A Biblioteca Municipal de Tavira recebeu no último fim de semana, um debate sobre a problemática da água no Algarve, iniciativa conjunta da Universidade do Algarve e da Associação Algfuturo.
A sessão que foi presidida pela Presidente da Câmara Municipal de Tavira, Paula Martins, teve José Vitorino como representante da Comissão Organizadora e Dinis Faísca, a representar o Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim.
Segundo nota da Algfuturo, a participação foi aberta a todas as opiniões, «tendo o debate sido caracterizado por uma certa revolta dos participantes», por existirem várias soluções para o abastecimento de água, «mas que no último meio século foi tudo muito lento e incompleto e na última década não se avançou praticamente nada no aumento da água disponível, (apesar dos grandes aumentos de consumo)».
Foi consensual que a barragem da Foupana e as pequenas e médias barragens na zona serrana, foram adiadas. Já o combate rápido às roturas foi outra questão levantada, «sendo necessário preparar de imediato projetos e ser disponibilizadas verbas para desencadear obras a todo o gás para responder à eventual falta de água», explica a mesma nota.
Se poupar água é fundamental, ficou assente que «o Plano Global Integrado para os Recursos Hídricos do Algarve não pode comprometer o abastecimento em geral, nem o turismo, nem a diversificação do tecido produtivo, em particular na agricultura. Por outro lado, aos agricultores, devidamente organizados, devem ser atribuídas competências mais alargadas na gestão das barragens com água para fins agrícolas».
Na mesma troca de ideias foi recomendado à Comissão Organizadora que «sublinhe perante os turistas e investidores que o Algarve tem recursos potenciais para as necessidades».
De acordo com a Algfuturo, as várias soluções e medidas abordadas serão apresentadas às entidades públicas e «oportunamente divulgadas».