O Bloco quer o apuramento de responsabilidades, porque como diz, a empresa municipal Ambifaro, criada em 1999, teve em três anos consecutivos (2015 a 2017) prejuízos, que obrigaram a uma auditoria, tendo a Assembleia Municipal constituído uma Comissão de Acompanhamento a essa auditoria, da qual fazem parte todos os partidos representados na Assembleia.
O Bloco de Esquerda refere em nota enviada à imprensa que para salvar financeiramente a Ambifaro, para além dos empréstimos bancários, o Executivo camarário aprovou uma proposta à Assembleia Municipal, para reintroduzir os parquímetros em Faro, revertendo os lucros para o reequilíbrio financeiro da Ambifaro, no entanto, os bloquistas defendem que a exploração dos parquímetros deveria ser entregue ao município e não a uma empresa "que já tinha revelado falta de condições para gerir a coisa pública".
Pela necessidade de se conhecer a realidade financeira da Ambifaro fez com que PS, CDU e BE votassem contra a proposta, a qual teria sido chumbada, "não fosse um membro do PS ter optado por fazer o jeito à direita", acrescenta a mesma nota.
Agora, a "bomba rebentou", diz o Bloco, - a propósito da PJ ter interrogado o Vice-Presidente da Autarquia e a Presidente da Ambifaro - "cabendo à justiça ir ao fundo das questões, e apurar as responsabilidades, se as houver".