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A forma como pensamos pode conduzir-nos à depressão
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Acreditar que o ser humano tem de estar sempre feliz, alegre e contente e que, quando não o está é motivo de preocupação é logo um ponto de partida errado para a nossa vida.
 
Ao mesmo tempo, é essencial ter em conta que, todos temos momentos de felicidade e menos felizes ao longo do nosso dia, o problema é quando fazemos uma permanente leitura negativa daquilo que nos acontece e a sensação de tristeza e de desamparo começa a tomar conta de nós.
 
Podemos e devemos sinalizar os nossos problemas e encará-los de forma realista, já o fazia Robinson Crosué quando naufragou numa ilha deserta e listou os pontos positivos e os negativos separadamente. Com esse exercício percebeu que, de facto passou por uma situação trágica, mas que sobreviveu quando todos os seus colegas perderam a vida. Estava na ilha sozinho, mas ao ser persistente, acabou por resistir e ser salvo.
 
Esta postura ilustra muito bem como a nossa forma de pensar nos dá mais força e, muitas vezes nos conduz a mais momentos de felicidade. Ao mesmo tempo, temos de compreender que, uma das causas da tristeza é a sensação de desamparo; o medo de estarmos sós, de não ter ninguém com quem conversar, dar e receber carinho. Tal como Robinson Crosué agarrou no lápis que tinha no bolso e escreveu o que se passou, a ciência defende que essa é uma boa solução nos nossos tempos, pois permite-nos tomar consciência daquilo que se está a passar connosco.
 
Se o leitor escrever que tem medo de estar desamparado, certamente que em pouco tempo, pensa numa pessoa que lhe pode fazer companhia ou dar uma palavra num momento difícil. Há sempre alguém, nem que seja um desconhecido, um médico a quem se pede ajuda para resolver um problema, um conhecido e até um desconhecido com quem se trocam algumas palavras na paragem de um autocarro. Temos é de ter coragem para assumir que existe sempre uma solução para um problema e procurar encontrá-la. A escrita ajuda muito nesse processo. Ao mesmo tempo, todos sabemos que pensamos muito acerca de uma situação, mas que, quando ela acontece nunca é tão grane como pensávamos. Na realidade temos uma natural tendência para o exagero, para o medo excessivo e para planos destrutivos e negativos.
 
É precisamente essa forma de pensar que nos coloca em depressão, pois em vez de procurarmos a luz ao fundo do túnel que é uma solução para o problema, tendemos a refugiar-nos na tristeza e no escuro, o que não nos leva a lado nenhum como bem sabemos.
 
É importante ter em conta que, sentir desânimo e melancolia depois de perder um emprego, tirar uma má nota numa prova ou terminar um relacionamento, por exemplo, é comum.
 
Em alguns momentos, as pessoas podem experimentar uma tristeza mais profunda. Por exemplo, quando precisam lidar com a morte de alguém querido. Embora haja uma tendência a tratar o luto como doença, é importante respeitar o tempo que cada um precisa para se recuperar. Mas nestes casos, existe um motivo real para essa tristeza e, o próprio organismo nos impõe essa paragem para nos reorganizarmos. Por vezes podemos precisar de ajuda técnica especializada, outras nem tanto, bastando respeitar os sinais do nosso corpo e mente.
 
O problema reside é no facto de estarmos tristes e melancólicos só por pensar que isto ou aquilo nos pode acontecer e que vai ser desta ou daquela forma. O que vulgarmente se chama de pessimismo, é uma forma diária de destruir os nossos momentos de felicidade, já que estamos sempre a antecipar a tristeza e os maus resultados. É aqui que é preciso intervir: mudar a forma de pensar e, na maior parte dos casos, a psicoterapia é muito eficaz neste processo.
 
Nas sessões, o psicoterapeuta vai ajudar o cliente a pensar de outra forma acerca de si mesmo, da vida, das pessoas e das situações, já que é aí que residem muitos dos nossos problemas e que não nos deixam avançar e encontrar soluções. Um problema que se arrasta sem que seja atacado e resolvido, mais cedo ou mais tarde vai ganhar proporções e conduzir-nos à depressão.
 
Idealmente temos de aprender a pensar de forma mais alargada, mais realista, conversar sobre as situações, pensar o suficiente até encontrar uma resposta, mas não exagerar. Quando percebemos que não conseguimos superar sozinhos, falamos com alguém. Se mesmo assim não conseguirmos, então devemos pedir ajuda médica ou de um psicoterapeuta, mas jamais deixar evoluir um problema sem solução na nossa vida.
 
É de realçar que, ao longo do dia, todos temos momentos mais aborrecidos que outros, todos nos incomodamos com algo ou com alguém. Somos humanos, temos as nossas particularidades, pelo que ninguém pode dizer que é feliz a toda a hora. Temos momentos de felicidade se os soubermos identificar no meio dos outros e, isso é importante fazer para que a nossa vida ganhe uma forma mais positiva, mas ninguém está sempre “em alta”, nem o nosso organismo suportaria esse estado, tal como não reage bem ao oposto. Também não podemos estar sempre “em baixo” pelos mesmos motivos. Encontrar diariamente o equilíbrio é um ponto positivo para valorizarmos a vida, respeitarmos o nosso organismo e sermos capazes de aproveitar a vida na sua plenitude.
 
Fátima Fernandes
 
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