O PAN – Pessoas, Animais e Natureza, faz saber que, passados dois anos sobre as eleições autárquicas, reuniu com o executivo "para avaliar o que foi feito e apresentar medidas de ação a curto e médio prazo", com implementação da maioria delas até à próxima prestação de contas em meados de Abril de 2020.
Segundo o partido "os cuidados e a independência da pessoa idosa em especial em situações de vulnerabilidade são uma prioridade". O compromisso da Câmara Municipal de Faro em manter o projeto piloto de TeleAssistência domiciliária e também o “Projeto Abem”, uma rede solidária gratuita de comparticipação de medicamentos, aumentando em ambos os casos a verba disponível, "irão proporcionar a que um maior número de beneficiários possa aceder a estes projetos sociais".
No mesmo documento, o PAN adianta que, o Executivo, acolheu propostas na área da alimentação estando prevista a contratação de um engenheiro alimentar e dois seminários de alimentação vegetariana para os primeiros meses do próximo ano, "como resposta a algumas preocupações demonstradas por pais e estudantes das escolas do município na disponibilização destas refeições, nem sempre nutricionalmente completas e equilibradas", frisa.
Além da vertente escolar, o PAN diz que haverá um seminário direcionado para a restauração colectiva, "indo ao encontro do aumento da procura mundial", proporcionando aos empresários da restauração em Faro, formação na preparação e confeção destes pratos. "Uma alimentação vegetariana variada é saudável, mais amiga do ambiente e contribui para a redução da pegada ecológica do município", realça o mesmo partido.
No mesmo sentido irão ser criadas políticas de incentivo à introdução nas cantinas do município de alimentos de origem biológica e produção local.
Na área ambiental o PAN diz que, o Executivo se mostrou disponível para avaliar uma redução do ruído nos fogos de artifício nos seus eventos, optando por fogos de artifício silenciosos que não prejudicam a avifauna, outros animais, crianças e pessoas "que devido a estados de saúde, físicos e mentais, têm maior sensibilidade e pânico com os rebentamentos". Segundo o PAN, esta medida "reduzirá ao mesmo tempo a poluição sonora". Realça, no entanto que, esta opção poderá apenas ter efeito prático em 2020, visto que em 2019 os fogos de artifício estão já contratados.
Uma reavaliação dos procedimentos da poda e abates de árvores do município serão também estudados com a Câmara nos próximos meses.
O mesmo comunicado refere ainda que, na área de Bem-Estar animal a Câmara acolheu várias medidas do PAN previstas no programa eleitoral e nas recomendações que foram sendo feitas na Assembleia Municipal. Irá lançar uma campanha de outdoors contra o abandono de animais; abrir o concurso para a contratação de mais um médico veterinário; oferecer leitores de microchips às forças policiais; reforçar o cheque-veterinário em cinco mil euros como medida de incentivo ao programa CED (Captura, Esterilização e Devolução) de animais errantes; avaliar a instalação do pombal contracetivo já programado pela junta de freguesia da Sé e S. Pedro e, "mediante os resultados", ponderar uma rede de pombais contracetivos para o município "como forma mais ética de controlo do número de pombos na cidade"; e acompanhar algo "há muito tempo solicitado por cuidadores, movimentos e associações zoófilas do município": os microchips dos animais errantes esterilizados ficarão em nome da câmara municipal libertando "finalmente um impasse entre associações e cuidadores sobre quem assumiria esta responsabilidade", salienta o mesmo documento.
O PAN evidencia ainda que, "se juntarmos estas medidas à construção do Centro de Recolha oficial previsto nas grandes opções do plano de investimentos da câmara, Faro ficará bem mais próximo de ser o concelho de referência no que toca à proteção, saúde e bem-estar animal do distrito".
Paulo Baptista, membro da Assembleia Municipal e Comissário Político Distrital, refere que «com este entendimento reafirmamos a posição do PAN enquanto partido responsável, com capacidade de influenciar positivamente a governação local”. Diz ainda que “o acordo reforça a confiança depositada em quem votou em nós e que revê nesta postura de diálogo construtivo a melhor forma de defender e implementar o máximo de medidas previstas no programa autárquico que apresentámos em 2017. É um acordo com base na confiança, mas que será devidamente monitorizado ao longo dos próximos meses.»