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Tomás Cabreira

Tomás Cabreira
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21-08-2013 - 16:46
Chegou a altura de prestar uma homenagem a Tomás Cabreira, um ilustre algarvio, cujo nome se vê em locais de destaque na região como sendo por exemplo uma escola secundária em Faro, o que não é de admirar, pois para além de militar, Tomás Cabreira também marcou a sua presença como escritor e docente.
 
 
Natural de Tavira, nasceu em 1865, sendo filho do General Tomás António da Guarda Cabreira e de Francisca Emília Pereira da Silva Cabreira. 
 
A título de curiosidade, o seu avô, o Marechal-de-Campo Tomás António da Guarda Cabreira era o 1.º Conde de Lagos e 1.º Visconde do Vale da Mata. 
 
Tomás Cabreira estudou na Escola do Exército, onde se licenciou em Engenharia Civil no ano de 1893. 
 
Ao mesmo tempo, frequentou a Universidade de Coimbra, onde estudou Ciências Matemáticas. Leccionou na Escola Politécnica as disciplinas de Química Mineral e Orgânica, sendo depois nomeado lente definitivo do mesmo estabelecimento de ensino. 
 
Da sua carreira académica, saliente-se, ainda, o Doutoramento, em 1916, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e o facto de ter sido um dos fundadores da Academia das Ciências de Portugal e da Universidade Popular de Lisboa. 
 
Na dimensão militar, Tomás Cabreira atingiu o posto de Coronel do Exército, em 1918, ano da sua morte. 
 
Relativamente à carreira política, Tomás Cabreira foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa, em 1908, e deputado republicano pelo Algarve às Constituintes, em 1911. 
 
No ano seguinte foi senador e, em 1914, foi nomeado para Ministro das Finanças. Por razões internas do Partido Democrático, de que era membro e dirigente demitiu-se da pasta de que era responsável. Após a demissão, fundou a União da Agricultura Comércio e Indústria. 
 
Tomás Cabreira integrou a Maçonaria, da qual foi 9.º e 13.º Presidente do Conselho da Ordem do Grande Oriente Lusitano. 
 
Esteve ligado ao jornalismo ocupando diversos cargos na Associação dos Jornalistas de Lisboa e na Associação da Imprensa Portuguesa. 
 
O facto de existir uma escola com o seu nome deve-se ao pedido do Conselho Escolar da Escola Comercial de Faro, que sugeriu que este ilustre nome ligado ao ensino fosse homenageado, dando o seu nome a esta escola, pela portaria nº 2.576 de 17 de janeiro de 1921 do Governo da República, passando aquela a designar-se por Escola Secundária de Tomás Cabreira. 
 
Quanto a obras publicadas, Tomás Cabreira deixou-nos um espólio notável: 
 
Princípios de Estereoquímica (1896) 
Velasquez é um Pintor Português (1908) 
O Problema Financeiro e a sua Solução (1912) 
A Contribuição Predial (1912) 
O Problema Bancário Português (1915) 
Crédito Comercial e Industrial (1915) 
Posto Agrário e Ensino Móvel 
A Escola Primária Agrícola 
A Questão Corticeira, 1915 
Tarifas Ferroviárias, 1915 
Zonas Turísticas", 1915 
A Defesa Económica de Portugal (1917). 
O Algarve Económico (1918) 
A Política Agrícola Nacional (1920) 
A Composição da Linguagem de alguns Povos Pré- Históricos (1923) 
 
Tomás Cabreira certamente que será sempre um exemplo a seguir enquanto Homem, profissional e dedicação á causa pública. 
 
(Actualização:23.02.12)
 
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