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A mudança interior aumenta a esperança de vida
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Existem várias teorias relativamente à mudança, sendo de assinalar, desde já, que só muda quem sente essa necessidade e, que, a mudança é um processo difícil, apesar de estar ao alcance de todos.
 
Se há pessoas que acreditam que “é a vida quem nos muda”, muitas há que defendem que, as verdadeiras mudanças ocorrem dentro de nós mesmos, a partir da nossa forma de pensar, de agir e, sobretudo de reagir.
 
É evidente que, a sociedade exerce uma forte influência sobre o que somos e fazemos, ainda assim, não é o colectivo que decide o que sentimos, desejamos, gostamos e daí por diante. 
 
Nesta dimensão, teremos mesmo de aceitar que, o tempo passa e, as mudanças vão acontecendo dentro de nós, num processo que será tão mais feliz quanto a nossa disponibilidade para as acompanhar. 
 
Não nos esqueçamos que, mudar, não é aceitar que passamos de um tempo mais abonado para uma crise económica mundial e que, à força tivemos de nos adaptar. Mudar é olharmo-nos por dentro e construir novos paradigmas, que nos permitam responder a esse novo desafio.
 
É desenvolver pensamentos novos, mas acima de tudo, novas atitudes, pois são elas quem evidenciam a mudança.
 
Não se muda porque se comprou um par de sapatos novos, um carro topo de gama, um novo telemóvel ou uma indumentária. Muda-se agarrando uma nova oportunidade de vida, sabendo que se tem de adquirir novas atitudes e pensamentos, pois só dessa forma, conseguiremos mostrar a nós mesmos a mudança, e permitir que esta nos ajude em termos práticos. 
 
Um grande incentivo para mudar é mesmo acreditar que é possível conhecer e sentir algo novo, bem como delinear planos de melhoria da qualidade de vida. Afinal, ninguém passa por um processo que é doloroso, por implicar alterações de fundo em pensamentos que nos acompanham há anos, sem que tenha um objectivo maior; um ideal mais elevado a conquistar.
 
Mudar de casa para um local diferente, e que nos exija adaptação, também é um bom exemplo de mudança que vai implicar um conjunto de alterações na nossa personalidade.
 
Afirmar que se mudou, é obsoleto quando não se “exibe” uma nova atitude; uma nova forma de estar na vida que reflicta outras escolhas e opções.
 
Há pessoas que se sentem confortáveis a passar pelo tempo seguindo as “dicas” que foram reunindo ao longo do seu percurso, seja pela herança familiar, seja pelas experiências vivenciadas num determinado período, seja pelas crenças e valores que mantêm quase fielmente.
 
Para estas pessoas, a mudança é encarada como um corte para com a sua identidade e, como tal, rejeitada. É de ter em atenção que, mudar não é necessariamente deixar de ser quem somos, mas sim dar uma oportunidade à aprendizagem e ao contacto com novos conhecimentos, experiências, comportamentos, pensamentos e atitudes que, naturalmente serão adequados á personalidade e percurso de cada um. Uma pessoa saudável, não vai pretender mudar aquilo que é, mas sim aquilo que pode acrescentar à sua personalidade e percurso, pois só assim poderá colocar o seu “eu” em confronto com outros desafios e despertares.
 
É tudo uma questão de opção, uma vez que, na posição dos cientistas, “um cérebro saudável, consegue e sente necessidade de dar novos sentidos á sua vida. Alguém que esteja em pleno, sente um forte desejo de mudança dentro de si e, luta para conseguir viver algo novo ao longo da sua vida. Por outro lado, uma pessoa cujo cérebro esteja habituado a um determinado modelo, vai tentar mantê-lo e exigir que os outros a acompanhem nessa posição”.
 
Talvez não seja por acaso que, ao longo da vida, sintamos necessidade de encontrar pessoas novas, de estabelecer novas amizades, e de nos dar oportunidade de fazer novas conquistas, pois se é possível que um grupo evolua quando o objectivo é comum, também acontece que, esse mesmo núcleo se feche e acabe por inibir a acção de todos.
 
Efectivamente, a questão da mudança é muito abordada e, parece estar mais ligada ás multinacionais, cujo recrutamento é criterioso a esse nível, já que se procuram pessoas dinâmicas e com um espírito vencedor. No entanto, a mudança é uma característica humana, pois não é por acaso que nos adaptamos a situações novas a uma velocidade incrível.  
 
Note-se por exemplo, a mudança do estado civil, a parentalidade, a mudança de emprego, de região, de país ou de continente… O ser humano “está equipado” para fazer essas alterações na sua vida, tal como todas as outras que deseje, simplesmente as crenças acabam por “acorrentar” muitos sonhos, sem que se saiba se nos vão oferecer melhores ou piores oportunidades. Contudo, a incerteza não é uma boa opção quando temos como propósito construir no mundo, durante o tempo que nos é permitido.
 
E, relativamente ao tempo, há um factor curioso por detrás de uma teoria que diz: “vivemos mais quando temos ambição, quando nos predispomos mudar de atitude e mostrar ao mundo que queremos acompanhar o tempo de forma activa”.
 
Esta teoria assenta no princípio de que, “em cada noite que dormimos, que acomodamos os pensamentos do dia, o nosso cérebro cria disponibilidade ou espaço para novos conteúdos. Se aproveitarmos essa capacidade, viveremos mais e com mais qualidades cognitivas. Se pelo contrário, deixarmos cair por terra essa potencialidade orgânica, vamos perdendo o nosso direito à vida, pois não temos vontade de exercitar o cérebro, não precisamos das suas faculdades, logo reduzimo-las”.
 
A ser verdade este ponto de vista, faz todo o sentido perder o medo de mudar e, ganhar coragem para desafiar alguns sonhos. Os cientistas defendem que, através da leitura, ganhamos um despertar, mas se não o transformamos em algo pessoal, para que ganhe forma e seja capaz de agir, a sabedoria adquirida nos livros, passará para o arquivo. É quase como que ganhar um novo instrumento e colocá-lo de parte por desinteresse ou desmotivação.
 
Claro que não temos todos os mesmos interesses e que, as mudanças são pessoais. Cada pessoa sabe melhor do que ninguém onde e como mudar algo em si mesmo. Pois uma mudança vai sempre reflectir-se na qualidade de vida. Neste ponto, as pessoas que temem a mudança, afirmam que “podem mudar para pior” logo, repetem o padrão até á exaustão.
 
 Para os cientistas, a mudança nunca é para pior se for concertada, pois não se muda para alguém ver essa alteração, mas sim para descobrirmos qualidades em nós mesmos e, para darmos vida ao nosso cérebro que precisa desse entusiasmo para se manter activo e criativo.
 
Mudar é um acto consciente e, da responsabilidade de quem pratica a transformação dentro de si mesmo.
 
Tratando-se de uma escolha individual, cabe aos familiares, amigos ou conhecidos, respeitar as mudanças dos demais e, ao invés de criticar, perceber onde é que essa iniciativa os pode ajudar a seguir o exemplo da transformação, pois se assim fosse, poderíamos não ter mais dinheiro, mas certamente que teríamos pessoas mais ocupadas com a sua vida, mais felizes e criativas para os seus projectos e, provavelmente com mais vitalidade e força para viver e idealizar a mudança!
 
Fátima Fernandes
 
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