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Envelhecimento bem sucedido

Envelhecimento bem sucedido
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14-06-2018 - 11:55
Começamos a envelhecer desde que nascemos, reazão pela qual nos vamos preparando para as etapas seguintes, à medida em que o nosso organismno nos vai dando os sinais.
 
Naturalmente que por detrás do envelhecimento bem sucedido está a articulação entre a forma de pensar, a forma de estar, de agir e de reagir.
 
Ninguém pensa na sua velhice antes de tempo, tal como ninguém faz uma inscrição para um Lar de Idosos quando se encontra em forma e numa idade que o permita aceder a outros voos.
 
Se ultrapassar etapas nos conduz ao envelhecimento mal sucedido, não as aceitar no tempo certo induz-nos precisamente ao mesmo, pelo que é preciso viver em harmonia com o que o nosso corpo nos vai exigindo.
 
O envelhecimento bem sucedido é precisamente a capacidade de parar em cada idade, desfrutar em pleno aquilo que nos é permitido e compreender que é mesmo assim o percurso de vida do ser humano. Envelhecemos a partir do momento que damos o primeiro grito no momento do nascimento, mas o processo varia de pessoa para pessoa e, sobretudo da saúde psicológica que lhe permite gozar mais ou menos da vida.
 
Tal como há pessoas que sofrem por antecipação e envelhecem muito jovens, há eternas crianças ou adolescentes que resistem à mudança e que aos poucos vão sofrendo a desilusão e a frustração de terem passado pela vida sem que a tenham aproveitado.
 
A teimosia mal resolvida da infância leva a que muitas pessoas assumam comportamentos infantis na terceira idade, quando o mais lógico e fácil seria o posicionamento em cada etapa de vida.
 
Com o aumento da esperança média de vida, naturalmente que muitos conceitos se alteraram e que temos de planear a nossa vida por mais tempo. Isso é um ganho que nos permite viver com mais descontração e qualidade se soubermos perceber que temos de acompanhar a evolução dos tempos, respeitar as várias idades e as necessidades de cada etapa.
 
Viver com qualidade até ao fim implica conhecermo-nos, compreendemos as mudanças e aquilo que temos de fazer em cada fase de vida. Não temos de considerar um ponto negativo viver mais anos, mas temos de preparar o nosso cérebro para que alimentemos a saúde até mais tarde.
 
Receber as orientações médicas é um ponto crucial para a manutenção da saúde, tal como perceber quando se precisa de ajuda. Um outro ponto fundamental é respeitar os demais nas várias idades e combater o isolamento. As pessoas que se queixam de solidão, ou que já nem se apercebem que estão sós, por isso só vivem a doença, normalmente são avessas ás opiniões dos outros, recusam o convívio intergeracional por estarem demasiado frustradas e acabam por ter um envelhecimento mal sucedido em virtude dessa resistência à mudança.
 
Efetivamente precisamos de pessoas até ao fim da nossa vida e aprendemos até que descansemos mesmo em paz, por isso temos de saber conjugar muito bem a nossa idade e percurso com as dos outros. Impera aqui o respeito e claro, a aceitação do que somos e temos. Ninguém aceita o outro se não estiver bem consigo mesmo e, essa é a principal causa do envelhecimento mal sucedido: a crítica feroz, o isolamento, a fofoca, a perda de tempo a lamentar o que não se viveu quando se poderia aproveitar o que se pode viver no momento.
 
Muitos idosos são amargos mesmo devido a essa falta de conhecimento e a essa projeção para com os exemplos dos seus familiares e conhecidos. Tal como não há duas pessoas iguais, muito menos nos podemos comparar ou seguir as ideologias instituídas noutros tempos.
 
É crucial compreender que, cada pessoa é livre de ser feliz e que tem essa responsabilidade nas suas mãos. Não é a sociedade quem nos ensina a cortar com aquilo que não nos interessa ou prejudica, são os exemplos que sentimos e conhecemos que nos conduzem a essas conclusões.
 
O nosso cérebro tem a especial habilidade de aprender e de querer melhorar, pelo que muitas vezes é só querer ou pedir ajuda quando não o conseguimos fazer sozinhos.
 
Ninguém idealiza deixar a sua casa e ir para um lar. Fá-lo quando sente que não consegue sobreviver sozinho, concretiza essa etapa quando é necessário, pois enquanto se sentir ativo e capaz de se adequar ao que lhe é exigido em cada fase, aproveita e desfruta com todas as suas forças e energia. Isto é o envelhecimento bem sucedido que muito contrasta com as ideias do passado em que se era depositado num espaço só porque se tinha cabelos brancos!
 
Envelhecer com qualidade implica cuidar da saúde física e psicológica, implica ajustar a idade às prioridades e, acima de tudo, traduz ter uma família por perto que possa fornecer afeto, atenção e estabilidade. Este ponto também é muito importante, pois a maior parte dos idosos abandonados que temos no nosso país, são o produto de uma vida de fugas e de mal entendidos familiares. São problemas com herdeiros, são acima de tudo teimosias de quem não aceitou a sua idade e não respeitou os filhos na sua condição diferente.
 
Muitos desses idosos sozinhos são o resultado do que fizeram aos seus filhos nas etapas anteriores, pois pais agressores colhem o afastamento dos filhos na velhice. É por isso que sublinhamos a importância do respeito, da aceitação e da capacidade de mudança interior para que a ultima etapa de vida seja desfrutada com qualidade.
 
Não tenhamos dúvidas de que, a velhice é o resultado do que se fez connosco próprios e com os outros ao longo da vida. Por isso, devemos analisar os sinais do corpo, perceber o que os outros nos querem dizer e, sem querer que os filhos sejam só o nosso amparo na velhice, devemos trata-los bem toda a vida, mostrar compreensão, amizade, amor e carinho.
 
Nenhum idoso é abandonado quando tratou bem os seus familiares e amigos, mas esse é o grande problema, pois não se cultivam relações saudáveis quando se vive debaixo da teimosia e da tal frustração de não querer mudar algo.
 
Vamos sempre a tempo de nos melhorarmos e de fazermos a diferença. É preciso é que as nossas ações entrem em harmonia com os nossos pensamentos e com o que dizemos diariamente… Mudar implica verdade, honestidade e humildade, pelo que os outros precisam de ver esses valores em vez de ouvir dizer que se mudou. Este é um passo para nos libertarmos, para vivermos com mais qualidade, saúde e bem-estar.
 
Depois, em função das condições de que dispomos, devemos ter sonhos até ao fim, devemos ser úteis até que consigamos fazer algo, mesmo que pequeno. Os japoneses dizem que morremos quando não temos amor para dar e deixamos de ser úteis à comunidade porque também desistimos de fornecer conhecimento e experiência de vida. Este povo acredita que, um casal procria, constrói a sua vida e, na velhice é útil à comunidade porque se entrega aos netos, porque tem amor para dar e receber e que, é isso que alimenta a saúde, o bem-estar e o gosto de viver. Por oposição, perdemos a vontade de viver quando sentimos que não podemos ser úteis à comunidade ou à família. Esta teoria assenta na base de que as famílias são unidas e amigas até ao fim e que os idosos fazem parte da célula familiar tal como um neto ou um filho. Seria muito bom que esta tese ganhasse mais expressão para mais novos e para os mais velhos.
 
 
 
 
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