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5 Pilares da Inteligência Emocional “ao serviço” do bem-estar
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Numa sociedade em que, de um modo geral, os humanos são vistos como “consumidores” do que se produz pelas empresas, é cada vez mais comum que assistamos a casos de depressão e elevados níveis de ansiedade, onde se incluem outras patologias de diversa ordem.
 
Sendo muito difícil escapar a este progresso desenfriado e ao ritmo frenético a que estamos expostos diariamente, temos de encontrar um tempo diário para refletir, para nos avaliarmos, para nos sentirmos bem connosco próprios, sob pena de “passarmos ao lado” de nós mesmos e de sermos meras máquinas do sistema.
 
Em primeiro lugar, é preciso recorrer aos especialistas para entender o processo e, nesse sentido, temos de ter em conta que, “ o nosso lado emocional do cérebro funciona mais rapidamente do que o lado racional. Ou seja, enquanto estamos no calor da emoção, a nossa razão ainda está a processar a informação”.
 
Quer isto dizer que, somos muito mais orientados pelos sentimentos do que pela razão. Nesse contexto, faz sentido tentar equilibrar esses dois pilares da nossa existência para que tiremos mais partido de nós mesmos e da vida pessoal, social e profissional.
 
Segundo os entendidos na matéria, a inteligência emocional traduz-se na possibilidade do ser humano aprender a lidar com as próprias emoções e usufruí-las em benefício próprio e, isso passa também por aprender a lidar com os sentimentos dos outros.
 
No seio da IE está a capacidade de conciliar o lado emocional e racional do cérebro, neutralizando as emoções negativas, as quais produzem comportamentos destrutivos e, ao mesmo tempo, potenciar as emoções positivas para gerar os resultados desejados.
 
Assim, entender os pilares da Inteligência Emocional e aplicá-los diariamente, possibilitará a construção de relações saudáveis e tomada de decisões conscientes, evitando que o indivíduo venha a arrepender-se de atos impulsivos.
 
O conceito de Inteligência Emocional está associado a Daniel Goleman, jornalista científico especializado nessa área, que orientou a IE em 5 pilares fundamentais:
 
1 – Conhecer as próprias emoções:
 
O primeiro passo é conhecer-se, analisar as suas emoções e as suas ações em resposta aos estímulos.
 
Sendo este primeiro ponto a base da IE, é essencial ter em conta que o processo é gradual, e que cada pessoa terá de se encontrar a si mesma. Basicamente, esta técnica facilita o encontro de nós próprios para que saibamos agir de forma mais consciente e orientada. Para além desse tempo diário consigo mesmo, uma boa leitura ajuda a criar um distanciamento face a um problema e facilita a análise de algo que o inquieta. Não tenha pressa em obter resultados, pois estes vão surgindo naturalmente, sobretudo quando compreender o valor de se conhecer “de dentro para fora”.
  
2 – Controlar as emoções:
 
A nossa vida é feita de flutuações, pelo que não conseguimos estar num estado permanente nem de felicidade, nem de infelicidade. Este ponto ajuda-nos a perceber que, não estamos condenados nem à euforia, nem à tristeza, pelo que devemos aceitar quando estamos mais em baixo e tentar identificar aquilo que está na sua origem. Identificar as emoções que estamos a sentir, facilita todo o processo.
 
Aprender a lidar com as emoções e controlá-las, abre caminho para vivermos de forma mais orientada e equilibrada.
 
Evite tomar decisões sob pressão e ainda mais restrinja as situações que lhe exigem uma resposta imediata, já que se torna muito difícil tomar decisões acertadas nestas duas situações.
 
3 – Automotivação:
 
Acredite que tudo é possível desde que consiga reunir as condições para concretizar o que pretende. Defina os seus objetivos e concentre-se naquilo que pretende. Procure programar cada momento quando não está sob pressão. Escrever é sempre um importante alicerce para orientar o seu pensamento. Pense que, tal como os outros conseguiram, você também o conseguirá. Seja realista nos seus planos e dê o seu melhor sem esquecer a consciência das suas potencialidades e limites.
 
“Inspire-se” nos outros para tirar ideias e conhecimentos, mas faça o seu plano de forma autónoma e responsável. Confie nas suas capacidades e não se preocupe em entrar em conflito com os demais. Essa energia é preciosa para si e para o que quer realizar.
 
4 – Empatia:
 
Uma pessoa que é capaz de se colocar no lugar de outra, será muito mais aberta e feliz, já que é fácil estabelecer uma boa comunicação e bem-estar. É isso que se pretende. Quem está bem consigo mesmo, é capaz de estar com os outros e antecipar as suas emoções. Isso é fundamental para as relações saudáveis e duradouras. A empatia facilita as relações sociais e profissionais e consegue-se quando damos espaço e tempo a nós mesmos para nos sentirmos bem, dessa forma, estaremos mais disponíveis para os outros.
 
Ao mesmo tempo, sabemos muito melhor com quem nos é agradável estabelecer essa empatia e qual a melhor forma de a conseguir. O treino ajuda a melhorar, pelo que, ao analisar o que correu bem numa situação, podemos acrescentar, ao corrigir um erro, podemos mudar um rumo. O fundamental é aceitar que, as relações humanas se processam de tentativa e erro e que podemos sempre surpreender-nos positivamente.
 
5 – Saber relacionar-se interpessoalmente:
 
Na sequência do ponto anterior e, tendo em conta que estão todos interligados e com o objetivo de obter melhores resultados na vida, podemos afirmar que, quando nos conhecemos bem, controlamos melhor os nossos impulsos, somos mais motivados, empáticos e experimentamos melhores relações com os outros. Quando temos este equilíbrio emocional e somos capazes de tirar mais partido das nossas capacidades intelectuais, naturalmente estabelecemos relações mais estáveis, criativas e harmoniosas. Não perdemos tempo com conflitos sem fundamento e, ainda menos valorizamos a competição exagerada, já que, sabendo o nosso real valor, aprendemos com os outros, em vez de os tentar destruir. Esta postura gera relacionamentos positivos, especialmente se soubermos o que queremos em cada momento e em cada contacto com os outros.
 
É crucial ter em conta que, nem sempre as coisas correm bem, uma vez que se trata de relações humanas, pelo que é preciso reformular, aprender com os resultados e refletir na melhor forma de agir na próxima vez. Como já foi dito acima, temos flutuações, não somos máquinas e a probabilidade de erro é sempre muito superior à de um computador. Aceitar esta realidade é tão importante quanto seguir esta orientação, lembre-se disso.
 
Fátima Fernandes
 
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