De acordo com os dados preliminares da atividade turística divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no ano passado os proveitos totais do setor (resultantes de toda a atividade do estabelecimento hoteleiro) ultrapassaram, pela primeira vez, os 7.000 milhões de euros, atingindo 7.200 milhões (+7,2% face a 2024).
Já os proveitos relativos a aposento (apenas referentes às dormidas) totalizaram 5.500 milhões de euros (+6,8%).
Em 2025 face a 2024, o INE dá conta de uma aceleração do crescimento das dormidas dos residentes (+5,4%; +2,2% em 2024) e de um abrandamento nas dos não residentes (+0,8%; +4,9% em 2024).
Ainda assim, as dormidas de não residentes predominaram (69,4% do total), atingindo 57,0 milhões, enquanto as dos residentes (30,6% do total) totalizaram 25,1 milhões.
Face a 2024, o INE destaca a diminuição registada na dependência dos mercados externos (que foi de 70,3% em 2024).
Segundo salienta, “desde 2015, apenas no período entre 2020 e 2022, fortemente marcado pela pandemia de covid-19, se observaram níveis de dependência dos mercados externos inferiores aos registados em 2025”.
No ano passado, o Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor, representando 17,7% das dormidas de não residentes, apesar de uma diminuição de 1,5%.
Seguiram-se os mercados alemão (11,3% do total), norte-americano (9,6% do total), espanhol (9,1% do total) e francês (7,4% do total).
Ainda entre os principais mercados, o canadiano (+5,8%) e o norte-americano (+4,9%) destacaram-se pelos maiores crescimentos, enquanto os mercados francês e espanhol registaram as maiores reduções (-7,0% e -5,2%, respetivamente).
Em 2025, todas as regiões aumentaram as dormidas, com as maiores subidas a ocorrerem no Alentejo (+6,3%), na Península de Setúbal (+4,7%) e no Norte (+4,5%).
O Algarve concentrou 25,4% do total das dormidas em 2025, seguindo-se a Grande Lisboa (23,9% do total) e o Norte (18,0%).
O Norte foi o principal destino dos residentes (21,7% das dormidas de residentes), seguido do Algarve (19,2% do total).
Já as dormidas de não residentes concentraram-se, essencialmente, no Algarve (28,1% do total de dormidas de não residentes) e na Grande Lisboa (28,0% do total).
No Centro e no Alentejo predominaram as dormidas de residentes (68,2% e 66,8%, respetivamente), enquanto nas restantes regiões as dormidas de não residentes foram dominantes.
De acordo com o INE, a Região Autónoma da Madeira e a Grande Lisboa foram as mais dependentes dos mercados externos, que representaram 82,5% e 81,4% do total de dormidas em 2025, respetivamente.
Considerando apenas o mês de dezembro de 2025, o setor do alojamento turístico registou 1,9 milhões de hóspedes (+4,4%) e 4,3 milhões de dormidas (+3,0%).
Estes resultados traduziram-se em 335,9 milhões de euros de proveitos totais e 236,0 milhões de euros de proveitos de aposento (+6,6% e +5,7%, respetivamente).
O acréscimo das dormidas resultou de contributos positivos quer dos residentes, cujas dormidas subiram 6,0% (+0,8% em novembro) para 1,7 milhões, quer dos não residentes, que aumentaram 1,1% (após +0,6% em novembro) para 2,6 milhões.
Entre os 10 principais mercados emissores em dezembro, o canadiano destacou-se novamente com o maior crescimento (+10,3%), enquanto o francês registou o maior decréscimo (-11,0%).
No mesmo mês, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 38,9 euros (+1,2%) e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 99,7 euros (+2,3%).