Política

BE promete questionar o Governo após ter reunido com investigadores da Ualg e trabalhadores precários do IPMA

Reunião do Bloco de Esquerda com o Reitor da Ualg
Reunião do Bloco de Esquerda com o Reitor da Ualg  
Em comunicado, o Bloco de Esquerda Algarve faz saber que, no passado dia 12 de novembro reuniu-se com o Reitor da Universidade do Algarve e teve encontros com investigadores da UAlg e com precários do IPMA Algarve. Nestas reuniões participaram os deputados Luís Monteiro, pelo ensino superior, e João Vasconcelos, eleito pelo Algarve e o professor José Moreira, dirigente da concelhia do BE/Faro.

No mesmo comunicado, o BE refere que, a reunião com o Reitor da Universidade do Algarve «serviu para destacar a importância do trabalho desenvolvido pela instituição na região», compreender que novos instrumentos estão a ser utilizados para adaptar a realidade à Covid-19 «e de que forma é que a Universidade vê o atual financiamento do sistema e da ação social». Realça o mesmo documento que, o deputado Luís Monteiro apresentou as medidas do Bloco para o ensino superior, enquanto o deputado João Vasconcelos apresentou o Plano de Emergência Social e Económico para o Algarve que contempla algumas medidas direcionadas para a Universidade do Algarve.
 
Após a reunião com a Reitoria, o Bloco voltou a reunir com os investigadores precários da UAlg que, há um ano e meio, haviam tido parecer positivo da CAb PREVPAP do Ensino Superior e da Ciência e que, «após um processo obscuro e nada transparente», foram chumbados numa revisão dos mesmos processos.
 
Para finalizar o dia de atividades, os elementos do Bloco de Esquerda reuniram com os trabalhadores precários do IPMA Algarve. Segundo o Bloco, em causa, está um conjunto de funcionários técnicos e superiores do IPMA, que trabalham em várias das instalações algarvias deste Instituto e que, ao abrigo do PREVPAP, obtiveram parecer positivo e homologação por parte do Governo. Mas, segundo os bloquistas, a verdade é que tudo isso já aconteceu há mais de um ano e nem o IPMA nem o Governo lhes apresentaram os ditos contratos de trabalho para assinar. Estes trabalhadores estão, «alguns deles, a trabalhar de borla», já sem bolsa ou contrato a termo, avança o Bloco, acrescentando que, «é  urgente garantir aquilo a que têm direito: um ingresso na sua carreira».
 
No mesmo comunicado, o Bloco de Esquerda adianta que, «fará uma pergunta ao Governo sobre a matéria», concluiu.