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Antes só do que numa relação de dependência!
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Esta cada vez mais na ordem do dia a ideia de que o amor se quer em liberdade, ainda que nos seja difícil compreender o que isso quer dizer na prática.
 
É muito simples, viver um amor em liberdade implica que quem ama saiba as razões pelas quais gosta daquela pessoa, sem perder de vista o seu amor próprio e autoestima. No fundo, amar resulta de um equilíbrio entre o amor que temos por nós próprios e o amor que temos para dar a outra pessoa. Sabendo disso, damos e recebemos para nos manter em equilíbrio. Há vezes em que precisamos de dar mais atenção a nós próprios e por isso andamos mais distantes, há momentos em que estamos em plena sintonia com a outra pessoa e conseguimos viver momentos de muita intensidade. Isto é amor em liberdade!.
 
Ambos os parceiros devem entender que, uma relação se constrói com as diferenças de cada um dos elementos dessa parceria, dando ênfase aos pontos em comum, já que é isso que faz desenvolver os sentimentos entre duas pessoas. Cada elemento dá o que é e o que tem e, juntos constroem um plano de vida cada vez maior.
 
Longe vão os tempos em que se acreditava na ideia das duas metades que se juntam e formam uma só. Essa teoria acabou por acarretar muita dependência e arrasar os relacionamentos. Sabendo isso, temos de encontrar novas formas de estar, de ser, de pensar e de sentir e o centro é o indivíduo que se mostra e dá o que pretende ao outro. Juntos vivem muitos momentos de entrega emocional em que quase se fundem um no outro, mas depois cada um se assume com as suas qualidades e diferenças que é isso que enriquece as relações.
 
E, naturalmente o amor desenvolve-se, com esse respeito, com a sensibilidade e compreensão para com o outro. Tratamos bem quem nos trata bem, pelo que jamais vamos ficar acorrentados a alguém que nos exige que demos provas dos nossos sentimentos só porque não é capaz de aceitar o que temos para lhe dar. Há pessoas que querem tanto do outro que não conseguem ver o que ele lhes dá. Estas pessoas não estão bem com a sua autoestima e autoconfiança, pelo que precisam de ajuda, não de ter alguém a sofrer ao seu lado só para não estarem sozinhas.
 
É um erro grave estar com alguém que nos trata mal só para não estarmos sozinhos, só para que a sociedade não nos critique e daí por diante. Estamos com alguém numa parceira amorosa gratificante, alguém que nos ame, que nós amemos e com quem possamos construir um plano de vida e partilhar momentos de felicidade. É esta estrutura que nos dá força para os momentos menos felizes e que nos faz alavancar a energia e os sentimentos sempre que necessário.
 
O amor quer-se tanto em liberdade que se pode afirmar que não há amor quando não temos liberdade para sentir e para expressar os nossos sentimentos. A sociedade foi-nos limitando a ação com as suas crenças e mitos e acabamos por só estar com alguém para mostrarmos aos outros que temos companhia, quando isso é um erro gravíssimo. Temos de estar numa relação por prazer, com sentimentos verdadeiros, ouvindo o nosso eu inteiro. Se o outro está recetivo, não precisa de estar sempre a dizê-lo e a dar provas, sente-se que o amor é recíproco. Não se esqueça de que todos temos uma forte inteligência amorosa e que nos é muito fácil saber se aquela pessoa gosta de nós ou não, tal como sabemos muito bem o que sentimos pelo outro.
 
Muitas vezes estamos é tão ocupados com o que a sociedade pensa e espera de nós que não nos ouvimos. Acredite mais em si, acredite mais nos seus sentimentos, ame mais e vai perceber que é muito amado também! Viva o amor em liberdade e com intensidade, alimente esse sentimento carinhosamente e goste muito de si, pois é essa estima por nós próprios que não permite que estejamos numa relação tóxica e que consigamos atrair melhores pessoas para a nossa vida. Nunca se esqueça de reservar um tempo diário para si e, quando estiver apaixonado por alguém, ainda mais deve olhar para si também, pois só assim não irá sufocar o outro e correr o risco de se dar excessivamente. Preze a sua liberdade em troca dela, essa é a chave para viver uma relação sem dependência de qualquer espécie.
 
Fátima Fernandes
 
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