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O Natal “deixa” as pessoas em stress!

O Natal “deixa” as pessoas em stress!
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14-12-2016 - 21:53
O Natal está a chegar e já se sentem as movimentações nas ruas, nos espaços comerciais e, sobretudo, no coração das pessoas que se agitam de um lado para o outro à procura do melhor presente.
 
 
Deveria ser a quadra mais feliz do ano, mas acaba por se transformar num misto de emoções. Entre o stress das compras, “o estar” com pessoas de que se gosta muito e outras que menos, o Natal também faz recordar os que já partiram e, por ser uma paragem obrigatória no ritmo devido ao feriado, também assume maiores tensões e ansiedade. 
 
As pessoas estão mais ou menos fechadas num só espaço, sem que muitas vezes, tenham muito em comum…
 
Por muito que se tente inverter as coisas, o Natal já se tornou numa quadra de emoções positivas e negativas que se fundem numa mesma altura. 
 
Os filhos de pais separados são um reflexo de como a festa da família se pode tornar em algo conflituoso e embaraçoso, tal como os familiares que não se juntam ou sentem qualquer tipo de ligação. 
 
Mas o Natal é também a quadra do consumo e de “ter de dar” qualquer coisa a um conjunto de pessoas. É ainda o momento das frustrações, já que é quando melhor se percebe que “o dinheiro não chega para tudo” e há sempre quem “fique chateado por não ser contemplado, ou pelo menos da forma que gostaria.”
 
O Natal é o momento em que se constata que, nem todas as amizades são isentas e que, “deveriamos só oferecer presentes a crianças”, mas na prática, “há muitos adultos que ficam melindrados”. E como as emoções vão ganhando expressão de ano para ano, “há um dia em que o Natal tem de conhecer novos contornos, sob pena de se tornar mesmo num “palco de emoções destrutivas” e onde o ambiente se torna assustador e, ainda mais gerador de stress.
 
Percebe-se que, muito mais que celebrar o Natal, a quadra enaltece a expetativa, a imagem que os outros têm de nós e a necessidade de corresponder, sem saber muito bem como e com que recursos, a essa imagem criada pela sociedade, mas que rapidamente se instalou nas famílias e amigos.
 
“Todos combinam que só vão dar presentes a crianças, mas à hora, esquecem-se da promessa e deixam-nos sem palavras!”
 
Depois, comenta-se o que se recebeu e o que se queria receber… Mais um momento de tensão a que se seguem discussões, palavras cruzadas e daí por diante!
 
Dizem os médicos que, entre a véspera de Natal e o primeiro dia do ano seguinte, o coração e todo o organismo sofre uma pressão tão grande que vai demorar uns bons meses a normalizar e, em muitos casos, pode mesmo ser irreversível.
 
É caso para perguntar se vale a pena arrastar este modelo… mas a pergunta pode estender-se a muitos outros temas…
 
É a altura do ano em que se recorda quem pouco tem e, por oposição, se desvaloriza os excessos que arruínam a saúde!
 
Entre os enfeites e a magia das melodias natalícias, paira um misto de sentimentos cujas consequências se agravam em Janeiro!
 
Para os médicos, a quadra natalícia é sempre uma fonte de preocupação devido aos excessos, seja de gorduras, de álcool e de doces. O “estar sem fazer nada” dá lugar à comida e à bebida. Mesmo sendo tradição, os especialistas alertam para a necessidade de moderação e, claro está, evitar o stress que vai aumentar o desejo de “devorar” tudo para compensar esse mau-estar emocional.
 
Também a bebida é um cartão de visita para “suportar” os momentos em família, o que naturalmente também deve ser tido em conta.
 
Com mais ou menos stress, o Natal tem-se transformado na época das doenças e não da felicidade e, cabe a cada um inverter a situação.
 
Os especialistas assumem que, a quadra festiva é uma fonte de stress essencialmente porque “se deixa tudo para a mesma altura”.
 
Os médicos alertam para o conjunto de aspetos que fazem desencadear altos níveis de stress: a compra de presentes, a decoração da mesa e os preparativos para a refeição e, a ganhar forte expressão, a necessidade de enviar mensagens a um vasto conjunto de pessoas e, a consequente necessidade de agradecer e responder a toda a gente.
 
Numa altura em que há tanto por fazer, ninguém quer deixar para trás todos os “pontos obrigatórios” e acaba por se ver num estado de ansiedade e angústia terrível.
 
Começar a preparar o Natal mais cedo é um ponto a favor da saúde a todos os níveis.
 
Fazer as compras com tempo, ajuda e muito a minimizar a pressão. Evitar as concentrações de pessoas num mesmo espaço comercial, também ajuda a reduzir o stress.
 
Não contrair créditos para a quadra festiva ajuda a minimizar o sofrimento dos dias seguintes. Tentar gastar de forma responsável, assegura que os tempos seguintes vão ser mais tranquilos e com maior disponibilidade para desfrutar as festas.
 
Não preencher demasiado a mesa de iguarias que vão forçosamente “ser uma tentação” para os excessos e danos para a saúde. Os médicos alertam para a importância de fazer escolhas inteligentes para evitar exageros durante as refeições.
 
O tradicional bacalhau cozido é altamente saudável e um cartão de visita para a consoada de muitas famílias portuguesas.
 
Os doces são um convite para a quadra festiva, mas devem ser consumidos com moderação, pois todos esses erros vão produzir mau-estar e stress. 
 
Acaba-se de comer exageradamente e sofre-se com a pressão de um organismo que parece “rebentar” e ter dificuldade em digerir tudo o que se acumula num só momento. É importante dosear as refeições e decidir aquilo que se vai provar num determinado momento. São vários dias de festa, não é preciso experimentar tudo numa só refeição! Depois, usar uma colher de chá ajuda bastante nas festas. Prova-se uma colher de doce ou de dois ou três doces; não uma taça!
 
As bebidas também têm de ser escolhidas e ponderadas. Misturar cerveja, vinho, whisky, Brandy e espumante é um verdadeiro “atentado” à saúde. Optar por intercalar água é uma excelente opção que vai reduzir o desejo de ingerir mais álcool.
 
Estamos a poucos dias do Natal, pelo que se deve organizar de forma a cumprir tudo o que deseja com tempo, satisfação e saúde!
Lembre-se de que, o que não conseguir cumprir este ano, não será certamente “o fim do mundo”, muito menos um pretexto para terminar uma amizade e, ainda menos, um motivo de sofrimento que se quer combater na quadra natalícia.
 
“Não tem de fazer, mas sim ter prazer no que faz!” Se não consegue agradar a toda a gente, paciência! Tente ser feliz por si e por aqueles que ama!
 
Boas Festas! 
 
Algarve Primeiro

 

 
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