Cultura

Associação de Músicos pede solução “estável e duradoura” para sede em Faro

Foto - Algarve Primeiro
Foto - Algarve Primeiro  
A associação de músicos (ARCM) pediu à Câmara de Faro uma solução “estável, segura e duradoura” para as instalações que ocupa na Fábrica da Cerveja, um edifício degradado e com problemas de segurança, anunciou hoje esta associação.

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O apelo foi feito pela ARCM ao presidente do município em reunião, na passada terça-feira, considerando que “os problemas legais, técnicos e de segurança dependem da intervenção do proprietário do imóvel”, ou seja, a autarquia, revelou a associação em comunicado.

A Fábrica da Cerveja é um edifício histórico e acolhe várias entidades ligadas à criação artística e à programação cultural. Na última semana, o Movimento pela Fábrica criou uma petição ‘online’ para manter o edifício na esfera pública.

Na passada terça-feira, o presidente da Câmara de Faro disse à Lusa que existem outras propostas para a utilização do imóvel e manifestou-se preocupado com o estado de degradação do edifício.

António Miguel Pina argumentou, na ocasião, que existe um relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a recomendar o encerramento do espaço por falta de licenciamento.

Segundo a ARCM, a Câmara já apresentou dois projetos para o edifício, um dos quais no âmbito da candidatura Faro Capital Nacional da Cultura 2027, no qual foi prometida a integração de um espaço para a associação.

Considerando que é “essencial que o compromisso seja mantido”, a associação refere que o processo tem sido “naturalmente perturbado” pela mudança de executivo municipal, mas garante não pretender “criar qualquer conflito institucional”.

Ao mesmo tempo, a ARCM diz estar a colaborar com a ANEPC, mas sublinha que a regularização plena do processo depende de documentos e intervenções que cabem ao proprietário, nomeadamente a licença de utilização e pequenas reparações na cobertura do edifício, agravadas por um inverno “excecionalmente pluvioso”.

A Associação de Músicos lembra que a sua atividade vai muito além da programação de eventos, integrando salas de ensaio, formação musical, ensino técnico, residências artísticas, projetos comunitários e parcerias com dezenas de entidades.

Por isso, defende, a cultura independente e a criação artística precisam de “espaço, estabilidade e reconhecimento”.