Numa carta aberta dirigida ao presidente da Câmara, António Pina, aprovada em Assembleia de Sócios realizada a 29 de outubro, a associação considera que o espaço alternativo não corresponde às suas necessidades, por ser privado, ter uma permanência limitada no tempo e não permitir acolher todas as valências da instituição.
A ARCM contesta ainda o alarme criado pelas notícias sobre o relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), sublinhando que este não determina o encerramento da instituição, mas refere que poderá ser ponderada uma suspensão temporária das atividades caso seja necessário garantir as condições de segurança e salubridade.
A associação reconhece os problemas identificados no edifício e afirma já ter iniciado algumas intervenções, dentro das suas possibilidades. Contudo, considera que cabe também ao Município, enquanto proprietário, realizar as obras necessárias, nomeadamente a reparação do telhado, apontado como origem das infiltrações que afetam o primeiro piso.
Na carta, a ARCM afirma que, ao longo dos 12 anos em que ocupa o imóvel, a Câmara não realizou qualquer intervenção e apela a uma solução conjunta que permita resolver os problemas identificados e garantir a continuidade das atividades da associação.