Economia

Área de Acolhimento Empresarial de Lagos integra nova geração de infraestruturas apoiadas pelo PRR

A Área de Acolhimento Empresarial de Lagos integra o plano de investimentos a financiar pelo PRR - Plano de Recuperação e Resiliência.

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Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR), o aviso publicado a 30 de junho de 2021 no portal da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, tem em vista apoiar Áreas de Acolhimento Empresarial (AAE) na sua reconversão, para uma dimensão mais resiliente, mais verde e mais digital, tendo sido definido um procedimento de seleção em duas fases.
 
A primeira fase constituiu um processo aberto e competitivo de manifestação de interesse, após o que o júri constituído pelas cinco CCDR e verificadas as condições previstas, propôs a lista final de promotores aptos a passar à segunda fase.
 
Entre as candidaturas apresentadas, e depois dos resultados apurados na primeira fase, o júri procedeu à hierarquização de 21 candidaturas, tendo em vista identificar as que reúnissem condições para serem selecionadas para apoio.
 
A candidatura do Município de Lagos foi na região a única com avaliação de mérito do projeto, tendo ficado posicionada dentro do limite de operações a financiar para o conjunto do país e por região, constando do projeto de decisão final com uma proposta de financiamento no valor aproximado de 4,14 milhões de euros.
 
Em concreto, a CCDR Algarve descreve que a candidatura apresentada pelo Município de Lagos «demonstrou ter a capacidade para fornecer as necessidades de consumo das empresas instaladas na AAE e, de modo integrado, a utilização do excedente de energia no sistema de carregamento elétrico de viaturas e na alimentação dos sistemas de comunicação 5G e equipamentos contra incêndios».
 
A Área Empresarial de Lagos encontra-se localizada numa área com uma envolvente marcadamente florestal e rural, nas proximidades do perímetro florestal do Barão de S. João, e não dispõe ainda de qualquer tipo de mecanismo de prevenção global contra incêndios pelo que as intervenções previstas para reduzir o risco de incêndio são bastante diversificadas e formam um conjunto interligado de soluções “inteligentes” que poderão ser replicadas para outras AAE do país.
 
Como salienta o Município de Lagos na sua candidatura a fundamentação baseia-se “nos impactos ambientais e energéticos altamente positivos no médio-longo prazo, da maior atratividade do território em termos empresariais, dum ecossistema natural e biodiversidade mais protegido de incêndios rurais e de um ambiente social e demográfico mais favorável à qualidade de vida”.