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A mentira: um mal necessário
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29-08-2013 - 16:14
Associado ao acto de mentir, está a ideia elementar de que “é pecado”, pelo que, todos sabemos que mentimos, mas que não se deve!
 
Efectivamente, por detrás do acto de mentir, existe uma enorme carga religiosa que pune e condena a mentira, ainda assim, todos sabemos que não há ninguém que não minta tenha maior ou menor intencionalidade, pois basta termos em conta que, se disséssemos tudo o que pensamos, viveríamos ainda mais conflitos com os outros!
 
De um modo geral a mentira é o nome dado a afirmações ou negações falsas ditas por alguém que sabe (ou suspeita) de tal falsidade, e na maioria das vezes espera que os seus ouvintes acreditem nesses dizeres. Depois é de realçar que, dizeres falsos quando não se sabe de tal falsidade e/ou se acredita que sejam verdadeiros, não são considerados mentira, mas sim erros. O acto de contar uma mentira é "mentir", e quem mente é considerado um "mentiroso".
 
Parece linear e compreensível para todos, ainda assim a psicologia vem acrescentar mais alguns pensamentos…
 
Para a maioria dos especialistas, mentir é um acto social que minimiza os conflitos entre as pessoas, uma vez que, nem sempre “aquela verdade nua e crua” é a segurança e a harmonia entre as pessoas.
 
Quer isto dizer que, não existe qualquer problema em omitir, em contornar algumas verdades, desde que o intuito seja positivo, ou seja, não prejudique os outros de qualquer forma, melhore os relacionamentos e facilite algumas situações.
 
Como exemplos concretos temos uma situação em que não nos apetece ir a um determinado encontro. Claro que ficaria muito mal dizê-lo, pois iria ofender quem fez o convite. Logo, neste caso, não existe problema algum em inventar uma mentira para omitir a verdade de não querer ir.
 
Note-se que, nestes casos em que se “autoriza” a mentira, a base é sempre evitar magoar o outro e criar uma situação desagradável numa relação, mas a mentira deve também ponderar que é um recurso e não um hábito e que não pode gerar conflitos entre as pessoas.
 
Muitos entendidos designam este tipo de mentiras como actos sociais necessários para a manutenção da boa convivência social e reforçam que, só com esse intuito é que devem ser utilizadas.
 
Se soubermos que a verdade vai magoar alguém, temos por obrigação suavizá-la de forma a prevenir a situação dolorosa.
 
Num país em que se sabe que, os portugueses são muito mentirosos, é caso para interrogar se é este o objectivo das suas mentiras…
 
Provavelmente não, pois não é por acaso que gerações após gerações mergulham em conflitos, em falsas verdades e em histórias que, parecem reais e que, muitas vezes, não passam de pura invenção.
 
Nestes casos, a mentira é reprovada pois não cumpre as directrizes necessárias, mas sim, coloca-se no plano oposto: é mesmo inventada para ferir e para alimentar intrigas.
 
Este tipo de comportamento é muito perigoso já que afecta as relações, a qualidade dos sentimentos e a própria sanidade mental, sobretudo do mentiroso, pois chega a um ponto em que já não sabe distinguir a verdade da mentira.
 
Não nos esqueçamos que, a mentira pode destruir relações de amizade, casamentos, momentos familiares e daí por diante, até complicar as relações de trabalho e deve ser travada a tempo, sob pena das consequências assumirem proporções enormes.
 
O acto de mentir facilmente pode transformar-se num modelo de vida, a ponto de facilmente ser desmascarada por quem atentamente é alvo dessas histórias, pelo que, ou se cai no ridículo ou se acaba sozinho por não ter credibilidade junto dos outros.
 
Depois, ninguém pode dizer que não mente, pois todos temos essa necessidade quando estamos em apuros e precisamos de algum tempo para conseguir afirmar a verdade, mas é importante conhecer os limites, saber reconhecer um erro e uma mentira quando esta prejudica alguém e não era essa a intenção.
 
Apesar de estar em desuso o pedido de desculpa, quando é sincero, este deve ser utilizado e um reforço para corrigir um erro, pois os erros são mesmo para ser corrigidos e não esquecidos. Esta é a melhor forma de vivermos em paz para connosco próprios, pois o medo das consequências da mentira é um factor de insónia e de problemas mentais.
 
 
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