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As 10 crenças que moldam a personalidade sem nos darmos conta

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As crenças que temos sobre determinados assuntos estão relacionadas com as nossas experiências e história de vida.

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De acordo com um artigo da revista «A Mente é Maravilhosa», as crenças são parte fundamental do ser humano e desenvolvem-se ao longo da vida em função das experiências, da cultura onde estamos inseridos, do ambiente familiar, do contexto social, entre outros, e acabam por determinar as nossas escolhas, decisões e modo de ser.

As crenças moldam a forma como pensamos, sentimos e como nos apresentamos em sociedade e, em certa medida, determinam muitos dos nossos comportamentos e escolhas. Desde a ideia preconcebida de um assunto que damos como certo ao receio de fazer algo porque alguém criticou, a verdade é que as crenças moldam a nossa personalidade e limitam-nos até que consigamos entender o que está por detrás de muitos dos nossos pensamentos e modos de agir e reagir.

Segundo a psicologia, as principais crenças que moldam a nossa personalidade organizam-se deste modo:

1. Limitantes

São os julgamentos injustificados que fazemos sobre nós mesmos e que nos impedem de atingir todo o nosso potencial. Eis alguns exemplos: «Não sou capaz», «Não tenho dinheiro e nunca vou conseguir comprar isso», «Ninguém gosta de mim, não sou atraente».

2. Potenciadoras

Estas crenças motivam-nos a lutar pelos nossos objetivos e estimulam o desenvolvimento pessoal. São convicções que nos dão a confiança necessária para enfrentar as dificuldades que podem surgir, além de ativarem a nossa resiliência e mentalidade positiva. Estas são algumas crenças que nos fortalecem: «Sei que terei sucesso na escola se estudar», «Acredito que a pessoa dos meus sonhos surgirá a seu tempo», «Se trabalhar melhor, mais cedo ou mais tarde, serei recompensado».

De acordo com um estudo publicado no Journal of Education in Values, aquilo em que acreditamos tem o poder de construir ou destruir a nossa autoestima e autoconfiança. Assim, ao trabalhar crenças fortalecedoras todos os dias, promovemos as nossas capacidades e desenvolvimento pessoal.

3. Familiares

Cada família é um universo de crenças e valores que são partilhados de geração em geração. Essas ideias são amplamente influenciadas pela educação, pela cultura e pela maneira como os desafios são enfrentados.

No entanto, é preciso ter em conta que «nem todas as crenças familiares são positivas ou fortalecedoras, muito pelo contrário, podem destruir-nos a autoestima e a autoconfiança».

Assim, é essencial questionar as crenças familiares e admitir que «O trabalho honesto vale sempre a pena», mas que «Nunca serás nada na vida» não nos ajuda ou encoraja a sermos bem-sucedidos.

4. Culturais

Estas crenças referem-se às ideias e valores que damos como garantidos na sociedade a que pertencemos. Algumas promovem a igualdade, a solidariedade e o bem-estar. Outras podem perpetuar preconceitos, desigualdade ou violência.

As crenças culturais incluem normas sobre como um homem ou uma mulher deve comportar-se, quais são as expectativas de sucesso pessoal e familiar ou o que é esperado num relacionamento romântico e também podem condicionar a posição política, o acesso aos nossos direitos, entre outros que podem restringir o nosso conceito de bem-estar.

5. Religiosas

Seja qual for a religião ou credo que pratiquemos, as ideias são transmitidas por meio de textos sagrados, rituais e tradições e variam amplamente entre diferentes religiões e culturas.

No entanto, há crenças religiosas que não têm um impacto favorável na sociedade, porque só geram discurso de ódio e violência alimentados pelo fanatismo e aí temos de fazer escolhas, sob pena de não estarmos alinhados com o propósito de uma religião ou alimento espiritual.

6. Morais ou normativas

São ideias que nos dizem o que é certo e o que é errado com base nos nossos valores. Por exemplo, desde a infância, os pais incutem nos filhos regras como «não mintas», «não roubes» ou «trata os demais com respeito», que ajudam a orientar as crianças a tomar boas decisões todos os dias. Estas crenças normalmente mudam com o tempo e adaptam-se a cada contexto de vida.

7. Transmitidas pela educação

As crenças que adquirimos na escola e depois na universidade podem influenciar a nossa mentalidade, autoestima e aspirações, e tornar-nos conscientes de problemas sociais. Estas crenças podem ser úteis quando recebemos mensagens positivas e limitantes quando somos criticados de forma destrutiva.

8. Limitadas pela experiência

A experiência pode fazer-nos generalizar uma situação do passado e transformá-la numa regra. Alguém que passou por uma situação difícil tende a acreditar que a mesma se irá repetir noutros contextos como é o caso, por exemplo, de uma infidelidade, um negócio falhado ou outro episódio destrutivo que ocorra, mas isso não corresponde à realidade se mudarmos a nossa forma de pensar.

9. Científicas

São crenças baseadas em estudos, evidências e testes verificáveis que nos permitem explicar e dar significado a determinados fenómenos. Incluem o impacto das alterações climáticas, a eficácia de vacinas e medicamentos, ou a evolução das espécies. No entanto, há pessoas que colocam em causa os dados científicos porque defendem outro tipo de crenças pelo seu contexto e educação.

10. Populares

Estas crenças são opostas às científicas porque baseiam-se em superstições ou tradições orais transmitidas de geração em geração. Algumas são inofensivas, mas outras podem acarretar riscos.

O artigo da revista «A Mente é Maravilhosa» alerta para o facto de as crenças poderem causar distorções no nosso pensamento, o que pode prejudicar a nossa autoimagem e as emoções. Com o tempo, essas crenças são percebidas como verdades absolutas que afetam as nossas escolhas e o bem-estar. Nesse sentido, é essencial questionar as nossas crenças e avaliar até que ponto estamos mais ou menos conectados com a realidade e com o nosso grau de satisfação para com a vida e com o que realmente somos.