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Acne

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12-08-2013 - 16:43
A acne é um problema cutâneo que afeta sobretudo os adolescentes de ambos os sexos e uma das principais causas de ansiedade, exclusão, depressão, isolamento e baixa auto-estima.
 
Existem estudos realizados no Reino Unido que descrevem mesmo a acne como um problema que afeta a vida social do sujeito, ao nível dos estudos, da integração nos grupos e na vida profissional, isto porque, mal interpretado pelos outros, este problema pode causar desconforto e discriminação. Neste sentido, é fundamental o apoio dos amigos e familiares e a procura de tratamento. 
 
Causas: 
 
Por ser um problema de pele que pode apresentar várias formas, estão descritos vários fatores na sua origem, sendo que as causas genéticas assumem cada vez mais um papel de relevo, a par dos distúrbios hormonais e das caraterísticas de cada sujeito que podem dar-lhe uma forma mais ou menos grave. 
 
Formação da acne: 
 
As formas da acne são diversas, ainda que não menos incomodativas. Esta pode apresentar-se em lesões cutâneas, pápulas, pústulas, pontos negros, entre outras manifestações menos comuns. A explicação recai sobre o corpo coberto de pêlos, cada um inserido num folículo pilo-sebáceo, constituído por uma glândula sebácea que produz sebo; uma substância naturalmente excretada para a superfície da pele. 
 
Quando a produção é excessiva e ocorram distúrbios ao nível de células da camada inferior da epiderme para a superior, o canal pode ficar obstruído e formar-se uma lesão designada por comedão. 
 
Estão reunidas as condições para a formação da acne. 
 
A mistura desse sebo com células da pele constitui um ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias, que podem originar lesões inflamatórias e agravar a acne, como pápulas e pústulas. 
 
Progressão da acne: 
 
Mediante o incómodo estético e emocional que causa, a acne agrava-se com os estados de ansiedade, stress e depressão, muitas vezes difíceis de controlar pelo portador que se sente excluído do sistema e criticado pelos outros de uma culpa que não tem. 
 
Refira-se que, a sociedade tende a catologar o surgimento da acne com a falta de higiene do paciente, o que é um erro profundo e mais uma forma de discriminação de quem convive com causas que ultrapassam a sua vontade. 
 
Tratamento: 
 
As opções de tratamento prescritas pelo médico dermatologista adequam-se ao tipo de acne e à gravidade de cada caso, pelo que é fundamental a sua opinião para uma maior garantia de sucesso. 
 
Geralmente, a acne ligeira é tratada com cosméticos que podem melhorar a aparência da lesão. Nos casos moderados, são os medicamentos tópicos os mais indicados, enquanto que a acne grave requer a prescrição de antibióticos em simultâneo com creme ou gel adequado ao tipo de pele, já que a pele oleosa requer aplicações de secagem, enquanto que as loções funcionam bem nas peles secas. 
 
É fundamental que o paciente seja vigiado pelo médico dermatologista, sobretudo devido a eventuais efeitos secundários após ou durante a aplicação destes produtos. São conhecidos casos de sensibilidade ao sol, de manchas nos dentes, irritação, vermilhão, descamação entre outros. 
 
Dependendo da substância utilizada e da sensibilidade da pele, estes medicamentos podem causar irritação, descamação e vermelhidão, entre outros. No caso do uso de antibióticos, estes podem afetar o efeito da pílula nas raparigas, bem como apresentar outros efeitos secundários na gestação em caso de gravidez. 
 
De salientar ainda que, os contraceptivos orais com ciproterona podem ser usados no tratamento deste problema. Os medicamentos destinados a diminuir a produção de sebo e a dimensão das glândulas sebáceas devem ser receitados criteriosamente, devido aos seus efeitos secundários que podem afetar a atividade das enzimas do fígado, aumentar o nível de colesterol e aumentar a depressão. 
 
Truques para melhorar a acne: 
 
- Não lavar o rosto mais de duas vezes por dia e fazê-lo com as mãos ou um pano muito suave. Evitar sabonetes e produtos de limpeza muito abrasivos. 
 
Moderar o uso e o tipo de produtos na maquilhagem. 
 
Não deve espremer as borbulhas, nem tentar disfarçá-las com lenços ou pensos de alguma espécie, pois só estará a agravar a situação. 
 
Lavar e limpar bem a pele antes de aplicar creme ou gel e, ter em conta o mesmo procedimento para as mãos, pois evitará a secagem nas mesmas. 
 
Consultar o médico dermatologista mediante os primeiros sinais de desconforto e de efeitos secundários após a aplicação de produtos e na ingestão de medicamentos. 
 
Este artigo é meramente informativo e não evita um aconselhamento médico e um acompanhamento. A ter em conta a importância de compreender mais este problema para saber lidar melhor com os pacientes que precisam desse conforto e compreensão.
 
 
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