A Comissão para a Sustentabilidade Hidroagrícola do Algarve (CSHA), que reúne mais de mil entidades e agricultores algarvios, apresenta um conjunto de reivindicações urgentes para mitigar a crise hídrica na região, que será entregue à CCDR Algarve e ao próximo Governo eleito, e anuncia a mobilização dos agricultores para um protesto de rua marcado para dia 8 de março. Este protesto será feito sob a forma de uma marcha lenta na EN125, das 09:00 às 14:00, entre as rotundas de Maritenda e das Quatro Estradas, no concelho de Loulé.
A CSHA foi formada em janeiro, após o anúncio do corte do fornecimento de água no Algarve, e desde então, a comissão tem-se mobilizado para alertar para as dificuldades que as medidas representam para a produção agrícola da região.
A Comissão desenvolveu um dossier de reivindicações que pretende alertar o próximo Governo para os problemas estruturais hídricos no Algarve, assim como para a sobrevivência deste setor para a economia algarvia. O dossier está dividido em dois setores principais: a crise hídrica e o estado atual do Ministério de Agricultura.
Em síntese, a CSHA apresenta soluções para a redução das perdas de água, o aumento da capacidade de armazenamento de água (em barragens, águas residuais tratadas, dessalinizadora, aquíferos do Algarve), apela a cortes equitativos na utilização de água, recorda a suspensão de novos investimentos nesta área, sugere uma campanha de informação junto da população, a atualização dos títulos das captações subterrâneas, e defende a insuficiência dos apoios apresentados pelo governo. Reforça que, como a pluviosidade das últimas semanas ultrapassou as estimativas do Governo, todo o volume encaixado superior ao estimado deve ser direcionado para aliviar os cortes impostos à agricultura.
Exige ainda a reestruturação do Ministério da Agricultura, com uma menor carga burocrática e pressão fiscal, e a reinstalação das Direções Regionais de Agricultura e Pescas.