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Baixa Inteligência Emocional afeta a qualidade das relações
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A Inteligência Emocional constitui um ponto de equilíbrio essencial para o bem-estar individual e para a qualidade das relações que se vivem com os outros.
 
Ao entrepreneur.com, Travis Bradberry, apresentou os onze sinais que ilustram se a pessoa apresenta baixos níveis de Inteligência Emocional.
 
O autor do best-seller Emotional Intelligence 2.0 e referência mundial em Inteligência Emocional, ressalva, no entanto, que, o ser humano tem flutuações de humor, vive fases de maior ou menor desgaste e que, naturalmente não pode ser avaliado de forma rígida e direcionada para estes parâmetros, também porque não há ninguém que não hesite em algum momento, ou que não apresente sinais contrários, pelo que, a avaliação é feita a partir da predominância de comportamentos no quotidiano.
 
O autor clarifica que, “se apresentarmos estes sinais de forma regular, aí sim, é um grande indicador”.
 
Travis Bradberry afirma que, uma pessoa com baixo QE, entra em stress e ansiedade com muita facilidade.
 
“As pessoas com uma baixa inteligência emocional tendem a stressar-se rapidamente, pois não gerem de forma saudável as suas emoções e sobrecarregam aquilo que estão a sentir”. Como consequência, os sentimentos são rapidamente transformados em situações desconfortáveis, de tensão, stress e ansiedade.
 
Ao entrepreneur.com, o mesmo autor adianta que, uma pessoa com baixo QE, tem dificuldades em ser assertiva, isto porque pode reagir de forma passiva ou agressiva em determinadas situações.
 
Pelo contrário, pessoas com um QE elevado, “tendem a fazer um equilíbrio entre boas maneiras, empatia e bondade, com a habilidade de se manterem assertivos e estabelecerem limites em simultâneo”.
 
Pessoas com QE baixo, “apresentam vocabulário emocional limitado”. Na prática, a maioria das pessoas não consegue descrever as emoções que sente em cada momento. Só a experiência pode abrir caminhos para uma maior capacidade de expressão e de aceitação clara de cada sentimento.
 
Nunca é demais realçar que, as “emoções sem rótulo” geram mal entendidos nas relações com os outros, pois quando não descodificamos o que estamos a sentir, corremos o risco de acusar e optar por escolhas irracionais. Por muito que possa parecer doloroso, é bom assumir, o desejo, o amor, a compaixão, o medo e daí por diante, pois é a partir daí que se desenvolvem os tais mecanismos de controlo que nos ajudam a reagir melhor nas mais variadas circunstâncias.
 
De acordo com Travis Bradberry, “uma pessoa com baixo QE, tende a retirar conclusões precipitadas nas mais variadas situações, pelo que, assume uma postura defensiva”.
 
O mesmo especialista alerta que, “pessoas com baixo QE tendem a formar opiniões muito rapidamente e deixam-se levar por confirmações enviesadas, isto é, apenas registam as evidências que suportam as suas opiniões e ignoram todas as evidências que defendem o contrário”.
 
Como já seria de esperar, um outro ponto evidenciado nas pessoas com baixo QE é o rancor.
 
Na posição do mesmo entendido, “as emoções desagradáveis servem um propósito. Devemos senti-las, mas não devemos guardá-las e ruminar sobre elas, gerando rancor contra terceiros”.
 
A dificuldade ou incapacidade de se distanciar dos seus erros, é outro ponto fundamental a anotar em situações de baixo QE.
 
Segundo Travis Bradberry, “focarmo-nos nos nossos erros deixa-nos ansiosos e inseguros. Pessoas com elevado QE distanciam-se saudavelmente dos seus erros, mas não os esquecem”. Essa distância de segurança permite que esses erros estejam “à mão” de serem ajustados para se tornarem sucessos.
 
A sensação de incompreensão também é recorrente em pessoas com baixo QE, isto porque, é difícil transmitir as ideias com clareza e de forma que os outros as compreendam. 
 
Note-se que, a incompreensão também afeta as pessoas com elevado QE. As relações humanas são exigentes e devemos tentar, o mais possível, fazer chegar a nossa mensagem, tendo em conta que, dificilmente esta vai ser entendida ou interpretada tal como desejamos, mas isso também é um desafio a melhorar!
 
A pessoa com baixo QE, não conhece “os seus gatilhos” emocionais. 
 
Todos nós temos coisas que nos fazem “saltar a tampa”. Todos. Saber quais são essas coisas ajuda-nos a não nos deixarmos dominar por elas.
 
Aquele que nunca se zanga, não possui elevado QE!
 
“Existe uma ideia errada que as pessoas com elevada inteligência emocional não se zangam. Ser emocionalmente inteligente não é sobre ser boa pessoa, mas sim sobre gerir as nossas emoções para obter os melhores resultados possíveis”. Mascarar emoções não é genuíno, nem produtivo. Tentar mostrar sempre que não estamos zangados, não é uma forma saudável de trabalhar com as emoções. O que faz a diferença é a forma como se superam os problemas e se volta ao bem-estar emocional.
 
Os sentimentos são da nossa inteira responsabilidade, pelo que culpar os outros pela forma como nos sentimos, não só não é correto, como traduz uma facilidade na atribuição de culpas a terceiros. “Pessoas com elevada inteligência emocional responsabilizam-se pelas suas emoções. Ninguém nos pode fazer sentir algo, sem a nossa permissão. Podem influenciar e conduzir-nos até lá, claro, mas em última instância, essa reação parte da nossa ‘permissão’. Embora as emoções surjam de forma automática e inconsciente, temos a seguir a opção de escolher o que vamos fazer com elas”.
 
Uma pessoa que se ofende facilmente também se enquadra no grupo de baixa Inteligência Emocional, isto porque, pessoas com elevado QE são autoconfiantes e sabem rir-se delas próprias. Conseguem utilizar o humor em várias situações, reenquadrando muitos eventos que lhe ocorrem no dia-a-dia, sem se deixarem sentir ofendidas”.
 
Claro que em situações de ofensa verdadeira e rebaixamento, tomam decisões assertivas de forma a tentar resolver a situação, mas não guardam a “birra” como um escudo ou uma ferramenta de chamada de atenção.
 
Já foi evidenciado que, em relações humanas, ninguém se pode considerar “implacável”, muito menos sabedor de tudo ou quase tudo. O que este artigo alerta é para a necessidade de “dar a volta” aos sentimentos negativos, de forma a permitir que um conjunto de maus pensamentos e emoções negativas, se transformem em algo agradável e que sustente as relações com os outros de forma saudável.
 
No fundo, todos desejamos ser aceites, acarinhados e amados, mas através deste texto, percebemos claramente que, uma boa parte do que desejamos, depende de nós mesmos e da capacidade que desenvolvemos para nos corrigirmos. 
 
Claro que é sempre mais fácil colocar as culpas nas mãos dos outros, mas faz bem, de vez em quando, reconsiderar e até perceber que, algo também correu mal pela nossa própria ação. Não queremos repetir? Então só mesmo assumindo e dando lugar a algo novo na próxima experiência!
 
Fátima Fernandes
 
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