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A importância de saber respeitar a vontade do outro
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É entre os 3 e os 5 anos que deve começar este processo de compreensão e aceitação da vontade do outro. Temos de perceber que nós somos importantes, mas que os outros também são e também têm direito à sua opinião, gostos e vontades.
 
Quando estamos sozinhos, respondemos a essas vontades e, muitas vezes até parece que nos falta alguém para nos ajudar a descobrirmos mais interesses em nós mesmos e nas várias situações, é por essa razão que temos necessidade de nos socializarmos, de partilhar e de estar com outras pessoas. O que parece um processo inato, complica-se quando não somos educados para esta dimensão e, nas relações afetivas isso ainda se nota muito.
 
Há casais que discutem só pelo simples facto de cada um dos parceiros querer uma coisa diferente do outro. Se pararmos para pensar, percebemos o que quer dizer a palavra “cedência”. “Eu vou contigo ao cinema e amanhã vamos juntos ao futebol”. O mesmo se passa com as várias situações do quotidiano que fazem desencadear discussões inúteis só porque um dos elementos quer tudo à sua maneira e até se faz de vítima quando não é atendido.
 
Se pararmos para analisar muitos dos nossos comportamentos, percebemos o tempo e a energia que perdemos a discutir diferenças, quando seria muito mais interessante e gratificante acertar as cumplicidades. Se não houvesse pontos em comum, duas pessoas não estariam juntas, então qual é a razão para só evidenciarmos aquilo que nos separa e não optarmos por afirmar aquilo que nos une?
 
A beleza de qualquer relação íntima reside no desenvolvimento dos pontos em comum e naquilo que se pode aprender com as diferenças. Discutem-se os temas que nos podem acrescentar e apresentamos os nossos pontos de vista, dando espaço a que o outro apresente os seus. Não será mais simples viver assim?
 
Claro que é e, o caminho começa precisamente quando tomamos consciência da facilidade com que podemos melhorar os nossos dias, a nossa forma de encarar o mundo, as pessoas e as situações.
 
Não é tão óbvio quanto isso, bem o sabemos, pois se fosse não teríamos tanta gente a sofrer num casamento, mas já terão essas pessoas pensado a respeito dos seus comportamentos quando se queixam das discussões frequentes em que vivem?
 
Costumo fazer o seguinte exercício: em jeito de esquema, ou tipo aqueles jogos que fazíamos em crianças, aponto num papel aquilo que mais valorizo no meu casamento e na pessoa com quem vivo. Depois penso em como gostaria de passar o meu tempo com essa pessoa e anoto aquilo de que gosto também. Por fim, escrevo aquilo em que me devo concentrar para chegar a um objetivo comum. Por exemplo: gosto de ir à praia. Ele prefere piscina, mas eu aceito a piscina e ele não recusa a praia porque a nossa filha gosta mais. Então vamos num fim de semana à praia e no outro à piscina. Assim, vamos com a mesma motivação para ambas as escolhas. Na realidade, são duas oportunidades diferentes para estarmos em família, que importa se vence a minha ou a dele? O mesmo se passaria se chovesse e tivéssemos de ir os dois fins de semana à piscina coberta.
 
Como produto final encontro sempre a paz interior, o entendimento e os momentos em conjunto. Com essas conclusões preparo-me para entender o outro e ceder, pois percebo que, se gosto de estar com aquela pessoa, não importa se estou com ela no cinema, na esplanada ou em casa, estamos juntos e sabemos bem quais são os motivos que nos permitem essa união. O essencial é que, ambos sintamos que as nossas vontades são respeitadas de alguma forma, por exemplo, eu gosto de ir ao centro comercial beber café e ele prefere uma esplanada. Como fazemos muitas compras no Hiper, acabamos por fazer as duas coisas muitas vezes e sem pensar nisso.
 
Quando me pergunta onde quero ir no domingo à tarde, dou a minha sugestão, mas estou pronta para ouvir a sua. Ponderamos o que nos leva a um lugar ou a outro e tomamos a decisão em conjunto. Como resultado, a nossa vida está cheia de experiências novas, de bons momentos e de uma enorme facilidade em ir a qualquer lugar porque vamos juntos!
 
Esta é a Dica de hoje, acreditando que pode ser um ponto a favor de quem a lê, pois aprendemos com as experiências dos outros e formamos as nossas ao pulsar dos nossos sentimentos, gostos e vontades. O importante é nunca perder de vista que “a opinião do outro também é importante, tão importante como a sua”.
 
Fátima Fernandes
 
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