Política

BE opõe-se à possível mudança de gestão da ULS Algarve

Foto - Algarve Primeiro
Foto - Algarve Primeiro  
O Secretariado da Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda do Algarve manifestou oposição à alegada intenção do Governo de entregar a gestão da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve à União das Misericórdias Portuguesas (UMP), na sequência de informações divulgadas pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS-FNAM).

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Segundo comunicado do Bloco, esta medida integraria uma nova vaga de parcerias no Serviço Nacional de Saúde (SNS), abrangendo os hospitais de Faro, Portimão e Lagos, bem como os centros de saúde da região, podendo abrir caminho à participação de entidades privadas na prestação de cuidados.

O partido considera que esta opção colocaria em causa o caráter público, universal e geral do SNS, podendo agravar a precariedade dos profissionais de saúde e prejudicar os utentes.

O Bloco diz saber que o Governo pretende avançar com uma nova vaga de Parecerias Público-Privadas (PPP) no Serviço Nacional de Saúde, podendo concorrer às concessões grupos privados de saúde e as instituições do setor social. O partido adianta que a UMP tem planos, para já, para concorrer às ULS de Braga e do Algarve, integrando esta última o novo Hospital Central no futuro. O BE entende que o objetivo do Governo é o de implementar estas e outras parcerias, nomeadamente com os Hospitais de Loures, Vila Franca de Xira, Amadora-Sintra e Garcia de Orta, o que significaria "uma autêntica razia para o SNS a nível nacional, cujos beneficiários serão os grupos privados de saúde e a União das Misericórdias Portuguesas", conforme regista o documento divulgado. 

O Bloco de Esquerda rejeita a entrega da gestão da ULS Algarve à UMP ou a qualquer entidade privada e defende o cumprimento da Lei de Bases da Saúde, sublinhando que o SNS deve continuar a ser o principal prestador de cuidados de saúde, cabendo aos setores privado e social um papel apenas complementar.

O partido espera que o Governo não provoque uma nova revisão da Lei de Bases da Saúde, aproveitando a maioria de direita de que dispõe a nível parlamentar.