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Algfuturo diz que dependência do Algarve em 80% do turismo e 50% do mercado britânico traduz-se em "permanente e elevado risco"

Algfuturo diz que dependência do Algarve em 80% do turismo e 50% do mercado britânico traduz-se em "permanente e elevado risco"
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13-03-2019 - 11:31
A constatação de que o Algarve é a região mais periférica da península Ibérica e de que a sua vida económica e social assenta na quase totalidade nos fluxos turísticos remeteu para a conclusão de que a região embora tenha "grande potencial" e registe períodos de "pujante produção de riqueza e criação de emprego", tem profundas debilidades, e está em permanente e elevado risco, bastando para tal uma queda significativa de dormidas.
 
Conclusão que levou à reflexão na reunião desta segunda-feira entre uma delegação de deputados do PSD pelo Circulo de Faro e a Associação Algfuturo - União Empresarial do Algarve.
 
Na mesma reflexão o presidente da Algafuturo, José Vitorino, apresentou estudos da associação, que mostram que em 2017 cerca de 80% do Valor Acrescentado Bruto da região, está direta e indiretamente ligado ao turismo, «numa dependência muito perigosa que pode provocar um "tsunami" na economia e sociedade», apontando que a agricultura, pescas e industria «têm pouca expressão na região, sendo grande o abandono do interior e serra».
 
Houve consenso das partes de que a ideia de que o Algarve é uma região privilegiada, estável e sem grandes carências é errada, "sendo fundamental apresentar ao país o que verdadeiramente se passa, tal como cada uma das outras regiões o deverá fazer, como forma de gerar solidariedades e ter soluções específicas para cada uma", frisa nota da Algfuturo.
 
Foi ainda aflorado o problema da sazonalidade no Algarve, "sendo necessário assegurar a sobrevivência de fluxos regulares significativos e mercados de origem diversificados, sem dependências na ordem dos 50% com um mercado, neste caso britânico, com os perigos que o Brexit agora mostra".
 
Concluiu-se que estando Algarve próximo da Comunidade Autónoma de Andaluzia, com os seus 8,5 milhões de habitantes, com as principais cidades até mais próximas que Lisboa e Porto, defendeu-se a liberdade de circulação dos andaluzes sem obstáculos de pagamentos na Via do Infante.
 
A mesma nota da Algfuturo adianta que numa perspetiva estratégica, os deputados do PSD, manifestaram preocupações face ao Plano Nacional de Investimentos e Programa Nacional de Ordenamento do Território, no âmbito do QREN 20/30, "em que não é garantido para o Algarve, nomeadamente o Hospital Central do Algarve, Barragens, Sistema de Mobilidade Estruturante na região, ligação ferroviária a Andaluzia, ou um programa especial de apoio público para a terceira idade no Algarve".
 
Mereceu atenção o incêndio de Monchique, havendo consenso que pela dimensão das suas consequências imediatas e de prazo, "justificam-se dispositivos legais específicos e vultosas verbas para alicerçar o futuro e que passados seis meses tardam, esperando-se que possam ser apresentados no âmbito do Plano Estratégico oficial".
 
As pescas também não ficaram esquecidas "em particular pela urgência de travar de imediato as descargas ilegais de dejetos humanos na Ria Formosa (nomeadamente na zona Faro/Olhão), que além de problemas de ambiente, imagem e saúde pública, pode pôr em causa a atividade de meia centena de embarcações da pesca da ganchorra".
 
A taxa turística foi finalmente abordada, "face às incertezas do setor, no que respeita às empresas mais pequenas do alojamento local, apontou-se que as autarquias não têm o sistema informático preparado para os respetivos procedimentos".
 
Participaram nesta reunião os deputados José Carlos Barros e Cristóvão Norte e o Presidente e dirigentes da Algfuturo, no quadro das audiências solicitadas a todos os Grupos Parlamentares e outras entidades no contexto da eleição dos novos Órgãos Sociais da associação.
 
 
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