Curiosidades
Afinal, o que é o sorriso de Duchenne?
É o tipo de sorriso mais sincero e genuíno que existe! É aquele que se afasta claramente do sorriso artificial e que é capaz de expressar sinceridade, honestidade e confiança num primeiro encontro entre duas pessoas.

 
A título de curiosidade, o sorriso de Duchenne é uma homenagem ao seu criador que, em 1862, levou a cabo um conjunto de experiências para analisar o sorriso humano.
 
Na época, os cientistas perceberam o quanto o sorriso poderia revelar segredos de cada pessoa e aprofundaram o tema realizando vários trabalhos, sendo que Duchenne se destacou.
 
Guillaume Benjamin Amand Duchenne (Boulogne-sur-Mer, 17 de setembro de 1806 — Paris, 15 de setembro de 1875) foi um médico neurologista francês a quem ficou associado o seu contributo sobre os efeitos da eletricidade no ser humano.
 
Considerado o pai da Eletroterapia, recurso terapêutico utilizado por fisioterapeutas no tratamento, reabilitação e cura de diversas doenças, este médico e investigador quis testar a teoria popular de que o rosto estava diretamente ligado à alma.
 
Assim, após várias experiências onde aplicava choques elétricos em músculos lesionados de pacientes, este médico argumentava que, se pudesse aplicar correntes elétricas no rosto de um sujeito, ele poderia estimular os músculos, sendo possível fotografar os resultados.
 
 
Duchenne submeteu um sapateiro que sofria de paralisia facial a mais de 100 sessões, aplicando elétrodos em várias partes do seu rosto a fim de  extrair uma  gama variada de emoções. Enquanto isso, Paul Tournachon tirava as fotografias. Os resultados foram publicados no Mecanisme de la physionomie Humaine.
 
A obra foi apreciada por muitos intelectuais da época, entre eles Charles Darwin, sendo de realçar que a experiência é aterradora e desumana aos nossos olhos, no entanto, permitiu que se percebesse melhor a dinâmica do sorriso.
 
Duchenne constatou que, quando uma pessoa expressa um sorriso genuíno, alguns músculos específicos são ativados, razão pela qual, na fisiologia, o sorriso autêntico é chamado de sorriso de Duchenne.
 
Para este neurologista, no sorriso genuíno, os músculos da bochecha e os cantos da boca elevam-se, as pálpebras apertam-se e aparecem rugas em torno dos olhos.
 
Concordando ou não com a caracterização do “Sorriso de Duchenne” o certo é que sorrir verdadeiramente faz muito bem não só para quem sorri, mas também para quem recebe o sorriso e sabe que nele pode confiar.
 
Até aos nossos dias, o termo é utilizado para definir precisamente um sorriso aberto e sincero.
 
Fátima Fernandes