O atleta de Armação de Pêra foi o mais rápido da competição na prova dos 60 metros barreiras com o tempo de 8,13 segundos, garantindo os 8 pontos máximos para o seu clube. Já em janeiro, na mesma pista, o armacenense fixou um novo recorde nacional da Guiné-Bissau e igualou o recorde regional de Viana do Castelo com a marca de 8,10 segundos.
A luta pela subida à primeira divisão foi decidida no detalhe: o Olímpico Vianense terminou a competição com os mesmos 76 pontos que o líder CPT Sobral de Ceira. O desempate foi favorável ao clube de Coimbra pelo número de vitórias individuais (6 contra 2). O CAOV integra agora o restrito grupo dos oito melhores clubes de Portugal no Atletismo em Pista Curta.
Formado na Associação Académica da Bela Vista (Algarve), o atleta mudou-se para Viana do Castelo em 2024 e tem sido um dos atletas em destaque do CAOV. O seu percurso recente no atletismo inclui a medalha de bronze nos Campeonatos de Portugal na época passada e a participação histórica nos Mundiais de Tóquio em setembro de 2025 com as cores da Guiné-Bissau.
No momento da consagração, Usumane Djumo fez questão de partilhar o mérito: "Esta vitória é de toda a equipa, mas quero deixar um agradecimento muito especial ao meu treinador José Barros e ao presidente do CAOV, Fernando Alves, por toda a confiança que depositam em mim diariamente".
De acordo com os rankings e resultados internacionais recentes, o Usumane Djumo consolidou-se em 2025 como um dos oito melhores atletas africanos nos 110 metros barreiras, o que torna a sua ambição de chegar às medalhas no Campeonato Africano de Atletismo de 2026 (a realizar-se este ano em Acra, no Gana) ainda mais realista. "Agora o foco vira-se também para a época ao ar livre, onde quero continuar a melhorar as minhas marcas e chegar na melhor forma possível aos Campeonatos Africanos de Atletismo. Sendo atualmente um dos oito melhores africanos nos 110 metros barreiras, o meu grande objetivo é lutar por um lugar no pódio; o meu sonho é conquistar essa medalha e levar, pessoalmente, o troféu à Guiné-Bissau como prova do valor do povo guineense."