário e dar de si pelo produto final, Sílvia Silva confessou ao nosso jornal: “aventurei-me e pus as mãos na pasta de açúcar. Para minha surpresa não é que o trabalho correu bem?”
 
"Com o incentivo de todos quantos experimentaram essa minha primeira experiência de autodidata, (pois não tenho formação alguma nem a frequência de um workshop) a partir desse momento, comecei a ser a ‘responsável’ pela confeção dos bolos do meu filho e aos poucos, da família!”
 
Com os problemas inerentes a qualquer arte e com a motivação que lhe é natural, Silvia começou a trocar experiências com amigas que partilham do mesmo gosto e, rapidamente tem conseguido acrescentar a qualidade do produto que oferece aos seus familiares.
 
“Partilho este hobby com amigos que me apoiam e mimam com elogios, o que me enche o coração pois após horas de trabalho, carinho e dedicação saber que o nosso trabalho é reconhecido e amado é muito bom e…quando se fala dos pequeninos então, a emoção ganha outra dimensão".
 
Longe de pensar em aproveitar esta arte como forma de vida, Sílvia Silva revelou ao Algarve Primeiro que, “o tempo que se dedica a confecionar um bolo destes, o empenho e o envolvimento que me exige, não seria de forma alguma uma fonte de receita, no entanto, nunca se sabe o futuro.”
 
Para já, “sinto um prazer enorme em fazer os bolos da família, uma alegria inexplicável por conseguir que o meu filho desfrute dos doces no seu aniversário, uma vez que os ingredientes são minuciosamente selecionados para ele e claro, um orgulho muito grande quando publico as minhas fotos nas redes sociais!”
 
Para finalizar, pedimos que nos explicasse onde vai buscar tanta originalidade e…“a criatividade vai fluindo, pois quando um familiar me pede para fazer um bolo, tento saber qual o tema e a idade, para adequar o trabalho ao aniversariante, e consoante esse mesmo tema, tento saber um pouco do gosto da pessoa para a conhecer melhor e para enquadrar o meu trabalho. Aos poucos começo a idealizar o produto final. Faço umas pesquisas na Internet para me ajudar em termos técnicos e alguns truques importantes e…a obra nasce!”
 
"Posso ainda acrescentar que em qualquer trabalho efetuado, seja ele mais ou menos elaborado, eu ponho muito de mim, como qualquer outra pessoa que faz algo de que gosta e lhe dá muito prazer", confessou a nossa entrevistada claramente orgulhosa com as fotos que ilustram esse seu hobby, essa sua paixão (que deixa agora de ser) secreta!
 
 
 
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