Política

BE questiona Governo sobre despedimentos no Praia da Lota Resort

Em comunicado, o Bloco de Esquerda divulga uma denúncia do Sindicato da Hotelaria do Algarve onde se dá a conhecer o despedimento de trabalhadores no passado dia 30 de junho. Segundo a mesma fonte, foram despedidos vários trabalhadores do empreendimento turístico Praia da Lota Resort, localizado na Manta Rota, Vila Nova de Cacela, “por terem assistido a um plenário sindical”.

 
Avança o Bloco que, o plenário sindical, convocado pelo Sindicato, tinha como ordem de trabalhos propostas para melhorar os salários e as condições de trabalho. Depois do plenário terminar a direção do empreendimento chamou os trabalhadores, um a um, informando-os que os seus contratos não seriam renovados “por terem participado no plenário sindical”.
 
Uma das trabalhadoras que tinha sido contratada no dia 3 de junho e que ainda se encontrava no período experimental, foi imediatamente despedida. Este contrato tinha sido firmado devido à época alta, um período em que o número de empregadas de quartos se revela insuficiente para fazer face a todo o trabalho que é necessário dar resposta, sublinhou a mesma fonte.
 
Para o Bloco de Esquerda trata-se de uma situação “inaceitável e de vivo repúdio” a atitude da entidade patronal do Praia da Lota Resort para com os seus trabalhadores. Os bloquistas dizem que se trata de uma “atitude de repressão patronal, representa uma violação dos direitos dos trabalhadores, configura um atentado ao direito de liberdade sindical, direito que se encontra consagrado no Código do Trabalho e na Constituição da República Portuguesa”.
 
Segundo o BE, importa, com urgência, que seja reposta a normalidade no Praia da Lota Resort para com os trabalhadores, devendo o Governo intervir através da Autoridade das Condições de Trabalho e de outras entidades caso se afigure necessário, de acordo com as normas de um Estado de direito democrático.
 
Avança o mesmo comunicado que, os deputados João Vasconcelos, Isabel Pires e José Soeiro, do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, enviaram ao Governo (através dos Ministérios do Trabalho e Segurança Social e da Economia e Transição Digital), as perguntas que se seguem:
 
- Tem o Governo conhecimento da situação acima descrita?
 
- Vai o Governo intervir para que sejam repostas a legalidade e a normalidade democrática na empresa, com vista à readmissão dos trabalhadores despedidos e para que não se verifiquem situações destas no futuro?
 
- Quando e de que forma vai o Governo intervir?