siga-nos | seja fã
PUB
 

Bebés: Marcos de desenvolvimento

Imprimir Partilhar por email
01-10-2013 - 22:38
Desde que o bebé nasce que são muitos e intensos os marcos de desenvolvimento.
 
Dos primeiros movimentos, passando pelo gatinhar, pelo andar, pode dizer-se que, a fala é quase como que, um “brinde” de um processo inicial que vai suportar muitos outros ao longo da vida.
 
A fala é por excelência, uma recompensa aos pais que ouvem pela primeira vez dizer “papá ou mamã” a que se juntam muitas outras palavras que deliciam os adultos.
 
Naturalmente a fala é uma aprendizagem gradual, uma vez que, o bebé vai aprender aos poucos a usar palavras para descrever o que vê, ouve, sente e pensa à medida em que completa saltos de desenvolvimento mental, emocional e comportamental. 
 
É de realçar que, por detrás do processo de aquisição da linguagem, está todo um “investimento” parental que se inicia no útero materno, pois é com poucos meses de existência que o feto começa a ouvir a voz da mãe e a reconhecê-la, bem como do pai e demais pessoas em seu redor, pelo que, não é por acaso que se reconhece que o bebé ao nascer, em pouco tempo está integrado em família.
 
Quer isto dizer que, muito antes de um bebé murmurar a sua primeira palavra, aprende as regras da linguagem e percebe como os adultos a usam para se comunicar. 
 
Efectivamente, as crianças aprendem a falar durante os dois primeiros anos de vida, contando no entanto com todo o empenho dos pais e demais pessoas em seu redor que o vão ajudar a concretizar essa aprendizagem. É de realçar então, a importância de conversar com o bebé olhos nos olhos ou de lhe explicar o que se está a fazer para que, desde muito cedo.
 
Ao mesmo tempo, contar histórias, é comprovadamente um exercício fundamental para facilitar o processo, bem como explicar o quotidiano o mais possível.
 
Muitos pais ainda pensam que é ridículo falar com um recém-nascido uma vez que julgam que ele não os entende. Nada poderia ser mais falso! Ele aprende precisamente assim; através desses momentos de comunicação variada e entusiasmada.
 
Já há alguns anos que se falava na importância de conversar com o bebé até mesmo para explicar estados de alma, pois dessa forma ele compreende que o mau-humor não é por sua culpa, mas sim porque o dia da mãe ou do pai foi difícil, o trânsito estava caótico e daí por diante.
 
Hoje sabe-se com precisão o quanto essa conversa é fundamental para facilitar o processo de aprendizagem da linguagem e das demais áreas de desenvolvimento.
 
O bebé começa por usar a língua, os lábios, o céu-da-boca e qualquer dente que esteja aparecendo para produzir sons ("os" e "as" no primeiro ou no segundo mês; os murmúrios começam pouco depois).
 
Esses sons vão tornar-se palavras como "mamã" ou "papá".
 
A partir daí, o bebé vai aprender mais palavras consigo, com o seu parceiro e com quem mais estiver perto dele.
 
Entre 1 e 2 anos, o bebé começará a formar frases com duas ou três palavras. 
 
Quando ouve as outras pessoas conversarem, o bebé aprende os sons das palavras e como as frases são estruturadas.
 
Muitos investigadores acreditam que o trabalho de compreender a linguagem começa enquanto o bebé está no útero. Assim como antes de nascer, o bebé se acostuma ao compasso dos batimentos do seu coração, entra em sintonia com o som da voz da mãe, etc.
 
Dias após o nascimento, é capaz de discernir a voz da mãe das dos demais. 
 
Com algum pormenor, pode entender-se que, no fundo, o bebé aprende a comunicar desde que nasce, senão vejamos, de 1 a 3 meses: 
 
A primeira forma de comunicação do seu filho é o choro. Um grito agudo pode significar fome, enquanto choramingos curtos e repetidos podem assinalar a necessidade de mudar a fralda. 
 
Depois de algum tempo, o pai e a mãe aprendem a reconhecer os diferentes tipos de choro, para atender melhor às necessidades da criança. Dá para distinguir o choro das cólicas do choro de fome, por exemplo. 
 
À medida que o bebé cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de suspiros e arrulhos, tornando-se uma mini fábrica de som. Sobre a capacidade de entender a linguagem, os linguistas dizem que os bebés de até 4 semanas são capazes de fazer a distinção entre sílabas similares, como "ma" e "na". 
 
Aos quatro meses: 
 
O bebé vai começar a balbuciar, combinando consoantes e vogais (como "dadá" ou "babá". Os primeiros "mama/ã" e "papá" podem escapar aqui e ali, mas ainda não significam que o bebé já relacione as palavras aos pais. Essa relação só vai acontecer por volta de um ano de idade.
 
As tentativas para falar vão parecer um conjunto de monólogos noutra língua qualquer, infindáveis torrentes de palavras. A vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu-da-boca e as cordas vocais para produzir todo o tipo de sons engraçados. 
 
O bebé diverte-se quando descobre que é ele quem faz tudo aquilo, fica estimulado a repeti-los e a procurar novos barulhos. 
 
Nesse estágio, os balbucios têm os mesmos sons, não importa se a família do bebé fala português, inglês, francês ou japonês em casa. É possível perceber uma preferência da criança por determinados sons ("ca", "da" ou "auá", por exemplo), repetidos por sem cessar porque gosta do som e da sensação na boca que eles produzem quando são pronunciados. 
 
De 6 a 9 meses: 
 
Quando a criança balbucia e emite sons, até parece fazer algum sentido. Isso ocorre porque ela passa a usar tons e padrões similares aos que os pais usam. Nesta fase é importante estimular o bebé a balbuciar lendo para ele, cantando e conversando. 
 
De 1 ano a 1 ano e 5 meses: 
 
O bebé usa uma ou mais palavras e sabe o que elas significam. Pratica até mesmo a inflexão, elevando o tom ao fazer uma pergunta, como "co-lo?", quando quer ser carregado, por exemplo. A criança percebe a importância da fala e o enorme poder que representa o facto de ser capaz de expressar as suas necessidades, pelo que faz um uso cada vez maior dessa ferramenta natural que está a desenvolver. 
 
De 1 ano e meio a 2 anos:
 
O vocabulário pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes. Entre 1 ano e meio e 1 ano e 8 meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia. Algumas aprendem palavras novas a cada 90 minutos, uma média impressionante. 
 
Cuidado, portanto, com o que diz à frente do seu filho, pois ele vai imitar tudo e nem sempre as melhores palavras! O bebé vai também juntar duas palavras, formando frases básicas como "É meu" (bem típica do comportamento possessivo dessa fase!). 
 
Aos 2 anos, usará frases com três palavras e cantará canções simples. O senso de identidade vai amadurecer e começará a falar sobre si -- do que gosta e do que não gosta, o que pensa e sente. Os pronomes podem confundi-lo e é possível que troque a ordem das frases: bebé fez. 
 
De 2 a 3 anos: 
 
Nesta fase, começam os problemas de volume! A criança terá um pouco de dificuldade em empregar o volume apropriado para falar, pelo que deverá ser encorajada a falar mais baixo através do exemplo.
 
É nesta fase que vai aplicar os pronomes, como "eu" e "tu". 
 
É entre os 2 e os 3 anos que, o vocabulário vai alcançar as 300 palavras, pelo que a criança será capaz de usar nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como "Eu quero agora". 
 
Quando fizer 3 anos, o seu filho vai utilizar a fala com mais sofisticação. Será capaz de manter uma conversa e ajustar o tom, os padrões de fala e o vocabulário ao parceiro da conversação. Usará, por exemplo, palavras mais simples com outras crianças, mas será mais sofisticado com os pais. 
 
A maioria das crianças nesta idade é fluente ao dizer o nome e a idade, e responde prontamente a uma pergunta. Nesse estágio, os pais podem e devem corrigir eventuais palavras ou concordâncias simples ditas pela criança, de preferência repetindo a frase ou palavra de modo correcto, sem advertir a criança por ter falado incorrectamente. 
 
Não nos podemos esquecer de que se trata de um processo de aprendizagem e que, tal como os demais, precisa de ser encorajado e melhorado, pelo que, usar a forma correcta, é a melhor forma da criança ouvir como se diz e repetir.
 
Dicas:
 
As pesquisas mostraram que crianças cujos pais falavam bastante com elas na primeira infância tinham um QI significativamente maior que o das outras crianças. O vocabulário também se mostrou mais rico quando comparado com crianças com menos estímulos.
 
Deve começar-se na gravidez o processo de “diálogo”, pois quanto mais cedo melhor para instituir um hábito e para estabelecer os laços que vão suportar uma relação para a vida. Leia um livro em voz alta ou cante para o bebé enquanto estiver no banho. 
 
Quando o bebé nascer, converse enquanto estiver a mudar a fralda, dando de mamar ou dando banho, e dê um tempo para que ele responda com um sorriso ou olhando nos seus olhos. Um bom jeito de começar é simplesmente descrever o que está a fazer.
 
Procure usar frases reais, mesmo que utilize alguns termos mais infantis. Lembre-se de que, é mais fácil o bebé aprender com o mesmo tom de voz e vocabulário que usa com os adultos, já que essa será sempre a sua linguagem.
 
Ler é uma óptima forma de ajudar a desenvolver as habilidades de linguagem do seu filho. 
 
Os bebés adoraram o som da voz da mãe, e quando forem mais crescidos, vão aproveitar as histórias para se explicarem melhor nas mais variadas situações, pois agarram o exemplo e o vocabulário que lhes é familiar. Isso prova a importância da leitura como suporte para enriquecer o vocabulário de uma criança desde muito pequena.
 
 
COMENTÁRIOS
 
MAIS NOTÍCIAS
-

Aprenda a proteger-se dos “vampiros emocionais”!



-

Quando a ansiedade nos atrapalha os planos  



-

Mindfulness:Treino e principais benefícios



-

Diferenças entre empatia e contágio emocional



-

Educação: orientar as crianças para a maturidade emocional



PUB
 
MAIS LIDA ONTEM
Bolo-rei gigante de Olhão foi este ano oferecido "por opção"

Bolo-rei gigante de Olhão foi este ano oferecido "por opção"

ver mais
 
 
  
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Terceira edição das "Estátuas Vivas no Natal" atraiu muitos visitantes a Lagoa

Terceira edição das "Estátuas Vivas no Natal" atraiu muitos visitantes a Lagoa

ver mais
 
Portimonense perde em Alvalade

Portimonense perde em Alvalade

ver mais
 
PCP preocupado relativamente à atribuição de recursos para as Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens em Perigo na região

PCP preocupado relativamente à atribuição de recursos para as Casas de Acolhimento de Crianças e Jovens em Perigo na região

ver mais
 
 
 
 
Allô Pizza Escola de Condução C.C.S Loja das Taças Restaurante Os Arcos
» Sociedade» Fichas de Leitura» Desporto» Click Saúde
» Economia» Figuras da nossa Terra» Política» CX de Correio