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Aprendemos muito com os outros, mas há que construir a nossa opinião
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O ser humano desenvolve-se no meio de humanos e recebe influências seja da sua família nuclear, alargada, de amigos, colegas e dos grupos onde está inserido. Este processo é tão normal e natural que, por vezes nem pensamos na importância que o mesmo representa na nossa vida pessoal e social.
 
De facto, aprendemos através dos outros a construir a nossa personalidade, os nossos valores, sentimentos e pensamentos. Somos o produto de todas essas aprendizagens e, aos poucos, temos de ir afirmando a nossa posição, expressando os nossos gostos e vontades, sem esquecer os nossos valores.
 
Os filhos aprendem com os pais, mas isso não quer dizer que não possam colocar em causa muitos dos seus exemplos e ensinamentos. Como dizia Roberto Shinyashiki, autor do livro "A Coragem de Confiar", os filhos não têm de repetir nem os mesmos erros, nem o mesmo percurso dos pais. Podem e devem seguir aquilo que lhes parece mais correto, mas têm de desenvolver coragem e capacidade para desafiar os seus próprios conhecimentos. Sem esta postura perante a vida e o saber de cada um, não haveria evolução.
 
Para este psiquiatra, se os filhos não arriscarem fazer a diferença e confiarem nos seus conhecimentos e aprendizagens, acabam por imitar aquilo que não os satisfaz e que não os faz felizes. Nesse sentido, é preciso acreditar em algo novo, apreciar novos exemplos e modelos de comportamento de outras pessoas para que, no seu conjunto, saibamos construir o nosso próprio conhecimento, a nossa criatividade, a nossa forma de bem-estar e de felicidade.
 
É na diversidade que está o sucesso. Ao aprendermos que não temos de imitar o casamento dos nossos pais, conseguimos certamente encontrar formas muito mais felizes e livres de amar e de ser amados. Tenhamos em mente que, nas ultimas quatro ou cinco décadas, a mulher era a escrava do marido e este era o homem forte da casa. Hoje a mulher trabalha em pé de igualdade ao homem, merece amar e ser amada e, acima de tudo, ser respeitada pela sua profissão, pelo seu casamento, por ser mãe e daí por diante. Se todas as mulheres se tivessem limitado a imitar as mães, certamente que não teríamos este progresso. O mesmo se passa com o mundo dos homens… se todos tivessem mantido a postura de agressores perante as mulheres, certamente que não teríamos homens bem sucedidos nos negócios e ainda menos no casamento.
 
Quer isto dizer que, não devemos aceitar tudo o que nos aparece como a última verdade e aquilo que é absolutamente certo. A vida é uma aprendizagem e temos de acreditar que, quando algo nos corre menos bem, temos oportunidade de reformular e de fazer melhor. Temos liberdade para procurar novos saberes e acreditar nas nossas capacidades. A partir daí, como diria o psiquiatra autor da obra A Coragem de Confiar, temos de deixar para trás aquilo que sabemos que não queremos e darmo-nos oportunidade de inovar e de descobrir algo novo.
 
A exemplo do mesmo autor, podemos comparar um casal que teve dois filhos. Um foi estudar para outra cidade e conquistou a profissão dos seus sonhos. O outro ficou perto dos pais que viviam um casamento terrível, baseado na agressão e no alcoolismo. Este segundo filho imitou os pais e acabou por cair no vício do álcool, não encontrou um emprego e ficou dependente dos pais. Vale a pena seguir todos os exemplos a que assistimos, ou é muito mais produtivo confiar em nós mesmos, despertos para aprender mais e procurar vários exemplos de vida?
 
É neste sentido que é muito importante permitir que os nossos filhos experimentem a vida, que descubram melhores pessoas, outros exemplos para que saibam diferenciar o que está certo e o que está certo, para que pensem, para que tenham a sua opinião e assumam uma posição no mundo.
 
E, não nos podemos esquecer que, foi por acaso que ocorreram a maior parte das descobertas a que assistimos hoje, por isso, já dizia Stefan Klein na sua obra Como o acaso comanda as nossas vidas que, por muito que façamos planos e que queiramos ter tudo certo e à nossa medida, o acaso acaba por dar sempre um novo sentido a qualquer situação, razão pela qual devemos estar dispostos para aprender, para testar, para pensar e analisar, pois vão sempre surgir-nos novas respostas e novas soluções para os nossos problemas.
 
Fátima Fernandes
 
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