Curiosidades
Truques para lidar com pessoas mais sensíveis
As pessoas extremamente sensíveis sofrem de um grave problema nas relações com os outros: a falta de respeito que, em muitos casos, faz desencadear a falta de compreensão pelo seu espaço, tempo e forma de estar na vida.

 
Pelas suas características, as pessoas sensíveis precisam que os outros as entendam, as compreendam e que sejam capazes de lidar com elas em função do que são e não do que os outros esperam que sejam.
 
Cada pessoa tem o seu ritmo, a sua personalidade, a sua forma de encarar a vida e, desde logo, isso tem de ser respeitado. É verdade que, as pessoas aceleradas querem que os demais reajam ao seu ritmo e da mesma forma, mas essa atitude egoísta apenas afeta mais o outro e o inibe de ser ele mesmo.
 
As pessoas hipersensíveis são muito mais intuitivas e possuem qualidades diferentes das demais, já que, por norma, percebem a realidade antes dos outros, pelo que, já estão a reagir ao que percecionaram antes dos outros.
 
A falta de compreensão para as suas qualidades e características pode gerar muitos mal entendidos e conflitos, seja nas relações de amizade, no seio do casal, nas relações familiares e daí por diante, por isso, é importante ter em conta alguns truques que podem facilitar a convivência e que provavelmente se aplicam a todas as relações.
 
1- O respeito é a chave para lidar com pessoas hipersensíveis
 
Não entender a forma de reagir ou de viver os estímulos do outro não é motivo para o marginalizar. É fundamental procurar conhecer melhor o outro, permitir que ele fale acerca de si mesmo para que também se possa dar a conhecer e facilitar a aproximação e o respeito entre ambos.
 
2- Tenha em conta o ambiente em seu redor
 
As pessoas mais sensíveis sentem uma maior dificuldade em conviver com o ruído, seja de rádio, televisão, do tom de voz do outro, uma vez que preferem níveis de som mais baixos. Por essa razão, é importante que cada pessoa se respeite e respeite o outro dentro das quatro paredes. Conversar em vez de gritar é sempre a melhor forma de mostrar compreensão a quem se ama. Baixar os sons enquanto se conversa também é uma excelente opção para que os equipamentos não interfiram no diálogo. Muitas pessoas também se incomodam com o facto de o outro estar ligado ao telemóvel enquanto que falam de assuntos importantes. Para além de falta de respeito, é importante que ambos estejam em sintonia para poderem conversar.
 
3- Não coloque “rótulos” na pessoa amada
 
É fácil colocar “rótulos” no outro, dizer que reclama de tudo, que não quer isto ou aquilo e, até usar um tom crítico e depreciativo para dizer isso. Saiba que essa não é a melhor forma de estar numa relação, muito menos de respeitar o outro. Opte por dizer frontal e calmamente o que pensa, sem ter de dizer que é isto ou aquilo. Aos poucos, ambos vão perceber que a vossa relação está a evoluir e que existe muito mais compreensão no seio do casal. A mesma receita se aplica às amizades e às demais relações. Não devemos chamar nomes depreciativos aos outros só porque fazem as coisas de forma diferente.
 
4- Não pense no motivo de queixa do outro, mas sim no que você pode fazer para melhorar
 
Na sequência do ponto anterior, faz muito mais sentido procurar uma solução do que apontar o dedo ao problema. Opte por conversar com a pessoa e, juntos vão certamente encontrar uma alternativa para o problema.
 
5- Tenha cuidados redobrados em temas sensíveis
 
Todos os temas podem e devem ser abordados numa qualquer ação, no entanto, é essencial ter em conta a forma como se faz essa abordagem. Temas como religião, política, futebol e outros mais delicados, devem ser abordados sempre com uma dimensão mais alargada e menos pessoal. À medida em que a confiança aumenta entre ambos, o tema pode ir ganhando novos contornos e abordagens mais profundas, mas vá-se certificando se o tema está a ser bem debatido e aceite pelos demais.
 
Apesar de estes truques se aplicarem a pessoas extremamente sensíveis, qualquer relação sai beneficiada com estes cuidados adicionais, seja ela de amizade, uma relação mais íntima ou de trabalho.
 
Fátima Fernandes