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VRSA:Novo trabalho de Fernando Pessanha apresentado no Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes

VRSA:Novo trabalho de Fernando Pessanha apresentado no Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes
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26-05-2019 - 16:13
Dia 31 de Maio (sexta-feira), será lançado pelas 18h00, no Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes, em Vila Real de Santo António, o novo trabalho "As baterias costeiras de Vila Real de Santo António na cartografia militar setecentista", do historiador algarvio Fernando Pessanha.
 
Segundo o autor, este novo trabalho defendido pela primeira vez no congresso internacional El arte de la representación del espácio, na Universidade de Huelva, foi depois apresentado nas XXII Jornadas de Historia de Ayamonte, em 2017, e publicado no respectivo livro de actas. 
 
Sobre este novo livro, o investigador explica que os trabalhos até agora publicados acerca da História de Vila Real de Santo António têm sido desenvolvidos a partir de linhas de investigação historiográfico-epistemológicas subordinadas à História da Arte, à História do Urbanismo e à História Económica, não considerando, porém, os respetivos objetos de estudo no domínio da geo-estratégia militar, indispensável à implementação e concretização de qualquer projeto de natureza política social e económica, como foi o caso da edificação da vila pombalina. 
 
Porém, para Fernando Pessanha a identificação de novas fontes cartográficas e manuscritas demonstram a presença de estruturas militares no termo de Santo António de Arenilha, consubstanciada através de um sistema defensivo constituído por uma rede de baterias de artilharia, antes da fundação de Vila Real de Santo António. Segundo o historiador,«a cartografia militar setecentista não deixa margem para dúvidas». 
 
A constituição das baterias costeiras compreendidas entre a fortaleza de Cacela e a foz do Guadiana remonta à designada Guerra Fantástica, entre Espanha e Portugal, em 1762, o que atesta a atenção que o Marquês de Pombal dispensava ao extremo sudeste algarvio vários anos antes de conceber o Plano de Restauração do Reino do Algarve. 
 
Deste então, estas baterias de artilharia, documentadas por engenheiros militares como José de Sande Vasconcelhos ou Baltazar de Azevedo Coutinho, foram alvo de sistemáticos restauros ao longo do séc. XVIII, nomeadamente, nos anos que antecederam a Batalha do Guadiana que teve lugar em 1801, no contexto da Guerra das Laranjas, adianta o investigador.
 
A apresentação deste novo trabalho está integrada no ciclo Arquivo entre Histórias, dinamizado pelo Arquivo Histórico municipal de VRSA. A entrada é livre.
 
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