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BE fala em carência de enfermeiros e assistentes operacionais no Hospital de Faro

BE fala em carência de enfermeiros e assistentes operacionais no Hospital de Faro
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13-09-2018 - 07:44
O deputado João Vasconcelos, eleito pelo círculo do Algarve na lista do Bloco de Esquerda, questionou por escrito o Governo esta quarta-feira acerca da carência de enfermeiros e assistentes operacionais no Hospital de Faro, designadamente no serviço de cirurgia nascente (Serviço de Cirurgia 1 Nascente-Urologia-Oftalmologia).
 
O parlamentar bloquista quer saber se o Governo vai atuar e de que forma, para resolver, com urgência, as carências de enfermeiros e assistentes operacionais que se verificam atualmente no Serviço de Cirurgia Nascente do Hospital de Faro, e que medidas estão a ser tomadas para contratar profissionais em falta de forma a garantir uma melhor capacidade de resposta à comunidade hospitalar de Faro e em todo o Centro Hospitalar Universitário do Algarve.
 
Conforme adianta comunicado do BE, chegou recentemente ao conhecimento do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda que existe uma grande carência de pessoal de enfermagem e de assistentes operacionais no Serviço de Cirurgia Nascente (Serviço de Cirurgia 1 Nascente-Urologia-Oftalmologia), no Hospital de Faro. Este serviço de internamento tem capacidade para 39 doentes, verificando-se por vezes 1 a 2 doentes em macas extranumerárias, onde é notória a falta de privacidade e diminuição da segurança dos cuidados prestados.
 
A equipa de enfermagem é constituída atualmente por 32 elementos, mas 13 destes encontram-se ausentes: 6 por doença; 5 em licença de férias; 1 a 2 por licença de maternidade ou de paternidade, e 1 elemento por acidente de serviço. Assim, apenas se encontram no período normal de trabalho 19 enfermeiros. Só para os 3 turnos do dia são necessários 16 enfermeiros para assegurar a qualidade da prestação de cuidados em enfermagem. Mas é preciso ter em conta os períodos de descanso conforme estipula a legislação laboral. Desta forma, é necessário recorrer de forma sistemática ao trabalho extraordinário. No passado mês de agosto verificaram-se graves lacunas no serviço em causa, avança o mesmo deputado.
 
De acordo com as fórmulas de cálculo de Dotações Seguras dos Cuidados de Enfermagem indicadas pela Ordem dos Enfermeiros, seriam necessários 37 enfermeiros em período normal de trabalho, no serviço. Por outro lado, constata-se que no Relatório Mensal de Utilização de Pessoal de Enfermagem, referente a este serviço de internamento, foram contabilizadas no passado mês de julho 7 037,50 horas de HCN (horas de cuidados necessários) e 3 194,50 horas de HCP (horas de cuidados prestados), o que resultou numa taxa de utilização de 181,73%.
 
Perante esta realidade, a equipa de enfermagem considera "que dificilmente conseguirá manter a qualidade dos cuidados, e informa para a elevada probabilidade no aumento de efeitos adversos como úlceras por pressão, infeções associadas aos cuidados de saúde (infeção do local cirúrgico, infeção urinária em doente algaliado), episódios de quedas, erros de medicação, desvios no sistema de classificação de doentes por níveis de dependência, predisposição a acidentes de trabalho e burnout". Por outro lado, também se encontra fortemente comprometida a vigilância de doentes críticos internados (em particular nas primeiras 24 horas dos doentes submetidos a grandes cirurgias ou doentes com hemorragia ativa abundante). Também se encontra aquém das suas necessidades atuais a capacitação do doente e seu familiar para a autonomia em caso de ostomia de eliminação. Refira-se que este serviço de internamento foi nomeado recentemente como Centro de Referência para o Diagnóstico e Tratamento do Cancro Colo-Rectal, pode ler-se no mesmo documento do BE.
 
No serviço em causa também existe uma grande falta de assistentes operacionais. No mês de agosto, dos 12 elementos destacados para o serviço, apenas 6 se encontravam presentes no período normal de trabalho, sendo que 4 encontravam-se ausentes por doença e 2 em licença de férias. Perante tal situação, houve o recurso ao trabalho extraordinário. A agravar está também, a falta destes profissionais num turno de trabalho levando a que a atribuição de parte das suas funções seja exercida pelo pessoal de enfermagem.
 
Assim, a equipa de enfermagem do Serviço de Cirurgia Nascente da Unidade de Faro do Centro Hospitalar Universitário do Algarve conclui que não estão reunidas as condições adequadas à prestação dos cuidados de enfermagem com qualidade e segurança, pelo que irá definir prioridades, ou seja, prestar os cuidados mínimos até à resolução da situação exposta, e solicita o encerramento de camas, caso não se verifique o reforço imediato da equipa de enfermagem e assistentes operacionais.
 
 
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