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Afinal o que lhe falta para ser feliz?
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Podia começar este apontamento pelo ditado: “Quem sofre com o pouco que lhe falta, não goza o muito que tem”, mas penso que é tão vago e abrangente que poderia ainda dificultar mais a tarefa do leitor, por isso, começo por lhe dizer que, um dos grandes segredos para encontrar a felicidade é olhar do pequeno para o maior.
 
Penso inclusive que essa é a melhor forma de pensar em tudo na nossa vida. O que tenho? o que sou? o que gosto? O que quero? São simples questões que nos preparam para o maior; para o mais especial e grandioso que podemos desejar na vida.
 
Depois, é essencial perceber que a felicidade não é grande, mas igualmente pequena. Somos felizes em alguns momentos do nosso dia, com pequenas coisas que nos fazem sentir bem e sorrir. Dá-nos felicidade ler um livro, ou este artigo (!), somos felizes ao brincar com os nossos filhos, estamos bem numa esplanada a beber um café sozinhos ou com uma companhia agradável. Somos felizes a escrever, a pensar em soluções para um problema. Estamos descontraídos quando encontramos uma solução, somos felizes quando conversamos com alguém que nos ajuda a pensar de outra forma. Sentimo-nos confortáveis quando nos libertamos de algo que nos preocupava, quando apreciamos uma bonita paisagem, quando realizamos um trabalho há muito desejado, quando valorizamos algo que nos é muito especial, quando aprendemos algo novo, quando ensinamos algo a uma pessoa que queira aprender, quando oferecemos um presente e daí por diante.
 
Tudo isto é felicidade. Quanto mais momentos destes cultivarmos ao longo do nosso dia, mais poderemos sentir-nos bem e felizes.
 
É inevitável que andemos sempre à procura de mais e melhores momentos de felicidade porque naturalmente o nosso cérebro regista aquilo que lhe deu prazer, pelo que só sabemos se gostamos de algo se experimentarmos, se participarmos numa determinada situação. Não sabemos por antecipação se vamos ser felizes com uma determinada coisa ou situação, porque a sensação de prazer só se liberta na ocasião. É por isso que é importante fazer novas experiências, visitar novos locais e darmos oportunidade de experimentar novas sensações para que acrescentemos os nossos momentos de felicidade. É também por essa razão que não vale a pena idealizar que vamos ser felizes com o que o outro tem, pois se não construirmos de pequeno aquilo que queremos, mais dificilmente sentiremos prazer quando obtemos algo.
 
A partir da base daquilo que já conhecemos, vamos alargando o nosso leque de interesses para encontrarmos novas sensações. Da mesma forma, sabemos com alguma clareza aquilo de que não gostamos e que não nos faz bem e porquê. No entanto, como nós também somos influenciados pelo nosso estado emocional e pelas crenças, também pode acontecer que, numa primeira situação rejeitemos algo e que depois, noutro momento até passemos a gostar.
 
Quero dizer com isto que devemos estar abertos a novas vivências e lá está, a começarmos tudo pelo mais pequeno, pois assim temos sempre oportunidade de construir algo maior, mais interessante e sugestivo para a nossa qualidade de vida e bem-estar. Também é fundamental alargar esses interesses para que não fiquemos reféns de uma só sensação e expectativa, pelo que, a variedade assume-se como um ponto a favor da felicidade. Se incutirmos que comer ou beber nos dá prazer, podemos acabar por exagerar e desencadear vícios, o mesmo se passa com as demais áreas de vida. Devemos ser livres para gostar de várias coisas ao mesmo tempo.
 
Não podemos dar tudo como certo, muito menos apresentar uma visão pessimista sobre a realidade para evitarmos sofrer. Devemos preparar-nos para cada etapa com a certeza de que, o nosso cérebro se adapta a tudo com uma facilidade incrível e que, o que nos parece enorme, afinal pode ser colocado em pequenas partes quando começamos pelo mais elementar. Será sempre ao mais pequeno que vamos regressar, pelo que podemos viver mais confiantes neste aspeto; construir a base e o mais alargada possível. Se nos falta uma coisa, temos outra e assim sucessivamente.
 
Quando iniciamos uma nova etapa de vida em qualquer atividade, começamos receosos, dando pequenos passos até chegar à etapa seguinte. O mesmo se passa com a felicidade, vamos construindo sempre algo mais para aumentar a sensação positiva que tivemos inicialmente. Depois, aprendemos muito com os outros, mas temos de formular a nossa opinião, pois somos nós que sentimos. Se alguém nos diz que algo é agradável, podemos sentir o contrário e, isso é um direito que nos assiste, tal como o oposto também acontece com muita facilidade.
 
Somos diferentes uns dos outros muito em função do nosso percurso, crenças e valores, pelo que naturalmente que uma mesma realidade não surtirá o mesmo efeito em duas pessoas, o que não quer dizer que não possamos aprender com isso e retirar as nossas próprias elações, é preciso é estar aberto à vida e a sair da linha que parece fechar-nos num estilo sem saída possível.
 
É mais fácil encontrar um grupo de pessoas a comentar a vida alheia ou uma notícia que viu na comunicação social do que a falar de outras questões muito pertinentes, mas pouco abordadas, como os problemas ambientais, a importância de ter mais tempo com os nossos filhos e de sermos melhores cidadãos. Tal acontece porque estamos muito presos à linha dos media e pouco ligados ao ser humano e ao seu papel no mundo, mas cabe a cada um de nós modificar isso nos pequenos encontros que travamos com outras pessoas. Cada um de nós pode dar um contributo para alargar os horizontes do outro e estabelecer conversas mais agradáveis e abrangentes. Não temos de falar todos do mesmo. Podemos marcar a nossa posição mostrando a nossa capacidade de falar acerca de um livro que lemos, por exemplo.
 
Sem nos apercebermos, vamos ficando demasiado presos a estilos que se foram instalando na nossa sociedade. Todos temos de falar de futebol para sermos aceites, falar de figuras públicas e outros temas relacionados, porquê? Muitas vezes para nos sentirmos frustrados com as saídas e os encontros sociais. Devemos procurar outros locais, estar abertos a outros grupos e a novos temas para sentirmos mais momentos de felicidade a partir da novidade. O nosso cérebro também gosta de novidades, por isso, em vez de “lhe darmos” a vida alheia como alimento, podemos dar-lhe outros conteúdos mais interessantes que tenhamos colhido numa formação, numa conferência, etc., isso é evoluir, é crescer, é sair da rotina e da tal linha dos media de que falei anteriormente.
 
Estamos demasiado focados no “ter” e menos no “ser” e isso faz com que andemos em onda gigante atrás dos mesmos conteúdos porque temos medo de estar fora de moda e desintegrados de um grupo, mas podemos dar sempre o nosso contributo: falar das noticias, mas conduzir o assunto para outros temas também interessantes e sobre os quais gostemos de conversar, pois isso também gera felicidade: mostrar a nossa opinião, falar de coisas agradáveis, dar sugestões interessantes. Isso enriquece-nos enquanto nos torna mais pessoas e mais felizes. Já agora, não perca uma oportunidade para ser feliz. Acorde com esse objetivo de ser pelo menos uma hora feliz por dia e faça o que puder para o concretizar. Em pouco tempo, terá muitos mais momentos de felicidade do que julgava ser possível e, lembre-se, tenha uma ambição moderada, pois isso permite que se surpreenda com os resultados. 
 
Encare a felicidade como um exercício físico em que se treina meia hora por dia e… deixe-se arrastar por essa boa sensação!
 
Fátima Fernandes
 
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