Em declarações à agência Lusa, o diretor executivo do Autódromo Internacional do Algarve, Jaime Costa, indicou que as expetativas da organização para esta edição da prova “são altas”, esperando “um grande crescimento [de público] face ao ano passado”.
“As vendas [de bilhetes] ainda não fecharam, porque vamos continuar a vender até domingo, mas acho que será fácil passar de 50 mil para 70 mil espetadores, na soma dos três dias” de competição, adiantou.
Assinalando que o número de espetadores nas Superbikes tem vindo a crescer nos últimos anos, Jaime Costa atribuiu o resultado ao “esforço de ‘marketing’” do empreendimento, a que se junta, este ano, o “efeito Miguel Oliveira”, que tem “um magnetismo próprio” que leva “um grande número de espetadores atrás”.
“Temos mais portugueses, em termos percentuais e absolutos, do que no ano passado, embora esta prova tenha sempre uma capacidade interessante de atração de público estrangeiro”, referiu, frisando que o crescimento de espetadores “é importante para a viabilidade financeira da prova”.
O diretor executivo do Autódromo Internacional do Algarve destacou que a prova “representa um esforço financeiro grande para o autódromo”, salientando que o acolhimento desta competição “tem custos de organização elevados”.
“É um investimento que fazemos porque traz outro tipo de visibilidade nos mercados internacionais, mas financeiramente é uma prova com um saldo negativo para nós”, assumiu, escusando-se a quantificar o prejuízo financeiro.
Jaime Costa assinalou que, a par do incremento de espetadores, também o impacto económico da prova do Mundial de Superbike na região deverá subir, perspetivando que passe de 30 milhões de euros, no ano passado, para 40 milhões, este ano.
“As pessoas têm que dormir mais noites na região, consumir mais nos restaurantes, vão mais à praia, vão a outros sítios onde consomem também. E, portanto, conseguimos dar à região um impacto económico bom nesta altura”, disse.
Lembrando que foi uma prova Superbike que inaugurou o autódromo, em 2008, o responsável manifestou a intenção de a administração do empreendimento manter este campeonato do mundo no Autódromo Internacional do Algarve.
“O nosso contrato termina em 2027 e a ideia é começar, nos próximos meses, a tratar de o renovar, porque é uma prova que acarinhamos”, com vista a continuar em Portimão pelo menos por mais três anos, revelou.
A logística da prova do Mundial de Superbike em Portimão envolve, no total, cerca de 20 mil pessoas, entre elementos das forças de segurança e Proteção Civil, bombeiros, voluntários, comissários, segurança, entre outras entidades.
O Autódromo Internacional do Algarve é palco, este fim de semana, da segunda ronda do Mundial de Superbike, com Miguel Oliveira (BMW) à procura de fazer história, caso seja o primeiro português a vencer uma corrida deste campeonato do mundo para motas derivadas de série.
As motas saíram para a pista esta manhã, num dia dedicado a treinos livres.
No sábado, disputa-se a qualificação e as primeiras corridas, a partir das 12:00. O domingo é reservado às corridas de superpole, de manhã, e às corridas principais, à tarde.