Periodicidade: Diária | siga-nos | seja fã
PUB
 

As redes sociais e a ansiedade

As redes sociais e a ansiedade
Imprimir Partilhar por email
28-02-2018 - 16:30
Todos sabem que os amigos ajudam a combater diversos problemas de saúde, a ponto de se dizer que, os amigos ajudam a prevenir a depressão, que nos despertam para coisas novas, que a conversa ajuda a aliviar um conflito, então por que razão as redes sociais geram ansiedade?
 
Tomando por parte o que tem sido publicado acerca do assunto nos mais diversos meios de comunicação, parece unânime afirmar que, a falta de proximidade entre as pessoas, a necessidade de receber a aprovação de muita gente face às publicações efetuadas, bem como a descoberta do “outro lado” de um “amigo”, geram instabilidade e ansiedade.
 
Na prática, os utilizadores dizem que “se fartam de ver sempre as mesmas pessoas e o mesmo tipo de comentários”, pelo que “optam por procurar notícias e temas que motivem a reflexão através das redes, mas “ainda assim, em pouco tempo se esgota a novidade e, sendo as mesmas pessoas a publicar e a comentar, temos a sensação de entrarmos num círculo vicioso que nos causa ansiedade, pois queríamos uma surpresa; uma resposta diferente que nos acrescentasse e não se encontra”. Sabendo que nas relações de proximidade existe um conjunto de sensações que ajudam a manter a convivência, será isso o que falta nas redes sociais?
 
Será a forma linear com que se escreve e descrevem os acontecimentos que provocam essa ansiedade?
 
Cada um saberá a sua resposta, uma vez que este apontamento visa simplesmente refletir acerca do assunto, mas a novidade perde-se a partir do momento em que se apresentam quase que diariamente as mesmas publicações. Ou se muda a foto de perfil, ou se altera a capa, ou existe um tipo de publicação associado a uma determinada pessoa e, mal se recebe a notificação, já se sabe o que vai acontecer, são respostas dadas pelos utilizadores.
 
Os mais jovens dizem que as redes “tradicionais” só são frequentadas por “cotas” por isso refugiam-se nas alternativas para a sua idade, mas usam-nas mais para comunicarem entre si. Estabelecem uma rede de contactos e “vão falando” nos tempos livres. Os mais velhos mostram curiosidade em saber mais acerca da privacidade sem que se saiba que estão a observar outrem, mas cada vez mais as políticas de privacidade estão a comprometer esse gesto, já que, os utilizadores estão mais conscientes daquilo que devem publicar, pelo que essa reserva também diminui o interesse e a regularidade com que se visita a rede e os “amigos”.
 
Muitos estudos afirmam que a Internet torna as pessoas mais inteligentes devido à abertura que oferece, ao acesso à diversidade e, claro, a facilidade com que se comunica e aproximam as pessoas, mas não estará esse interesse comprometido com estas limitações?
 
Se por um lado nos dá segurança saber que os amigos “estão ali” na rede e que os podemos encontrar ou simplesmente ver as fotos para matar saudades, a ansiedade resulta da “espera de uma resposta, de uma apreciação ao que se publica e, muitas vezes, é um reflexo da desilusão”, já que, “havia como adquirido que @ amig@ X ou Y iria apreciar uma foto ou um texto, mas não aconteceu como era esperado”.
 
Ao mesmo tempo, o tipo de reação dos amigos também provoca ansiedade na medida em que, se esperava “um adoro e só foi colocado ‘um gosto’, pelo que, a tristeza obriga a que se façam mais e mais tentativas para receber aquele sentimento”.
 
De facto, torna-se complexa a tarefa de gerir tantas emoções quando “o tempo é escasso”, talvez, comentário ou publicação”, o que “nos rouba tempo para fazermos outras coisas e nos coloca em stress”.
 
Para o criador do Facebook, “a rede serve para aproximar quem está distante, razão pela qual discordo de quem diz que, esta rede social substitui o contacto presencial”, mas na prática, o que vai acontecendo é mesmo essa substituição, a ponto de “estarmos sentados à mesma mesa e a mandar mensagens uns para os outros, ou na mesma sala ou a poucos metros de distância”.
 
No fundo, a maioria dos utilizadores sabe que deveria estar mais tempo em família, com amigos ou a passear, mas… “acabamos por ter de estar sempre a responder ao sinal, a ponto de não desligarmos do aparelho durante a noite e de vermos o sono condicionado também”.
 
 
COMENTÁRIOS
 
MAIS NOTÍCIAS
-

Pessoas “boas” gostam de se rodear de gente feliz



-

O que mudou na educação nos últimos anos?



-

Como lidar com “crianças- adultas”?



-

Melhore a sua personalidade e agarre a vida com confiança!



-

A dieta “infalível” para este verão!



PUB
 
MAIS LIDA ONTEM
Assinado acordo para criação da Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Algarve

Assinado acordo para criação da Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Algarve

ver mais
 
 
  
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Natação: Equipa feminina do Louletano sagrou-se campeã nacional de clubes da 2ª Divisão

Natação: Equipa feminina do Louletano sagrou-se campeã nacional de clubes da 2ª Divisão

ver mais
 
Comissão de Utentes da Via do Infante prepara novas ações de luta para 2019

Comissão de Utentes da Via do Infante prepara novas ações de luta para 2019

ver mais
 
Autoridade Marítima Nacional presta assistência a turista em dificuldades em Lagoa

Autoridade Marítima Nacional presta assistência a turista em dificuldades em Lagoa

ver mais
 
 
 
 
Allô Pizza Escola de Condução C.C.S Loja das Taças Restaurante Os Arcos
» Sociedade» Fichas de Leitura» Desporto» Click Saúde
» Economia» Figuras da nossa Terra» Política» CX de Correio