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Diamantino Piloto

Diamantino Piloto
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10-02-2018 - 19:29
Falar de Diamantino Piloto quase duas décadas após a sua morte, é sempre recuperar um Homem que implementou algo novo na nossa região.
 
Com uma forte ligação a Olhão e ao Algarve, Diamantino Piloto é uma notável Figura da nossa Terra que merece ser recordada neste espaço de homenagens. Seja pelo exemplo, seja pelo valioso contributo que implementou na arte e na cultura, ou pelo percurso pautado pelo empenho e determinação. 
 
É natural de Tavira, mas desde os seis meses de idade que começou a desenvolver a sua forte ligação à então Vila de Olhão da Restauração, onde frequentou o ensino básico e interveio nas mais variadas áreas de forma ativa, criativa e muito reveladora de um infinito talento.
 
“Notabilizou-se pela cultura, sobretudo como escritor e músico, e um grande amor por Olhão”- lê-se na sua Biografia (http://www.olhao.web.pt/Personalidades/Diamantino_Piloto.htm).
 
De acordo com a mesma publicação, Diamantino Piloto, “nasceu apenas remediado - o pai era soldador numa fábrica de conservas e mais tarde passou a carteiro, sendo a mãe costureira -, em Tavira no dia 24 de Maio de 1922, e faleceu em Olhão a 7 de Março de 2000”.
 
Apesar de o pai ser “um homem pouco instruído”, Diamantino Piloto recebeu a influência de um progenitor esclarecido e que muito o incentivou a prosseguir os estudos.
 
Determinado por natureza, o jovem quis logo começar a trabalhar, acabando por estudar em casa com o pai, tendo-se proposto ir a exame da antiga 4ª classe.
 
Diamantino Piloto passou a dedicar-se em pleno ao estudo mas quando já estava quase no 5º Ano (atual 9º Ano) optou por  mudar para o curso industrial. Mais tarde terminou o curso de Engenheiro -Técnico Electromecânico no Instituto Industrial de Lisboa.
 
Conta a mesma publicação que, Diamantino Piloto “trabalhou como professor nas Escolas Técnicas de Faro e de Olhão, foi funcionário da Inspecção Geral dos Produtos Agrícolas e Industriais, da Federação dos Municípios do Distrito de Faro e depois na Electricidade de Portugal.”
 
A par da profissão, dedicou-se “com mestria à guitarra clássica, e foi professor deste instrumento no Conservatório Regional de Faro durante 11 anos”.
 
Em conjunto “com alguns olhanenses virtuosos na guitarra clássica (Jónatas da Silva, Adriano Baptista, João Alberto, mais conhecido pelo Pad Zé) participou em muitos concertos e guitarradas e ainda promoveu uma série de quatro concertos de guitarra clássica com o seu mestre Duarte Costa em Olhão, memorável para os melómanos olhanenses”.
 
Na década de 1950, fez parte da direção do clube desportivo "Os Olhanenses" onde criou um boletim cultural com a colaboração de Joaquim Carlos Silvestre, António Macheira, Vitoriano Rosa, Ramos Rosa, e outros.
 
“Neste boletim iniciou a publicação dos seus primeiros contos que depois terão sido reunidos em livro: O meu Olhão (crónicas) e Contos de Olhão - Algarve em Foco, Faro, 1997”.
 
Do seu percurso é ainda de salientar que Diamantino Piloto também colaborou  com a Gazeta do Sul e o Jornal do Algarve.
 
Traduziu de castelhano para português "Vieja Crónica de Olhão" o livro escrito pelo seu amigo António Simões Júnior (olhanense exilado na Argentina).
 
Em 1963 deu o mote para a criação do quinzenário Sporting Olhanense que “na época preencheu a lacuna grave de não existir na Vila qualquer periódico desde 1952, do qual foi chefe de redacção até 1967”.
 
Diamantino Piloto aproveitou esta oportunidade para publicar alguns dos seus contos, o que passou a ser mais uma referência regional e, ao mesmo tempo, lhe permitiu arrecadar vários prémios literários.
 
Segundo a mesma fonte “alguns classificam-no como escritor neo-realista por retratar nos seus contos a gente típica da sua terra, nas suas alegrias e nos seus dramas, escrevendo como se fosse um pintor a utilizar, ou cores garridas e quentes, ou de negro profundo”.
 
Diamantino Piloto escreveu diversas crónicas de Olhão, cuja leitura é essencial para quem se interessa pela cidade, e muitos pequenos contos.
 
Bibliografia:
bullet Piloto, Diamantino - O meu Olhão (crónicas) e Contos de Olhão - Algarve em Foco, Faro, 1997, pp. 83-88.
bullet Marreiros, Glória Maria - Quem foi quem?: 200 Algarvios do Sec. XX - 1ªed. Lisboa: Colibri, 2000, pp. 401-403.
bullet Villares, João - Quem é quem em Olhão? - Livraria Clinar, 1º Vol., Olhão, 2004.
 
 
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